{"id":3114,"date":"2019-06-22T12:25:47","date_gmt":"2019-06-22T15:25:47","guid":{"rendered":"http:\/\/laurezcerqueira.com.br\/?p=3114"},"modified":"2019-06-22T12:25:47","modified_gmt":"2019-06-22T15:25:47","slug":"bob-dylan-na-asa-do-vento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/laurezcerqueira.com.br\/?p=3114","title":{"rendered":"Bob Dylan, na asa do vento"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" width=\"100%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<table border=\"0\" width=\"100%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/n\/?luizclementino&amp;aref=1561159737668314&amp;medium=email&amp;mid=58bdd8a03f008G5af358bc4b5bG58bddd399f2daG52&amp;bcode=2.1561159738.AbwZUfz8H1JHtT7X3Lo&amp;n_m=laurezcerqueira%40gmail.com&amp;lloc=image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/scontent.xx.fbcdn.net\/v\/t1.0-1\/c0.0.100.100a\/p100x100\/536088_113808012087149_68089412_n.jpg?_nc_cat=111&amp;_nc_oc=AQl8uOUzho7aGJ1FQsxPNTxXHsM5LD5Kal1_sLXv6umDjPgo-aAjz2eyXbkHhd7ucFuBd6E2bMLpOOdsjsFcaxxj&amp;_nc_ad=z-m&amp;_nc_cid=0&amp;_nc_zor=9&amp;_nc_ht=scontent.xx&amp;oh=fddc147411078f3602f44e8c5d26719c&amp;oe=5DBD6636\" width=\"50\" height=\"50\" \/><\/a><\/td>\n<td width=\"10\"><\/td>\n<td width=\"100%\">\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/n\/?luizclementino&amp;aref=1561159737668314&amp;medium=email&amp;mid=58bdd8a03f008G5af358bc4b5bG58bddd399f2daG52&amp;bcode=2.1561159738.AbwZUfz8H1JHtT7X3Lo&amp;n_m=laurezcerqueira%40gmail.com&amp;lloc=image\">Luiz Clementino<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>21 de junho \u00e0s 21:28<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"10\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"3\"><span class=\"mb_text\"><br \/>\nPR\u00d3LOGO<\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\"><br \/>\nNa d\u00e9cada de 1960, o clima art\u00edstico nos USA, apresentava um cen\u00e1rio voltado \u00e0 igualdade racial e de direitos. A guerra no Vietn\u00e3 era contestada, onde avi\u00f5es B-29 disparavam toneladas de bombas em popula\u00e7\u00f5es civis, semeando morte e destrui\u00e7\u00e3o. Milhares de jovens norte-americanos eram recrutados, e morriam sem nunca entender o porqu\u00ea de tanta viol\u00eancia. <\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\"><br \/>\n\u2022 O pastor Martin Luther King tinha um sonho, que todos cidad\u00e3os fossem iguais. Malcom X, defensor do Nacionalismo Negro, lutava a favor dos direitos dos negros. O cantor folk Peter Seguer e a bela chicana Joan Baez trovejavam as injusti\u00e7as. Jack Koreac e Allen Ginsberg inovavam na literatura pop. No esporte, o fabuloso Classius Clay recusou sua convoca\u00e7\u00e3o para guerra e renegou seu nome norte-americano, adotando o nome isl\u00e2mico Muhammad Ali-Haj. No cinema, Marlon Brando e Montgomery Clift mostravam nova forma de atuar pelo m\u00e9todo da famosa escola de arte c\u00eanica Actors Studio. <\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\"><br \/>\nSurge o incompar\u00e1vel fen\u00f4meno musical, The Beatles, inovando todo o cen\u00e1rio pop internacional, enquanto os Rolling Stones apresentavam um revival de blues raiz do Mississipi, eram jovens branquelos cantando como negros.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\"><br \/>\nEra \u00e9poca de quebrar as regras, de liberdade de express\u00e3o, de contestar, de viver livres das amarras convencionais de uma sociedade capitalista.