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  • O Brasil refém de Eduardo Cunha e o STF amarela

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    Quer dizer que o STF também adota o critério da seletividade nas decisões de quem investigar, o mesmo do juiz Sergio Moro, de setores do MPF e da PF?

     

    Investigam preferencialmente quem é do PT ou do governo do PT. Para os “homens e mulheres da teoria do dominio do fato”, (aquela “teoria” que escolhe o culpado), contribuição de campanha para o PT  é propina, é crime, e Lula, o escolhido para ser liquidado politicamente, o final da linha de investigação.

     

    Se for alguém do PSDB ou que apoia o golpe, não é crime, arquivam-se os processos. Para eles, contribuição de campanha é contribuição de campanha, não é propina.

     

    Enrolados nas suas capas pretas, como “vacas sagradas”, (assim denominados pelo jurista e ex-senador Paulo Bisol),  os ministros do STF permitem que  um bandido de alta periculosidade como Eduardo Cunha, faça o Brasil refém dele e faça o impeatchment da presidenta Dilma.

     

    Permite que o senador Renan Calheiros, sobre o qual pesam denúncias gravíssimas de corrupção, (investigado pelo Ministério Publico), também dirija o impeachment no Senado, sob ameaça e chantagem de Eduardo Cunha.

     

    Aliás, o presidente do Senado Renan Calheiros e o vice-presidente da República,  Michel Temer, aparentam estar subordinados aos desígnios de Eduardo Cunha. Afinal, tudo indica que Cunha é o chefe da arrecadação do PMDB e Temer e Renan devem saber de tudo, ter se beneficiado da arrecadação do gangster, e devem tremer diante de Cunha.

     

    Com as omissões e decisões, o STF, com toda pompa e glamour do olimpo da mediocridade ativa, também se prepara para entrar parar a lata de lixo da história.

     

    A imprensa plutocrata,  que serve ao golpe. se encarrega da narrativa do grotesco espetáculo, vira notícia nas maiores redes internacionais de TV, rádio,  jornais, revistas e internet, mundo afora,  pela criminosa manipulação da informação e transformação  em instrumento do golpe “moderno”. (A imprensa senhorial brasileira esta sendo condenada por unanimidade, no mundo).

     

    O Brasil vive uma derrocada institucional ameaçadora,  de difícil recuperação. O estrago na credibilidade das instituições é algo tão devastador aos olhos dos brasileiros e do mundo que ainda não é possível avaliar. O Brasil sofrerá consequências imprevisíveis nas relações políticas, comerciais e econômicas  internacionais.

     

    O fato de ser a sétima economia do mundo com uma população de mais de duzentos milhões de habitantes e de ter se tornado vítima de um sofisticado golpe de Estado,  o Brasil deixa o mundo em alerta, tamanha a audácia na trama com aparência de legalidade apresentada por setores conservadores e criminosos ecrustrados nas instituições da República.

     

    O poder das grandes corporações internacionais, os interesses envolvendo grandes negócios, domínio de cadeias produtivas inteiras como a do petróleo,  comunicação, energia e outras, e a vulnerabilidade institucional do país,  demonstram que o modelo político vigente está perdendo para a força dos grandes negócios das corporações internacionais e para a bandidagem nativa.

     

    O governo da distribuição da renda, da superação do apartheid social e da inclusão está sendo deposto por gangsters que prestam serviços à especulação financeira internacional e aos grandes negócios de corporações internacionais, principalmente de petróleo. Para essa gente, o povo que se dane.

  • Rastaqueras unidos na bizarra sessão do golpe de Estado

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    O Brasil teve a oportunidade de ver, na votação da admissão do processo de impeachment da Presidenta Dilma, o baixo nível dos parlamentares que representam diversos setores da sociedade, conheceu com os próprios olhos o chamado “baixo clero”, a falta de senso de ridículo, e os fascistas mais raivosos.

    A sessão se transformou, não só em escândalo nacional, mas internacional com imensa repercussão, tendo em vista o grotesco espetáculo proporcionado por  parlamentares golpistas, a começar pelo presidente Eduardo Cunha, réu no STF por corrupção e um dos principais conspiradores do golpe.

    A imagem do Brasil, que mereceu destaque no mundo durante os dois mandatos do ex-presidente Lula, por ter feito uma revolução social com políticas de inclusão e retirada da pobreza de cerca de 40 milhões de pessoas, agora amarga desmoralização internacional com a tentativa de golpe de Estado.

    Os parlamentares desta legislatura foram os últimos eleitos com farto financiamento de suas campanhas por grandes empresários.

    Por incrível que pareça, os partidos que votaram em peso no impeatchment são os mesmos que votaram a favor da proposta de reforma política de Eduardo Cunha, no ano passado. Cunha tentou colocar definitivamente na Constituição o financiamento privado de campanhas eleitorais.

