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  • As vísceras do golpe

    joesley e meireles

    Os R$ 15 milhões que a JBS deu para Temer “custear gastos com o impeachment” parece apenas a ponta do iceberg. É possível que outros grupo multinacionais tenham entrado no conluio de corrupção do Congresso.

    Tudo indica que o golpe de Estado foi mesmo comprado para  fazerem as tais reformas da previdência, trabalhista, a lei da terceirização, a entrega do petróleo e gás do Pré-Sal e a venda de terras ilimitadas a estrangeiros, entre outras barbaridades do governo corrupto.

    Está ficando cada vez mais claro que tudo isso contou com a ajuda de gente do judiciário, do Ministério Público e da mídia, evidentemente.

    Um procurador, que foi à Câmara defender medidas contra a corrupção, está preso, o juiz Ricardo Soares Leite, que mandou fechar o Instituto Lula, está citado na delação da JBS. E mais, Joesley disse a Temer que “segurou” dois juizes, ou seja, corrompeu. Resta saber quem são esses juízes. Nem o Ministério Público, nem a imprensa mostrou nomes nem imagens dos magistrados.

    Essa história de uma conta no exterior aberta para Lula e Dilma, com R$ 150 milhões, mas em nome do Joesley, dono da empresa, não cola. Tem que provar.

    Como os procuradores e a Globo se deram mal em Curitiba, não conseguiram provar nada contra Lula, essa acusação, também sem prova, parece ser mais uma tentativa de impedir a candidatura dele numa provável eleição direta.

    A trama dos irmãos Batista, donos da JBS, com a assessoria de imprensa da Globo, nessa delação premiada, está com cara de mais um golpe. Os irmãos bandidos estão ilesos, ganharam uma fortuna com especulação financeira na bolsa, além de conseguirem ir embora e transferir a sede do conglomerado das empresas para os Estados Unidos.

    Eles tentaram mudar a sede para a Irlanda, um paraíso fiscal, para a Holanda, durante o governo Dilma, mas o BNDES não permitiu. Havia essa queda de braço com o BNDES. Na semana passada, foram presos 37 técnicos do banco. Estranho, não?

    Henrique Meireles, ministro da Fazenda, de Temer, prestava serviços aos donos do conglomerado JBS, como presidente do conselho de administração da J&F. e é um dos nomes inflados por golpistas para suceder Temer numa eleição indireta, caso o Congresso decida.

    Parece que há muito mais coisa coberta pelo manto da hipocrisia e da “modernidade” propagandeada por neoudenistas golpistas que saíram do armário para as ruas, de camisa amarela, e nos envergonham perante o mundo.

    Organização criminosa é esse conluio de golpistas, que derrubaram Dilma e, numa audaciosa ação, resolveu trocar o incompetente e corrupto Michel Temer por outro, a ser eleito pela banda podre do Congresso, como estão armando com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, investigado por corrupção.

    Fora Temer!
    Fora golpistas!
    Diretas já!

  • Chutando cachorros mortos em territórios perdidos

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    O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pode admitir pedido de impeachment, instalar o processo de investigação, mandar o processo para o Senado e proceder o afastamento de Temer em tempo recorde.  Tornar – se presidente da República por 30 dias, convoca eleições indiretas ou abdica. A Presidenta do STF, Carmem Lúcia, assume e convoca eleições diretas. Tudo isso pode acontecer.

    Outra solução é aprovar, também em tempo recorde, a Emenda Constitucional que está na Comissão de Constituição e Justiça, que prevê eleições diretas em caso de vacância da Presidência da República.

    Tendo em vista a gravidade do caso, com a gravação de Temer, pelo dono da JBS, dando aval para compra do silêncio de Eduardo Cunha, o mais provável é que o STF decrete a prisão de Temer, Aécio, Rocha Loures, Zezé Perrela, e outros, por terem obstruído a justiça.