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\"><br \/>\nEnt\u00e3o neste contexto, surge encantando a todos, um garoto franzino de olhos azuis, com viol\u00e3o, gaita e voz, cantando lindos poemas em defesa dos direitos civis, no mais puro revival folk raiz. E o fasc\u00ednio foi t\u00e3o grande que todo esse movimento art\u00edstico rebelde, encharcado de insatisfa\u00e7\u00e3o contra o establishment \u00e9 afunilado em sua pessoa e em sua bela arte.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\"><br \/>\nE n\u00e3o deu outra. Bob Dylan foi adorado e venerado, tornando-se um \u00edcone da elite folk. Sua fama cresceu e foi al\u00e9m das fronteiras, chegando em todo o planeta. Todos queriam saber sua proced\u00eancia. E em seu primeiro e estupendo sucesso, DYLAN cantava em versos:<\/p>\n<p>&#8220;Quantas estradas um homem precisar\u00e1<br \/>\nAt\u00e9 que possam cham\u00e1-lo de homem?<br \/>\nSim, e quantos mares uma pomba branca precisar\u00e1 voar<br \/>\nAt\u00e9 que ela possa descansar na areia?<br \/>\nSim, e quantas balas de canh\u00e3o precisar\u00e3o voar<br \/>\nAt\u00e9 serem banidas para sempre?&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\"><br \/>\nE o fato \u00e9 que a m\u00fasica \u201cBlowin in The Wind\u201d representou e representa a abomina\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia social em todo o mundo. E outra coisa, como o tempo atua em favor dos artistas, essa can\u00e7\u00e3o, com o passar de d\u00e9cadas cresceu, consolidou-se e hoje \u00e9 um hino poderoso e atual.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\"><br \/>\nE n\u00f3s gera\u00e7\u00e3o de adolescentes, que vivemos a \u00e9poca, a coisa ficou cravada para sempre em nossos cora\u00e7\u00f5es e mentes. At\u00e9 hoje nos encanta.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\"><br \/>\nMuitos grandes cantores a gravaram. Aqui no Brasil, Z\u00e9 Ramalho e Diana Pequeno cantaram suas vers\u00f5es. Dentre muitos, selecionamos as vers\u00f5es do maravilhoso Trio Peter, Paul and Mary e tamb\u00e9m a vers\u00e3o original do pr\u00f3prio Dylan, com viol\u00e3o gaita e voz anasalada. Por favor n\u00e3o deixem de conferir, imposs\u00edvel n\u00e3o se emocionar:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/l.facebook.com\/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DaJE9rMZm-zE&amp;h=AT2ulMT9vQ70SYSRzxWHRo_A4TDIMWmo76BYF6DvOHuheROOiHKi5uWYR15I19UT9fQC1yHLdnZMI4ZTSFfFIkamGoklayAl1rm-ZPriwMc4XRBdAFahi2nHXJJ6JQEEVoqq68kEX1AKVZo\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=aJE9rMZm-zE<\/a> Peter, Paul and Mary<br \/>\n<a href=\"https:\/\/l.facebook.com\/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DMMFj8uDubsE&amp;h=AT104xLHZ1McWTYes-i_r54-I_wKhjmjFE5Glb4Ha4PPT2lL2RkrhS9kzeGh6zz1yN63F3d9OV_HF6EJfokNKJrT9L8J_vO8pK2Ko5bmaZepkil_cqSkBN6Sa3AAkhfVMPiY0RFQo1uNDKU\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=MMFj8uDubsE<\/a> original<br \/>\n<a href=\"https:\/\/l.facebook.com\/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DOcd8bM5L3oQ&amp;h=AT2SDGBvvnd_Vxd2Rd_3VyhVx8KW4oVJVOk4NBEJxITJcDl5aYg2IY5YcTwJyFTlIolCYOY1QDgTenueqxzGVqzVWFYrfzghYW2WcA4Y72FYgCU1vcz7UxMvve5yHe1yyvU2xaP1SuFq8Ww\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Ocd8bM5L3oQ<\/a><br \/>\nBob Dylan completou 74 anos m\u00eas passado. Agora, em nova turn\u00ea, documentada novamente em filme