    Trata-se de uma atitude ousada de Eduardo Cunha para garantir a corrupção eleitoral. Mas o STF derrubou o financiamento empresarial de campanhas por considerá-lo inconstitucional, ao julgar ação da OAB que arguia inconstitucionalidade do financiamento privado de campanhas. O Ministro Gilmar Mendes havia engavetado a ação da OAB.

    Certamente o financiamento das campanhas, por empresários, explique a eleição de tão elevado número de parlamentares do chamado “baixo clero”, a condução de Eduardo Cunha à presidência da Câmara e a armação do golpe.

    A sessão da Câmara, comandada por Ele, no domingo, mostra que a afirmação de que as instituições estão funcionando não é bem assim. Estão funcionando a favor de quem?

    Guardadas as devidas proporções, o Judiciários e o Ministério Público, assim como a Câmara dos Deputados, também tem manifestado seu lado grotesco, rastaquera, ao atentar contra a Constituição, negar garantias fundamentais a cidadãos e o Estado democrático de direito, deixar de lado sua responsabilidade institucional republicana e participar das articulações do golpe. Além do juiz Sérgio Moro, existem exemplos de sobra, de ações políticas do judiciário e dos órgãos auxiliares.

    As revelações de que a Operação Lava Jato foi arquitetada para fins políticos, articulada com a oposição no Congresso Nacional, para perseguir pessoas e destruir reputações e instituições políticas, mostra que o judiciário e órgãos auxiliares sofrem do mesmo mal que acomete o Congresso Nacional: decadência moral.

    A Operação Lava Jato persegue Lula e o PT e o Ministério Público, a Polícia Federal e o STF não investigam Aécio Neves nem integrantes do PSDB e de outros partidos que participam do golpe tramado por setores do Congresso, do Judiciário e da mídia. Isso é fato.

    A mídia senhorial  tenta a todo custo dar pompa e ares de limpeza ao espetáculo da oposição e uma narrativa manipulada das ações do golpe, contribuindo ainda mais para o quadro deplorável dos acontecimentos.

    A mídia nativa está sendo tratada mundo a fora,  pelas grandes agências internacionais de notícia, como algo picaresco, tamanha a desfaçatez de editores, repórteres e comentaristas, na manipulação das informações.

    Nossa história republicana se arrasta pelo tempo com suas instituições e autoridades, guardadas as devidas excessões, ainda de mentalidade monárquica, com os olhos voltados para além do Atlântico, para além do hemisfério Norte, sem compromisso com o país, com a nação, com o povo. O grande empresariado, apoiador do golpe, parece que nunca enraizou, se comporta como colonizador, só pensa em negócios. O povo que se dane.

    Ficou evidente, na sessão de domingo, que ainda estamos muito aquém do padrão das democracias consolidadas no mundo e de instituições republicanas capazes de dar sustentação à sonhada nação livre e soberana, dos trópicos.

  • O golpe nas mãos do réu Eduardo Cunha

    Eduardo Cunha

    Impressionante a operação de setores da mídia para dar o golpe como fato consumado.

    A situação está difícil é para a oposição que está longe de conseguir os votos para o impeachment na Câmara, sendo que ainda precisa passar pelo Senado. Além disso, o STF deve ser acionado para dizer se a Presidenta Dilma cometeu crime de responsabilidade ou não.

    A tentativa de golpe no Brasil está deixando a imprensa internacional perplexa. O jornalista norte-americano Glenn Greenwald,  que junto com Edgar Snowden revelaram ao mundo espionagem do governo dos Estados Unidos em vários países, inclusive no Brasil, disse estar chocado com a imprensa brasileira.

    Está em destaque no mundo o fato de o golpe ser uma articulação entre setores do Judiciário com a mídia e o Congresso Nacional, sem que a Presidenta Dilma tenha cometido nenhum crime de responsabilidade nem exista contra ela nenhuma acusação de envolvimento com corrupção, como afirma o New York Times.

    E mais, está em destaque também  o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, réu no STF, por crime de corrupção, prestes a ter o mandato cassado, ao mesmo tempo, no comando, junto com o vice-presidente Michel Temer, da tentativa de derrubada da Presidenta Dilma.

    A imprensa brasileira virou notícia no noticiário internacional, nos últimos meses, por apoiar abertamente a estratégia da oposição para o  golpe, com uma narrativa manipulada, tão sofisticada que conseguiu instalar o ódio nas pessoas contra Dilma, Lula e o PT,  jogar parte da população contra o governo e levar às ruas centenas de milhares de pessoas para pedir o impeachment.

    Porém, o golpe está perdendo apoio de uma parcela considerável das pessoas que foi às ruas, de boa fé, lutar contra a corrupção,  e agora vê  o golpe sendo comandado por Eduardo Cunha, o político mais odiado do Brasil, em pareceria com o vice Michel Temer, um conspirador.