    No reinado de Eduardo Cunha, na Câmara, ele era e continua sendo temido por causa da fama que tinha de gravar todas as tratativas com pessoas que despachavam algum assunto com ele. É possível que a guerra de gravações esteja apenas no começo.

    O TSE, que estava preparando uma pinguela  para Temer atravessar o “corguim”, como dizem os mineiros, e deixar Dilma para trás, amargando oito anos de perda de direitos políticos, vai ter que enfiar, em em algum lugar, o voto lambido pelo advogado do golpe, Gilmar Mendes, que absolveria Temer.

    O STF andava pasmado ou conivente com Temer e seus R$ 40 milhões afanados. O ministro Fux, deu uma de Pilatos.  Lavou as mãos sujas, e entregou a ação do PDT, que pede investigação de Temer, ao plenário do Supremo.

    Quem investiga e processa o presidente da República, por crime de responsabilidade,  é a Câmara,  que admite a abertura do processo de impeatchment, e o Senado que processa, afasta e cassa ou absolve.

    Mas no caso de crime comum, em flagrante delito, com prova material inconteste, gravação, que se caracterizou obstrução da justiça, o STF é obrigado a decretar a prisão dos envolvidos, não tem outra alternativa.

    Resta saber se os tribunais e o Congresso Nacional vão cumprir com suas obrigações constitucionais ou vão continuar na decadência, com suas vocações para possilgas, a protegerem os porcos de sempre.

    Depois de acuados em Curitiba, no depoimento do ex-presidente Lula, procuradores e Globo vieram com essa, como se estivessem recuperando terreno perdido. Por que Reinaldo Jardim, um colunista do jornal O Globo, e não o Jornal Nacional? Um mistério.

    É impressionante a mudança dos termos de tratamento dados pelos repórteres e pelos comentaristas da Globo a Temer, Aécio e outros envolvidos no escândalo.

    Estão chutando cachorro morto. Temer é o político mais rejeitado e odiado do país, com o carimbo de corrupto na testa e uma placa de incompetente pendurada no pescoço. Ele não serve mais ao mercado.

    O candidato derrotado, Aécio Neves, é um político liquidado moralmente e descartado, que não aceitou a derrota, não conseguiu descer do alto da própria vaidade, deu o start na crise juntamente com os dois bandidos, Michel Temer e Eduardo Cunha, mais o apoio incondicional do Movimento Brasil Livre,  Vem pra Rua e Revoltados Online.

    Juntos, em parceria com a mídia, liderada pela Globo, e a banda podre do Congresso, arrastaram multidões para as ruas com camisas da CBF, e o Brasil para a beira do abismo.

    A sociedade brasileira não admitirá manobras de gabinete sob pena de se desencadear uma escalada de violência sem precedentes na história do país. A irresponsabilidade de certas autoridades já ultrapassaram todos os limites. Que ninguém ouse tirar o direito de  cidadãos e cidadãs escolherem o destino  que querem dar ao país pelo voto direto.

    Sem manobras, Diretas já!

     

     

  • Multinacionais têm agora um governo para chamar de seu

    As mega empresas multinacionais do agronegócio têm agora um governo para chamar de seu.

    O projeto de lei sobre a venda de extensões ilimitadas de terras a estrangeiros, além da desnacionalização territorial, com a apropriação do subsolo, com minérios e pedras preciosas, petróleo, gás, e água, coloca em risco todos os biomas do país.

    Essa entrega das terras está acompanhada de uma geração de máquinas e equipamento agrícolas automatizados, controladas por satélites, sem necessidade de operação por trabalhadores.

    Elas querem as terras como plataformas, para produzir e exportar, sem mão de obra. Indios, quilombolas, sem terras, ambientalistas, para elas são problema.

    O lucro das empresas são remetidos para as sedes dos países de origem. Elas estão buscando aqui compensações de suas perdas, nas nações centrais, com a  crise internacional desancada nos Estados Unidos, em 2008.