de Martin Scorsese, \u201cRolling Sthunder Revue\u201d, vejam o trailer:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/l.facebook.com\/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DPS4gsWDSn68&amp;h=AT1zI3-jevxN9whCRsvA-hcW33cQbiZ1B1VTT3KxlWMbw6H5sFp3AjgdwQ1Ge_Fm4SGfD7JVWkc_5efiDgKPv1eRvMJkNxU4AS11pMi5Rsk7bFFHzqP8oRXmBgLswtTqyeHcQnxiY_kt0io\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=PS4gsWDSn68<\/a><\/p>\n<p>Bob Dylan<\/p>\n<p>Robert Zimmerman, cidad\u00e3o do mundo, nome art\u00edstico BOB Dylan, considerado o maior poeta da hist\u00f3ria do rock, um cara s\u00e9rio com um fascinante trabalho, porta voz de toda uma gera\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\">A quintess\u00eancia da express\u00e3o da arte, vive e se mantem ativo em fun\u00e7\u00e3o da sua cria\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m tudo isso, parece que n\u00e3o \u00e9 significativo para Dylan, o neg\u00f3cio \u00e9 criar, inovar, produzir can\u00e7\u00f5es e versos bel\u00edssimos, o cara \u00e9 uma lenda viva, um monstro sagrado, ouvido e admirado nos 4 cantos do mundo, admirado e cultuado pela nata da nata do rock.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\">Aut\u00eantico camale\u00e3o no cen\u00e1rio musical internacional, artista de mil facetas e de v\u00e1rios estilos musicais, tudo coerente com seus sentimentos. O universo \u00e9 mutante e din\u00e2mico, DYLAN tamb\u00e9m \u00e9, n\u00e3o h\u00e1 estagna\u00e7\u00e3o ou repeti\u00e7\u00e3o, em sua arte. Maravilhosas can\u00e7\u00f5es de outrora, parece que n\u00e3o tem significado para esse m\u00fasico. <\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\">Cantar antigos sucessos, nem pensar, isso \u00e9 passado, o que importa \u00e9 pr\u00f3xima cria\u00e7\u00e3o, \u00e9 o novo som, que brota do fundo de sua alma, muitas vezes totalmente diferente do anterior, gostem ou n\u00e3o. O cara \u00e9 uma mina de ouro de alt\u00edssimo quilate, onde o veio nunca tem fim.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\">Em sua longa trajet\u00f3ria, foi um puro cantor e compositor folk de protesto, depois transformou-se em um roqueiro desafiador, quebrando as estruturas tradicionais, gerando espanto e \u00f3dio naqueles que o admiravam. <\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\">Noutra ocasi\u00e3o era judeu ortodoxo e afirmam que chorou no muro das lamenta\u00e7\u00f5es em Jerusal\u00e9m, depois crist\u00e3o cat\u00f3lico fervoroso produzindo \u00e1lbuns totalmente diferente do anterior, mas com a mesma energia cativante. <\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\">Ser\u00e1 um niilista ou um homem tentando canalizar a alavanche de sensibilidade que vem atrav\u00e9s de sua pessoa?<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\">O cara \u00e9 uma metamorfose ambulante!<br \/>\nO que impressiona em Bob Dylan \u00e9 que, durante quase meio s\u00e9culo, entre seu primeiro disco em 1962 at\u00e9 os atuais, foram em torno de 50 \u00e1lbuns, fora as colet\u00e2neas, seu estilo mudou constantemente: folk, country rock, country, blues, rock, rockabilly, R&amp;B, gospel, soul e reggae e por a\u00ed vai. Por\u00e9m, o som produzido em conjunto com a obra po\u00e9tica, mant\u00e9m uma qualidade espantosa, muita autencidade, simplicidade, sentimento e beleza. Tudo compat\u00edvel com uma introspectiva vis\u00e3o particular vigente em cada momento.