    Na movimentação de Temer e Cunha em Brasília, na busca de votos para a aprovação do impeatchment,  surgiram rumores de que os dois articulam, por detrás das cortinas, um acordão para por fim  às investigações e à Operação Lava Jato, caso o golpe se concretize, tendo em vista o elevado número de deputados e senadores  denunciados.

    Cunha escolheu domingo, às 14 horas, para iniciar a sessão destinada a votar o impeatchment ou não da Presidenta Dilma, a fim de promover um grande espetáculo midiático e constranger os parlamentares.

    Cunha chamará cada um dos parlamentares diante de todas as câmeras e microfones dos meios de comunicação.

    Fico a imaginar as pessoas, no aconchego dos seus lares, vendo um réu de alta periculosidade presidindo a sessão, sentado na cadeira da Presidência da Câmara, chamando cada um dos 513 parlamentares para anunciar o seu voto. As pessoas de bom senso seguramente perceberão que há algo de errado nessa trama macabra.

    Por essas e outras, cresce, na parcela da população que foi às ruas, a erosão do apoio ao golpe

    Por isso Cunha e Temer têm pressa.

  • Você compraria um carro usado de Michel Temer ou de Eduardo Cunha?

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    Alguém compraria um carro usado do vice-presidente da República, Michel Temer? E do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o segundo na hierarquia da Presidência da República, caso o impeachment seja aprovado?

    Na vice-presidência da República, Temer revelou ter uma personalidade sombria, manifestada em atos de traição, dissimulação, mentiras e ambição desmedida. Mostrou ser um homem trapaceiro.

    Uma pessoa que faz as coisas por detrás das cortinas e aparece de cara limpa,  ri, apertando os olhinhos, fingindo ser um homem bom. Mas, na verdade, trata-se de alguém que não se pode confiar.

    Os episódios do “vazamento” do discurso, recentemente, e da carta à Presidenta Dilma, no ano passado, são dois exemplos de atitudes em que a trapaça aparece mais nítida, aliás foram dois tiros nos pés.

    Mostram que Temer é mesmo um homem inepto, absolutamente despreparado para o exercício da presidência da República.

    Ele não representa o Brasil, as pesquisas mostram isso. Não tem voto. Ficou no último lugar entre 71 deputados, quando foi eleito deputado por São Paulo.

    Eduardo Cunha é outro tipo de malandro, árido, não sente constrangimento, vergonha, culpa, pudor, e outros sentimentos humanos. Esse tem contas secretas na Suíça, mas costuma agir às claras, na cara dura. Acatou o pedido de impeachment por vingança e partiu para o golpe.

    Cunha está prestes a ser afastado da presidência da Câmara e imediatamente preso, por corrupção e desobediência de decisão do STF. Temer já foi citado em delações premiadas na Operação Lava-Jato. Seu destino está nas mãos do Ministério Público e do STF.

    Por incrível que pareça, eles têm microfones e câmeras das redes de TV, rádio e jornais das capitanias hereditárias de comunicação das famílias golpistas, disponíveis, a tempo e a hora,  para entrarem nos lares de todas as famílias brasileiras.

    Ainda tem gente que vai para a rua de camisa amarela apoiar o golpe dos dois malandros. Lamentável.

    Pois é, os dois tramam tomar de assalto a Presidência da República com um processo ilegal e estão fazendo o Brasil refém deles.

    O Brasil não reconhecerá um governo fruto de um golpe de Estado dado por dois malandros e seus asseclas. O mais perigoso de tudo isso, é que uma parte razoável da população se identifica com eles.

    Alguém compraria um carro usado de Michel Temer ou de Eduardo Cunha?

  • O Amor Distante

    Além do fotografo extraordinário que é, com vários livros publicados e uma brilhante carreira no fotojornalismo e na fotoarte, Luiz Clementino é um pesquisador,  vive mergulhando na nossa história e trazendo das profundezas pérolas maravilhosas.

    Desta vez ele trouxe O Amor Distante cantado em versos pelos migrantes  mais queridos da nossa música, nossos intérpretes do Brasil continental, que embalam em canções a dor da partida e a saudade dos grandes amores deixados nos lugares onde nasceram.

     

    O Amor Distante

     

     

    Por Luiz Clementino

            

    Houve época em que nosso país, quando colônia, era constituído por províncias.

    As subdivisões facilitavam a exploração predatória pela metrópole dos fartos recursos naturais da Terra de Santa Cruz.

    Como Portugal dependia economicamente do Brasil, e, visando qualquer revolta por independência, proibiu a comunicação entre as regiões produtoras.

    Em consequência, os percursos entre esses agrupamentos populacionais em áreas estratégicas eram demorados e difíceis.

    As aglomerações, mais tarde, se tornaram grandes centros urbanos,   gerando assim, também, Volumosa concentração de renda.