<\/p>\n<p>Mas para chegar a esse ponto, Dylan teve um grande mestre, que o fascinou e o atingiu como um raio, um m\u00fasico que lhe abriu uma trilha s\u00f3lida e determinou que rumo a tomar, seu nome, o Woody Guthrie o lend\u00e1rio trovador. Esse cara era fabuloso, tinha uma consci\u00eancia social que desafiava o Estado. Cantava contra as injusti\u00e7as nos sindicatos, nos campos de colheita de algod\u00e3o,<\/span><span class=\"mb_text\">\u00a0era aliado aos negros, e nas manifesta\u00e7\u00f5es populares. Para se ter ideia, em seu viol\u00e3o era cravada uma frase: \u201cM\u00e1quina de matar fascista\u201d. <\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\">A ascend\u00eancia desse grande artista sobre Bob Dylan no seu per\u00edodo revival folk, foi t\u00e3o intensa que Dylan se apresentava com a mesma roupagem de seu \u00eddolo, haja visto que suas imagens em um dos primeiros LPs, \u201cThe Times They are Changin\u201d foram copiadas de fotos de Woody Guithrie. E em seu primeiro vinil comp\u00f4s a can\u00e7\u00e3o \u201cSong to Woody\u201d:<br \/>\n<a href=\"https:\/\/l.facebook.com\/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DlOWfCVQBixs&amp;h=AT0hduu0XhO2V3Jsqr7ajltbjDGoCcebxuNlafpOsJOCpigTHll_dRj6AQsKnhDRZnW0NDaW5eBja4sQprkj0NuEzTl_PM04YRKsRYyy_dXM70NFKKbzthHAvQLGA9uudh_HTLUGbgoHqRM\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lOWfCVQBixs<\/a><\/p>\n<p>De acordo com seus bi\u00f3grafos, outras influencias v\u00e3o desde a tradicional fam\u00edlia Carter ao trovador Hank Willians, passando pelos bluesmen do Mississipi, e roqueiros negros at\u00e9 chegar no grande Elvis.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\">No sentido de melhor assimilar o que vamos comentar a seguir, abro aqui um par\u00eanteses. Houve tempos atr\u00e1s no universo musical, uma batalha hom\u00e9rica entre viol\u00e3o ac\u00fastico versus guitarra el\u00e9trica. A patota do viol\u00e3o n\u00e3o aceitava a guitarra, e vice versa a rec\u00edproca era verdadeira. <\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\">Aqui no Brasil, por exemplo, a MPB considerava sacril\u00e9gio introduzir a guitarra em suas m\u00fasicas. Quando Caetano Veloso cantou e tocou \u201cAlegria, Alegria\u201d, no Festival da Record no ano de 1967, foi um reboli\u00e7o sem tamanho. Nos USA a mesma coisa ocorria, o Folk Raiz era somente no viol\u00e3o ac\u00fastico.<\/p>\n<p>E aconteceu que Bob Dylan, abalando toda estrutura dos artistas puristas do viol\u00e3o ac\u00fastico, no qual pertencia, muda repentinamente, e ningu\u00e9m entende p\u00f4rra nenhuma. Surge com \u00e1lbuns eletrificados e nos festivais toca com banda de blues-rock, chocando Deus e o mundo. Uma trag\u00e9dia n\u00e3o anunciada, e de amado virou odiado. De her\u00f3i virou traidor, foi chamado de Judas, &#8220;filho da puta&#8221; e tudo mais, e pagou um pre\u00e7o alto. Seu passado, que ele pr\u00f3prio escondia inventando hist\u00f3rias fantasiosas e estereotipadas, no intuito de construir uma falsa imagem, \u00e9 desmascarado pela m\u00eddia. <\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\">Em reportagem sobre sua vida de , visitam sua cidade natal no Natal, e constatam que se trata de um judeu, ou seja, o grande l\u00edder de protesto, n\u00e3o passava de um mentiroso. E o tempo fechou para o seu lado com cobran\u00e7as, picha\u00e7\u00f5es, \u00f3dio e decep\u00e7\u00f5es. Assim, ele esbraveja o refr\u00e3o na can\u00e7\u00e3o \u201cLike a Rolling Stones\u201d:<br \/>\n\u201cvoc\u00ea est\u00e1 invis\u00edvel agora,<br \/>\nvoc\u00ea n\u00e3o tem mais segredos a esconder&#8230;<br \/>\ncomo voc\u00ea se sente,<br \/>\nestar completamente desconhecido, sem um lar,<br \/>\nvivendo como as pedras que rolam.\u201d<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/l.facebook.com\/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D9JLKOexqyms&amp;h=AT3k10JPEJgddiyfa-ruxHxkRxrcFGYTGph6gsNDIOIi4-ez5lsRS5caiwUU8RNP4XSQ1kiUIXTqf5T_De6mOVM3RP4sZFVdbWqisZSqhi9wOvS_dT0Bt5Rpy4YEgTwwULgWhQ134mLtf0g\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=9JLKOexqyms<\/a> original<br \/>\n4<br \/>\nEm decorr\u00eancia de tanta press\u00e3o e cobran\u00e7as, Bob Dylan pira de vez, surta e, para complicar, tem um s\u00e9rio acidente de moto. A\u00ed se retira do cen\u00e1rio pop internacional. Desaparece do mapa, a imprensa especula, investiga e cala, e quem acompanhava seu trabalho, fica apreensivo. Tempos depois aparece em apresenta\u00e7\u00f5es ef\u00eameras. No festival da ilha Wight, \u00e9 vis\u00edvel sua inseguran\u00e7a, tamb\u00e9m teve participa\u00e7\u00e3o no Concerto beneficentes de Bangladesh, organizado por George Harrison e Ravi Shankar.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\"><br \/>\nAp\u00f3s alguns anos, retorna com carga total em uma turn\u00ea que gera um \u00e1lbum ao vivo \u201cBefore the Flood\u201d, com o conjunto canadense The Band. A capa desse vinil \u00e9 uma bela foto da plat\u00e9ia com velas. O resultado desse trabalho, \u00e9 de um vigor e uma energia admir\u00e1vel, as baterias foram recarregadas, ele canta com f\u00faria, dedilhando vorazmente a guitarra, como melhor lhe conv\u00e9m, desafiando a tudo e a todos. E por que n\u00e3o? \u201cEu sou apenas um m\u00fasico!!!\u201d. Estava livre para voar bem alto.<br \/>\nDa\u00ed n\u00e3o teve mais volta. Bob Dylan n\u00e3o olhou mais para tr\u00e1s e nadou e nada hoje num grande oceano de v\u00e1rias maneiras e em muitas profundidades. Diz em entrevistas:<br \/>\n\u201ceu n\u00e3o podia continuar sendo aquele cantor solit\u00e1rio, dedilhando hinos folks ac\u00fasticos durante tr\u00eas horas todas as noites\u201d.<\/p>\n<p>Outro fato interessante que merece coment\u00e1rio \u00e9 um seguinte: Em 1973, Bob Dylan comp\u00f4s a trilha sonora do filme \u201cPat Garrett e Billy The Kid\u201d, dire\u00e7\u00e3o de Sam Peckinpah com atua\u00e7\u00f5es de James Coburn, Kris Kristofferson , o pr\u00f3prio Dylan e a saudosa atriz mexicana Katy Jurado, entre outros. O tema musical \u00e9 latino-mexicano com baladas country onde se destaca a bel\u00edssima \u201cKnockin\u2019 on Heaven\u2019s Door\u201d :<br \/>\n\u201c<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/l.facebook.com\/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DyjR7_U2u3sM&amp;h=AT0-ulk8EYC33a08LLRoZTFFbDDomvto_3Zt6HXJ1q5O8U5aO4eDtNRus69oAbdunMXJO0RFABQZiNr5FEyrKPCwGxqIulP6cURl5LIhbgrJNoLLmcNBTTJlADMBhOkvn01Jcil79vGTWak\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=yjR7_U2u3sM<\/a><\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica desse m\u00fasico, \u00e9 caracterizada pela espontaneidade de sua obra, nada \u00e9 pautado ou projetado, tudo escoa de um campo n\u00e3o racional. Tentar mold\u00e1-lo em padr\u00f5es intelectuais pr\u00e9-estabelecidos e exigir continuidade de uma fase, \u00e9 um grande erro. Deixe o cara trabalhar em sua arte, ele nasceu pra isso, e, ademais, o produto \u00e9 extremamente gratificante.