    Com a vinda de D. João VI e a corte para o Brasil, em 1808, escorraçado por Napoleão Bonaparte, o Príncipe Regente, além de outras providências unificou essas regiões.

    O Brasil, um país continental, de clima e cultura diversos, se uniu, mas com longas distâncias a percorrer e acessos precários.

    De acordo, com meu amigo historiador Luis Henrique, se a unificação não tivesse acontecido nosso país seria um retalho de republiquetas, similar à América Central.

    Em decorrência da dificuldade de acesso, os recursos, de um modo geral, no interior, eram escassos. Em busca de melhores oportunidades, muitos deixavam o torrão natal, largavam pai, mãe, amigos e amores talvez para nunca mais. E iam tentar a vida nos grandes centros urbanos. Esse êxodo, na verdade, era uma grande jornada. O longo percurso era feito de navio, de jardineira, de trem, no pau de arara e até a pé.

    O adeus retirante foi a gênese para “CANCIONEIRO POPULAR” criar belas canções com os corações encharcados de saudade e nostalgia. Verdadeiros hinos de amor, são cultuados até hoje.

    Vários artistas, de diversos gêneros musicais e de épocas distintas, trilharam por essa estrada. Para nós, que não vivemos sem música, canções desse feitio nos encantam e nos fascinam. Dentro desse acervo sonoro que chegou até nós podemos listar algumas dessas maravilhas. Vejam:

    DORIVAL CAYMMI compôs uma belíssima toada que narra a história de um cidadão que deixa Belém do Pará em uma embarcação e vai pro Rio morar. O poema é de uma doçura, delicadeza e ternura sem tamanho. Ele canta em versos que na hora da despedida sua mãe lhe dá conselhos e também que ele tem intenção de retornar, mas vai ficando… ficando…ficando e não volta nunca mais. Vejam:

    … Mamãe me deu conselhos

    Na hora de eu embarcar

    Meu filho ande direito

    Que é pra Deus lhe ajudar…

    Tô há bem tempo no Rio

    Nunca mas voltei por lá

    Pro mês intera dez anos

    Adeus, Belém de Pará…

     

    Confiram na voz de Nana:

    https://www.youtube.com/watch?v=9pcge-lrcRY

     

    Nessa mesma linha, temos a tradicional “SAUDADES DE ARARAQUARA”, onde a estupenda dupla caipira ZÉ CARREIRA E CARREIRINHO narra o êxodo rural para cidade grande. Em bela viola, eles cantam:

     

    Eu parti de Araraquara…

    …Os olhos que lá me viram

    De certo não me veem mais….

    Os agrados de outro amor

    Para mim não satisfaz…

    …E me vi beijando a rosa

    Onde que o sereno cai

    Adeus minha rosa branca

    Adeus para nunca mais.

     

    https://www.youtube.com/watch?v=v40HB6AlNH0

     

    Na versão de TONICO E TINOCO a letra é modificada:

    quando vim da minha terra, deixei mãe e pai…

    Meu amor me procurava

    Notícias pelos jornais…

     

    https://www.youtube.com/watch?v=GT5dZMJgECs tonico e tinoco

     

    GOIÁ, outro compositor notável, um dos poetas maiores do gênero caipira escreveu o belíssimo poema “SAUDADE DA MINHA TERRA”, musicada por Belmonte. Conta o arrependimento do retirante por ter deixado o interior, pois a nova vida da cidade,lhe traz imensa saudades do campo e do mato. Vejam:

    De que me adianta, viver na cidade,

    Se a felicidade não me acompanhar.

    Adeus paulistinha do meu coração,

    Lá pro meu sertão eu quero voltar.

    Ver na madrugada, quando a passarada,

    Fazendo alvorada, começa a cantar,

    Com satisfação, arreio o burrão,

    Cortando o estradão, saio a galopar;

    E vou escutando o gado berrando,

    Sabiá cantando no jequitibá…

     

    https://www.youtube.com/watch?v=b0iFrYwy72I Goiá e Biá

    JOÃO GILBERTO pegava o trem em Juazeiro, no sertão da Bahia, com destino a Salvador para tentar a vida. E, anos depois, gravou:

    O trem blim blom blim blom

    Vai saindo da estação

    E eu

    Deixo meu coração

    Com pouco mais

    Com pouco mais

    Com pouco mais

    Lá bem longe o meu bem

    Acenando com lenço

    Bandeira da saudade

    Muito além…

     

    https://www.youtube.com/watch?v=7lXsfP3W9Pc

     

    Dentro desse contexto da saudade da terra querida e extrapolando as fronteiras do Brasil, surgiu uma obra-prima. É impossível não falarmos de um dos grandes expoentes literários do nosso Romantismo: GONÇALVES DIAS.

     

    Ele escreveu um primor de poema, um texto estupendo, encharcado de saudade e incerteza, a belíssima CANÇÃO DO EXÍLIO.