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\">Por\u00e9m, a preocupa\u00e7\u00e3o com as injusti\u00e7as permaneceram, quando Dylan abra\u00e7ou a causa do pugilista Rubin \u201cHurricane\u201d Carter, condenado injustamente por assassinato. Em uma longa balada com direito a violino, viol\u00e3o e gaita, \u00e9 narrada a verdadeira hist\u00f3ria do \u201cfurac\u00e3o\u201d, denunciando a grande sacanagem que aprontaram para um cidad\u00e3o negro que poderia ser campe\u00e3o mundial dos pesos m\u00e9dios. A can\u00e7\u00e3o foi sucesso mundial, e interferiu substancialmente para que a condena\u00e7\u00e3o fosse anulada e a injusti\u00e7a reparada. Talvez ele tenha raz\u00e3o quando disse em n\u00e3o permanecer por toda uma vida cantando belas can\u00e7\u00f5es de protesto ac\u00fasticas, de maneira demag\u00f3gica.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/l.facebook.com\/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DbpZvg_FjL3Q&amp;h=AT33PgTMXZgLLPA_Ab2D1QqgZHnVrc_IeUhRj6sIrgMsStXxs7qpeYA42sM-7hUATBZkdnBxXhI0I8kZdB2-XDCxUGdZ5lB-tmFro8W5c22tzII5qxTehV2hzsViC7EaLKp94NpVPpzK5-0\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=bpZvg_FjL3Q<\/a><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\">Outra coisa, Bob Dylan tinha grande admira\u00e7\u00e3o por Johnny Cash, tanto \u00e9, que no document\u00e1rio Bob Dylan-No Direction Home, de Martin Scorsese, afirma que Johnny Cash foi uma esp\u00e9cie de Deus para ele , e que mal conseguiu dedilhar seu viol\u00e3o ao tocarem juntos, tamanha era a emo\u00e7\u00e3o. Existe um ef\u00eamero v\u00eddeo de ambos b\u00eabados, cantando uma can\u00e7\u00e3o de Hank Williams, com Dylan ao piano. Posteriormente os dois gravaram juntos no \u00e1lbum \u201cNashiville Skyline\u201d, e outras can\u00e7\u00f5es do \u201cHomem de Preto\u201d.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/l.facebook.com\/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DUYKS0jZpARI&amp;h=AT3dqlW_tDgYWM-ZdvIlhEw5XjyGr5bVxawJVSvC9ASrSVBv1EoBQ_BTqF39fVt4eajf9lmPdZYPpxn68R3ZR2D3S_a_MeVlvtBcHTl3cNd9_vzRIxiCO_5SSA8AFiN1NO19A6WjtNvus8A\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UYKS0jZpARI<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/l.facebook.com\/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3Dg77wH68dFC8&amp;h=AT2Br0WcSgSfOf3diEZRPb0x-_xwHV2RekoI8VpwMxIpqrEpl_WC0FEgCAcmux7HhREZGXTARKRBRrrPKk1LvIHPLt4BDR0UZBafulvRHQ54CSkN47qbzx-MpR5y0KBaRvTDsE5ODDaR41U\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=g77wH68dFC8<\/a><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\">Anos atr\u00e1s, fomos v\u00ea-lo em apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo, e mais uma vez o camale\u00e3o mudou de cor, apresentou um rhythm and blues vigoroso, tocando guitarra, gaita e teclados, com excelentes m\u00fasicas desconhecidos. A coisa n\u00e3o funciona como \u201cBob Dylan e Banda\u201d, e sim uma banda na qual Dylan \u00e9 tamb\u00e9m um integrante, parece que s\u00f3 assim tem sentido suas apresenta\u00e7\u00f5es. Mega apresenta\u00e7\u00f5es, tel\u00f5es, holofotes, hits antigos, como tamb\u00e9m, artefatos pirot\u00e9nicos, n\u00e3o \u00e9 seu estilo. Mas, a bem da verdade, tocou a antol\u00f3gica \u201cA Like Rolling Stones\u201d, com um arranjo t\u00e3o belo e diferente, que mais parecia outra can\u00e7\u00e3o, e no meio da m\u00fasica Margareth perguntou: \u00e9 \u201ca like Rolling Stones. H\u00e1 sim, Bob Dylan antes de tudo \u00e9 um chato, n\u00e3o deixou eu entrar com a c\u00e2mera.<\/p>\n<p>Para encerrar citamos que, o cr\u00edtico de m\u00fasica Bill Flanagan, editor da revista \u201cMusican\u201d dos USA, escreve em seu livro \u201cDentro do Rock:<br \/>\n\u201cAnos atr\u00e1s a Columbia Records, sua gravadora, promoveu uma festa em sua homenagem. Compareceram os velhos folkies: Judy Collins, Arlo Guthrie, Roger McGuin, a primeira fornada de punks: Lou Reed, John Cale, Iggy Pop, roqueiros brit\u00e2nicos: Peter Townshend, David Bowie, Ian Hunter, os grupos: Talking Heads, The Band e tamb\u00e9m: Martin Scorsese, Harvey Keitel, Yoko Ono, Roy Orbison, John Hammond Jr. e Jerry Wexler.\u201d Todos eles concordaram que tinham uma d\u00edvida de gratid\u00e3o com Bob Dylan, n\u00e3o somente por grandes artistas de v\u00e1rios segmentos, como tamb\u00e9m todos n\u00f3s que adoramos m\u00fasica. E com simplicidade afirma em uma das can\u00e7\u00f5es:<br \/>\n\u201cos grandes livros foram escritos, os grandes ditos foram ditos e s\u00f3 quero tentar pintar um quadro do que acontece aqui de vez em quando.\u201d<br \/>\nSabemos com toda certeza que Dylan fez muito mais que isso. Ningu\u00e9m tem uma defini\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria de sua obra, seu trabalho adv\u00e9m de v\u00e1rias dire\u00e7\u00f5es e de formas diferenciadas, sem dimens\u00f5es ou limites. E como podemos entender essa \u201cm\u00e1quina azeitada de criatividade\u201d, um cara que sempre renasce, com nova estrutura musical? Bem, a\u00ed teremos que retornar \u00e0 estaca zero afirmando: a resposta meu amigo, est\u00e1 soprando com o vento&#8230;<\/p>\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais:<\/strong><\/p>\n<p>-perguntado ao m\u00fasico Bono Vox, do U2, como poderia definir Bob Dylan afirmou: \u201c\u00e9 como uma grande pir\u00e2mide, que sentamos e apreciamos.\u201d<br \/>\n-Jimmi Hendrix afirmava algo assim de Bob Dylan: &#8220;incr\u00edvel diz coisas fabulosas e desafinado.&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span class=\"mb_text\"><br \/>\n-na adolescencia eu ouvia muito Dylan, na fase folk, (viol\u00e3o e gaita) em vinil, na casa de meus pais. De tanto ouvir, certo dia, meu querido pai, nordestino da gema, o Dr Luiz, que t\u00e1 no c\u00e9u, perguntou: meu filho, esse rapaz \u00e9 cego?<\/p>\n<p>PS-1 &#8211; sobre Woody Guithrie :<br \/>\nNos anos 1930, os Estados Unidos passava pela \u00e9poca da &#8220;grande depress\u00e3o&#8221;, e muitos americanos viajavam para a Calif\u00f3rnia em busca de emprego e melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. O cantor e compositor Woody Guthrie foi um desses migrantes, que saiu do devastado Texas para encontrar trabalho e, durante sua busca, acabou descobrindo a for\u00e7a e o sofrimento que h\u00e1 na classe trabalhadora americana. Guthrie, n\u00e3o somente um excelente m\u00fasico, como tamb\u00e9m um texano rebelde e brig\u00e3o, em vez de querer o sucesso f\u00e1cil do r\u00e1dio, procurou conscientizar politicamente a popula\u00e7\u00e3o humilde dos Estados Unidos. Isso \u00e9 narrado no filme \u201cEssa \u00e9 Minha Terra\u201d , de 1976, com interpreta\u00e7\u00e3o de David Carradine o (Kung Fu da TV) vejam o trailer e a