     

    Sua biografia diz que esse maranhense, filho de uma união não oficializada entre um comerciante português com uma mestiça, foi estudar em Portugal. Em 1838 terminou os estudos secundários e ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. E, provavelmente, de lá escreveu:

    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá;
    As aves, que aqui gorjeiam,
    Não gorjeiam como lá.

    Nosso céu tem mais estrelas,
    Nossas várzeas têm mais flores,
    Nossos bosques têm mais vida,
    Nossa vida mais amores.

    Em  cismar, sozinho, à noite,
    Mais prazer eu encontro lá;
    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.

    Minha terra tem primores,
    Que tais não encontro eu cá;
    Em cismar sozinho, à noite
    Mais prazer eu encontro lá;
    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.

    Não permita Deus que eu morra,
    Sem que eu volte para lá;
    Sem que desfrute os primores
    Que não encontro por cá;
    Sem qu’inda aviste as palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.

     

    E, finalmente, uma das peças regionais mais bonitas do planeta. HUMBERTO TEIXEIRA e LUIZ GONZAGA descrevem no baião “ASA BRANCA” a necessidade do sertanejo em deixar o sertão, devido as agruras da seca e das injustiças sociais. E, com o coração partido, ele promete que um dia voltará para os braços do seu grande amor, quando diz:

     

    Quando o verde dos teus óio

    Se espaiar na plantação

    Eu te asseguro, não chore não, viu

    Que eu voltarei, viu

    Meu coração…

     

    Sem dúvida, uma das páginas mais expressivas da nossa antologia musical popular. LUIZ GONZAGA, com sua bela voz cheia de sentimento, e como diz o amigo Laurez: “uma voz que nunca desafina”, nos transmite muita dor e incompreensão devido a trágica situação do nosso país.

    https://www.youtube.com/watch?v=cWiJL0_yj9c

    https://www.youtube.com/watch?v=A5r2_wGk1dI

    E aconteceu, então, um final feliz, o imigrante retorna ao sertão. Contrai casamento com Rosinha. E o sertão está verde como os olhos da amada. E, assim, LUIZ GONZAGA canta “A VOLTA DA ASA BRANCA”, em um belíssimo solo de sanfona, com sonoridade árabe:

    Sentindo a chuva

    Eu me arrescordo de Rosinha

    A linda flor

    Do meu sertão pernambucano

    E se a safra

    Não atrapaiá meus pranos

    Que que há, oh seu vigário!

    Vou casar no fim do ano.

     

    https://www.youtube.com/watch?v=oRbgNrp7z-A

     

    O fato é que esse drama amoroso é cultuado há séculos. E como foi dito antes, é campo fértil para grandes peças musicais, como também para outras expressões artísticas. Na verdade, os artistas produzem em qualquer situação, seja adversas ou favoráveis. E na dor do “AMOR DISTANTE” a coisa toma proporções enormes, até porque “…no adeus pra nunca mais, quem parte leva saudade, mas pra quem fica é muito mais…”.

     

    1. Para encerrar vejam mais duas pérolas sobre o tema:

    https://www.youtube.com/watch?v=xcblzC3W_Js   TÃO LONGE Carlos gomes

    https://www.youtube.com/watch?v=nC2I-5WsJxg       FELICIDADE Joana

     

     

     

  • Sanidade e loucura

    Espancamento da ex-mulher sob influência de uma religião evangélica. Esse foi o motivo da decisão do Conselho Nacional de Justiça, por 12 votos a 2, de demitir o procurador Douglas Kirchner, a bem do serviço público.

    A advogada que fez a defesa dele, no Conselho Nacional de Justiça, foi Janaína Paschoal, a tal jurista que assinou, junto com Hélio Bicudo e Miguel Reale, o pedido de impeachment da Presidenta Dilma.

    Janaina Paschoal é a mesma advogada que, num discurso na Faculdade de Direito da USP, recentemente, demonstrou sinais evidentes de desequilíbrio, tendo em vista o ódio viceral expresso e a performance delirante da moça.

    O procurador demitido, Douglas Kirchener, é um dos responsáveis pela investigação que analisa se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva praticou tráfico de influência no BNDES.
    E na Câmara, o impeachment é comandado por Eduardo Cunha, que dispensa comentários.

    São essas e outras que tem fortalecido minha convicção de que precisamos ampliar ainda mais as mobilizações em defesa da legalidade, da democracia, para derrotarmos o golpe, superarmos a crise e barrarmos as pretensões de poder de pessoas como essas.

    Firmeza, equilíbrio! Essas são as palavras. Por que o desequilíbrio dessa gente é por demais evidente.