interpreta\u00e7\u00e3o de seu grande sucesso \u201cThis Land Is Your Land&#8221;:<br \/>\n<a href=\"https:\/\/l.facebook.com\/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DgNled6wh18c&amp;h=AT3m4psQAgITl6i13Vp6RfZuM3uvFLGm4MoLg-S0jJb-HJb34dg6xR8GBhs3-Sss4slGkRLWziSLBlLsmkHcsmzwosi_pTGcVsgEb2x5qvWYE_mXNajkKNDhmJmQK9T-66jlp9rcnxmH3-w\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=gNled6wh18c<\/a> trailer<br \/>\n<a href=\"https:\/\/l.facebook.com\/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DwxiMrvDbq3s&amp;h=AT07LUb6xcjwmU1yqHFYYeykdrxdCJW2EqIMRcNP2de1yeaoQ3YkLmIVFeo7FZsAoegVZpLlWvQnAAT71NGkzp5xotMb9E5Vk1WyMAFrysi_Jqf_wX8ZypU0CFjtfOXxJqwI-3i7cZWRyYU\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=wxiMrvDbq3s<\/a> This Land Is Your Land<br \/>\n,<\/p>\n<p>PS- 2 &#8211; Com rela\u00e7\u00e3o ao The Band, em novembro de 1976, uma grande festa aconteceu em S\u00e3o Francisco com presen\u00e7a de Dylan. Ele foi uma esp\u00e9cie de padrinho do conjunto. Um concerto aconteceu para comemorar ent\u00e3o, o final da carreira ao vivo do grupo, por\u00e9m virou uma grande celebra\u00e7\u00e3o. O evento reuniu v\u00e1rios convidados especiais, entre eles: Paul Butterfield, Eric Clapton, Neil Diamond, Emmylou Harris, Ronnie Hawkins, Dr. John, Joni Mitchell, Van Morrison, Ringo Starr, Ronnie Wood e Neil Young, como tamb\u00e9m o bluesman Muddy Waters. Apesar dos contratempos, foi sem d\u00favida um grande momento do rock. Em alto astral, os convidados executaram can\u00e7\u00f5es do grupo e pr\u00f3prias, e no encerramento todos no palco cantaram em un\u00edssino I Shall Be Released, de BOB DYLAN. Tudo registrado magistralmente por Martin Scorsese, que conseguiu transmitir todo o maravilhoso clima, apesar de muita loucura. Tanto \u00e9 fato, que LAST WALTZ \u00e9 considerado um dos melhores filmes de rock j\u00e1 feitos. Foi lan\u00e7ado um \u00e1lbum triplo em 1978, e o document\u00e1rio relan\u00e7ado em DVD em 2002.<br \/>\nPara se ter uma id\u00e9ia de toda pira\u00e7\u00e3o, consta na internet:<br \/>\n\u201c &#8230;Scorsese admitiu posteriormente que durante esta \u00e9poca estava viciado em coca\u00edna. Drogas estavam presentes em grandes quantidades durante o concerto. Nos bastidores, um c\u00f4modo foi pintado de branco e decorado com narizes tirados de m\u00e1scaras de pl\u00e1stico, enquanto uma fita de \u00e1udio com ru\u00eddos de inspira\u00e7\u00e3o era tocada ao fundo. No momento que Neil Young entra no palco, e canta seu mega sucesso Helpless, com viol\u00e3o e gaita, a camera em close, capta uma bolha de coca\u00edna saindo do seu nariz. Tudo por\u00e9m foi removido posteriormente, na edi\u00e7\u00e3o final, atrav\u00e9s de rotoscopia durante o processo de p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/l.facebook.com\/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3Dbe6ONrqyqGg%26feature%3Dchannel&amp;h=AT3L36BYFe5eS-PISDE6RjB7y05wx0C-vo9wSA8UXmN2b7CMV0TAWCuXzCaHdX8U-a0HuF-JlUQsjCNt5rvLBL8_PYfR_AVbNcBIYJmxhGG5DuAPqh8OhTXNeh3BJg3ZQS8M-wEDLICMYLY\">http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=be6ONrqyqGg&amp;feature=channel<\/a> <\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luiz Clementino 21 de junho \u00e0s 21:28 PR\u00d3LOGO Na d\u00e9cada de 1960, o clima art\u00edstico nos USA, apresentava um cen\u00e1rio voltado \u00e0 igualdade racial e de direitos. 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