  • Ei Folha, o Brasil de hoje não é o Brasil de 1964

    Carro da Folha que tranportava presos na ditadura

    Depois de participar abertamente da campanha do golpe contra Dilma e perceber que a sociedade organizada se levantou em defesa da democracia e da legalidade, o jornal Folha de São Paulo desembarca da canoa furada e agora procura uma boia de salvação.

    No final de semana, o jornal paulista apelou para editoriais em letras garrafais, na primeira página, pregando renúncia e eleições gerais. A Folha parece apostar num “salvador da pátria”, no estilo Jânio Quadros, Fernando Color. Outra canoa furada.

    Saudades de Cláudio Abramo, de Perseu Abramo, e de tantos outros jornalistas comprometidos com a democracia,  com a cidadania e com a civilização do país. Pessoas que pensavam grande e dignificaram o jornalismo e a Folha.

    Por incrível que pareça, a Folha de agora se recusa reconhecer a legítima reeleição da Presidenta Dilma, o Estado democrático de direito, a democracia e a legalidade.

    O editorial do final da semana é um texto arrogante, pretensioso, como se o jornal ainda tivesse a força que tivera em tempos idos, antes da internet. Indica que bateu um desespero, que a Folha não está acertando, está tateando o jornalismo e não se  deu conta da decadência da linha editorial rastaquera que adota.

    Além disso, demonstra  desinformação sobre o país no qual vivemos, como se o país fosse um arremedo de república, aquela dos tempos dos barões do café.

    A Folha parece desconhecer o nível de organização que a sociedade brasileira atingiu nas últimas décadas, em particular da população da base da pirâmide social, e da comunicação alternativa que está rolando na internet e nos fóruns de debate de Norte a Sul do país. Organização para enfrentar e derrotar a tentativa de golpe.

    Trata-se de fator novo e determinante na sociedade brasileira. Os valores democráticos criaram raízes, Folha. Entenda isso de uma vez por todas.

    Interessante seria, talvez, para o futuro do jornal, alinhar-se com o Brasil cidadão, organizado, esse que está disposto a lutar pela democracia até as últimas consequência, como lutou contra a ditadura civil-militar. Hoje incomparavelmente com mais força e capacidade de organização .

    Abaixo a ditadura povo no poder

    Se quer sobreviver no mar da internet, interessante seria também evitar flertar com a opinião pública deformada, da qual participas ativamente da deformação.

    Deixar-se descolar do passado de colaboração com a ditadura civil-militar, quando emprestou carros com a logomarca do jornal para levar presos ao DOPS, ao DOI-CODI, para depor e lá serem torturados, muitos deles mortos e desaparecidos. Uma mancha que o tempo não apagará.

    A Presidenta Dilma, legitimamente reeleita, quem a Folha insiste em derrubar, também foi torturada no DOI-CODI, cumpriu pena de três anos e seis meses de prisão.Por favor, Folha, nada de recaída.

    A Folha ainda não conseguiu superar o provinciano e a ideia que faz do Brasil, a mesma do século passado, de que o Brasil é uma grande periferia de São Paulo.

    A mídia de São Paulo, Rio de janeiro e Brasília quer um governo que governe  voltado para São Paulo e Rio de Janeiro, como quer a Folha. Nada de Nordeste, Norte, Centro-Oeste. Quer um Brasil com a cara dela.

    A massa de gente de redes sociais que vai de camisa da seleção brasileira para a rua pedir o impeachment da Dilma e a volta dos militares, se orienta pelo noticiário manipulado por jornais como a Folha, por isso ficou com a cara da Folha, do Estadão, da Globo, da Veja, da Época, da Istoé, da CBN, da Bandenews e de outras do mesmo ramo.

    Mas grande parte dessa mesma massa de gente começou a se dar conta que a rede de mídia familiar se uniu com os partidos de oposição, se aproveitando dos efeitos da crise econômico-financeira mundial que se abateram sobre o Brasil, para jogar o povo contra o governo. Começa a desconfiar do Juiz Moro, da Operação Lava Jato e do impeatchment comandado por Michel Temer e Eduardo Cunha. Isso porque a internet está desmentindo os jornalões, as revistas de fim de semana e as TVs..

    Por outro lado, a sociedade civil organizada se reune, divulga manifestos, faz manifestações contra o golpe. Está demonstrando que no Brasil não vai rolar “Primavera árabe ” nem renúncia, nem eleições gerais como quer a Folha.

    A Folha não tem outra saída. Terá que respeitar o resultado das urnas, se acostumar com a democracia e esquecer golpes porque o Brasil mudou, é um outro país, mais cidadão, em luta para afirmação de direitos e isso não tem retorno, Folha.

    Não é mais o Brasil das quarteladas, as quais a Folha apoiou. Até os militares são outros, é uma nova geração formada na democracia, com outros valores, e estão muito conscientes de suas funções constitucionais.

    Folha, já que desembarcaste do impeachment, desembarque também da ideia de renúncia e novas eleições, e vamos às urnas em 2018. Quem apresentar o melhor projeto para o Brasil e fizer o melhor debate leva.

    Desculpe a franqueza, mas seus editoriais são bolas fora. Seja diferente nesse mar de mentiras, faça um jornalismo honesto, decente. Sucesso garantido.

  • A causa podem ser os títulos de Doutor Honoris Causa

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    Ninguém, no Brasil, foi agraciado com tantos títulos de Doutor Honoris Causa, das mais importantes universidades do mundo quanto Lula, como reconhecimento por tudo que ele fez pela melhoria da vida de milhões de pessoas, pela democracia, pela cidadania, pelos direitos humanos, pelo desenvolvimento do país e pela paz entre os povos. Isso é reconhecido internacionalmente.

    No entanto, talvez nenhum ex-presidente da República Federativa do Brasil tenha sido tão desrespeitado, humilhado, achincalhado e injustiçado quanto Lula por certas autoridades e pela mídia senhorial. Esquisito, não? As razões razões de tudo isso vêm de raízes profundas, varando séculos, por mais de 500 anos de colonização.

    Impossível olhar o Brasil nesse momento e não ver na paisagem política os conflitos ancestrais emergindo da história, desenhando a crise que solapa as instituições da República.

    Aqui, o apartheid social foi instalado nas famílias ainda na infância do Brasil e perdura até hoje. E é lá no aconchego do lar das famílias de classe média e das abastadas onde tudo começa.

    A dita “arquitetura moderna” até se encarregou de anexar a “dependência de empregados” (senzala) às residências, um cubículo onde são enfiados os trabalhadores domésticos remanescentes da escravidão que lavam, passam, arrumam, e cuidam dos filhos dos patrões.

    O Brasil é o país com o maior número de empregados domésticos do mundo, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT/ONU).

    Uma casa sem empregados domésticos no Brasil parece incompleta, tão forte é essa composição familiar na nossa cultura.

    Em famílias brasileiras de classe média e média alta crescem filhos e filhas com códigos de convivência forjados na desigualdade, no forno do “nós e eles”, temperados com preconceitos de toda ordem contra os de baixo. Preconceitos latentes nas relações sociais e reforçados por meios de comunicação.

    A propósito, nesses tempos bicudos, fico a imaginar como deve ser difícil para certos procuradores, juízes, policiais federais, “jornalistas”, aceitarem Lula, por ser de origem operária, ter sido presidente da República, ter feito valer direitos dos pobres, melhorado a vida de milhões de pessoas, e, como o brasileiro que tem o maior número de títulos de Doutor Honoris Causa, sem ter diploma de curso superior. Difícil engolir, não é?.

    Autoridades, muitas delas, quando crianças, criadas com serviçais dentro de casa. E, dentro de casa, sabe-se muito bem como são tratados os empregados, principalmente os negros.

    Autoridades que, para alçar-se a postos desse nível na estrutura do Estado, no mínimo, estudaram inglês em boas escolas e tiveram uma formação universitária com dedicação exclusiva, enquanto trabalhadores domésticos lavavam, passavam, cuidavam das residências e serviam-lhes refeições à mesa a tempo e a hora.

    Postos nas carreiras de Estado, até o governo Lula, proibitivas para filhos de empregados domésticos, porteiros de edifícios, frentistas de postos de gasolina, e outras categorias, ou seja, gente que o patronato e seus descendentes sequer costumam cumprimentar.

    Negros, nessas carreiras, podem ser contados nos dedos.

    Lula, o maior líder popular da história do Brasil, está sendo vítima de uma perseguição senhorial de juízes, procuradores, policiais federais e “jornalistas” como se ele fosse o inimigo público número 1 da elite branca patronal, um estrangeiro de classe, um usurpador, um “marginal de periferia” que precisa ser escorraçado da política, porque “o lugar dele é na senzala”, numa fábrica, de macacão, lambuzado de graxa.

    Esse tipo de preconceito está entranhado nas células do senhorio e de seus descendentes sem cidadania, aflorado recentemente no país numa onda fascista sem precedentes.

    Muitos deles até votaram em Lula em algumas eleições, porque ele representa o ideário do vencedor, um pobre que saiu do Nordeste num pau-de-arara e chegou à Presidência da República.

    O vencedor tem seu lugar na escala de valores dessa gente. Porém, ele promoveu a inclusão social, o maior impacto na estrutura tradicional de classes do Brasil. Esse é o crime de Lula. E, por isso, deve ser vingado.

    Ele está sendo tratado por juízes, procuradores, policiais federais  como são tratados os empregados domésticos no Brasil, com desdém, com desprezo, como ser humano inferior.

    Não o reconhecem como ex-Presidente da República eleito duas vezes por milhões de votos e por ser considerado pelos brasileiros como o melhor presidente da história do país.

    As cenas que o Brasil presenciou nos últimos meses promovidas por autoridades judiciárias e “jornalistas”, nas bancadas de telejornais, rádios, revistas, jornais e redes sociais, principalmente na Globo, são cinematográficas. Merecem um filme. William Bonner certamente levaria o oscar de melhor ator, seguido de outros da equipe de jornalismo da emissora.

    A decretação da condução coercitiva de Lula pelo juiz Sérgio Moro, o arrombamento, a quebra de móveis e utensílios, do Instituto Lula, e a retirada das senhas dos computadores, são a mais fiel representação da discriminação e do ódio de classe aos de baixo.

    Seguramente eles não fariam o mesmo com o Instituto Fernando Henrique, por ser ele um autêntico representante da elite paulistana,  ” gente acima de qualquer suspeita”, digamos.

    Aliás, apesar de o Instituto ter sido citado em delações premiadas como receptor de recursos das mesmas empreiteiras que contribuem com o Instituto Lula, nada, absolutamente nada foi investigado no Instituto Fernando Henrique. A mídia tratou logo de esconder o assunto.

    O Instituto Lula sofreu uma violenta devassa. As contribuições ao Instituto Lula são chamadas pelas autoridades e por jornalistas de “propina”. As contribuições ao Instituto Fernando Henrique são chamadas de “contribuições”.

    O ódio de classe que aflorou nas ruas parece ser o mesmo de certas autoridades da Operação Lava Jato e de certos “jornalistas” a Lula. Esse ódio se retroalimenta.

    A causa podem ser os títulos de Doutor Honoris Causa.

  • Vá pra urna!

    18-03-2016 Avenida Paulista

     

     

    Os golpistas já estão se dando conta que só com TVS (Rede Globo e CIA), jornais, rádios, redes sociais, uma massa de pessoas influenciadas pelo noticiário golpista,  mais as bandas podres de partidos políticos no Congresso não são suficientes para derrubar o governo no velho estilo senhorial.

    Aécio Neves e Michel Temer, que seriam alternativas para o golpe estão na Lava Jato. Não é possível mais apostar neles.

    O processo de impeachment conduzido por Eduardo Cunha está maculado, por ser ele e mais 37 parlamentares da Comissão do Impeachment da Presidenta Dilma investigados por corrupção.

    O judiciário, por sua vez, não está em  evidência no Brasil e no mundo por estar promovendo a Justiça, mas pela Injustiça, pelo desrespeito flagrante da Constituição, das leis e do Estado democrático de direito.

    A denúncia do golpe ganhou repercussão internacional em grande escala e já está refletindo aqui.

    Organismos internacionais,  organizações da sociedade civil, ex-chefes de Estado,  juristas de vários países do mundo, a imprensa internacional,se posicionam contra o golpe no Brasil e denunciam a tentativa de golpe jurídico-midiático.

    Os movimentos sociais organizados, partidos de esquerda, afinaram as violas na Frente Brasil Popular e estão reagindo de forma extraordinária. As manifestações do dia 18 de março foi apenas o começo da mobilização.

    Os golpistas estão enfrentando um outro Brasil, muito diferente daquele das quarteladas, como foi nos governos Vargas, JK, e Jango. A nova geração de militares foi formada na democracia, não só nos quartéis, mas nas universidades brasileiras como qualquer outro cidadão, são conscientes dos seus deveres constitucionais e não estão interessados nos clamores da velha elite.

    Hoje o Brasil tem uma Constituição cidadã, instituições consolidadas, evidentemente ainda com deficiências ancestrais, coloniais, mas nada que certos fora da lei, como, por exemplo,  Gilmar Mendes e Sérgio Moro, não possam ser enquadrados.

    Além disso, conseguiu atingir um nível de organização popular inédito na nossa história. O mais importante da sociedade brasileira hoje são as organizações populares, que cobrem uma imensa parte da base da pirâmide social.

    A brasa estava coberta de cinza. Foi só assoprar e a chama acendeu.

    Vão jogar a toalha e não vai demorar.

    Vá pra urna!

  • Golpistas podres

    Um quarto dos membros da Comissão que analisa o pedido de impeachment da Presidenta Dilma é investigado por corrupção.

    O Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, também investigado, prestes a ser cassado por corrupção, comanda o circo.

    Um juiz de primeira instância monta uma operação policial, sob orientação político partidária de oposição, para derrubar o governo e impedir a candidatura de Lula em 2018.

    Utiliza uma tal “teoria do domínio do fato” já com alvo definido, e constrói o caminho para chegar a Lula, violando irresponsavelmente as garantias constitucionais e o Estado democrático de Direito.

    Conta com um sofisticado sistema de mídia para fazer a narrativa das razões do golpe e convocar a população para manifestações.

    É contra tudo isso e muito mais que devemos ir às ruas para defender a democracia, a legalidade e o governo Dilma legitimamente eleito.