    Quem ainda não entendeu os motivos do golpe precisa se informar, sair da rede de mídia criada para a derrubada de Dilma e impedimento da volta de Lula.

    Existe muita gente numa espécie de cabresto eletrônico. Gente que acha soberania atraso e isso “modernidade”.

  • Tem cara de democracia, mas não é


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    Delação premiada como está sendo admitida na operação Lava-jato não pode ser considerado prova.

    Estaria sendo criada uma jurisprudência perigosíssima, para a sobrevivência das garantias constitucionais e do Estado democrático de direito.

    Caso seja consumada, qualquer juiz poderá acolher acusações do delator que lhe convier, para formar sua convicção, sem precisar de provas líquidas e certas como exige a lei. Ou seja, um juiz poderá caluniar, produzir falsas provas.

    Com isso, o juiz passa a flanar sobre as leis e a Constituição, como um semideus.

    O juiz, com as forças policiais subordinadas a seu comando, poderá fazer o que quiser? Manda prender “preventivamente”, faz-se o acordo de delação, o delator diz o que o juiz quer ouvir, se o objetivo é condenar o delatado?

    Essa é a nova estrutura de poder nas sociedades periféricas, subordinadas às nações centrais, aos impérios coloniais?

    A meca do judiciário das nações da América Latina agora é o Departamento de Estado dos Estados Unidos, o FBI e a CIA?

    Para os grandes negócios das grandes corporações internacionais que parece estar subordinando instituições no Brasil e em outros países periféricos, ditaduras militares são coisa do passado, são atraso?

    Agora as ditaduras são sofisticadas, feita por engenhocas jurídicas, de poder discricionário combinado com a mídia, que acabam se transformando num superpoder, com fachada de democracia, é isso?

    Por que tanto medo de eleições diretas, de urnas e votos?

    Por que tanto medo da democracia?

  • Estão destruindo um dos bens mais valiosos de uma nação democrática: a Justiça

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    Desde o início, a Lava-Jato, com sua parceria diabolica com a Rede Globo e outras organizações de comunicação, mirou o ex-presidente Lula e o PT, para quem sabe, um tiro fatal.

    Isso ficou muito claro nessa reta final, com o despreparo demonstrado pelo juiz Sérgio Moro e o procurador Detran Dallangnol, com a politização aberta e afrontosa contra o ex-presidente Lula.

    São pessoas muito aquém das funções públicas que exercem, que parecem flertar com um reino absolutista, e não se dão conta da dimensão do significado da justiça, como valor, na construção da nação democrática.

    O que se vê agora é o tiro saindo pela culatra. Ao se afastarem de suas funções públicas de juiz e investigador e assumirem o protagonismo político escancarado, estão vendo crescer rapidamente um sólido apoio popular ao ex-presidente Lula e ao PT, por ele estar sendo vítima de perseguição.

    Isso já foi identificado em várias pesquisas de opinião, que registraram grande aumento do índice de eleitores que votariam espontaneamente no ex-presidente, para a Presidência da República, em 2018, e do crescimento de filiações ao Partido dos Trabalhadores.

    Moro, Dallangnol, Janot, Gilmar Mendes e outros, estão se prestando ao serviço de tarefeiros da política dos setores mais retrógrados do país. Por isso, entrarão para a história pela porta dos fundos e ficarão na galeria dos brasileiros indignos de suas funções públicas.

    O combate à corrupção jamais poderia ter se enveredado pela política e pela perseguição a adversários, como está acontecendo.

    O Brasil está perdendo a oportunidade de promover o combate à corrupção com absoluta imparcialidade das autoridades competentes e de elevar os órgãos de fiscalização e controle, e o judiciário, ao topo institucional equiparando-os aos das grandes nações desenvolvidas.

    Ao invés disso, se apequenaram, rebaixaram todos esses órgãos a níveis deploráveis,  irresponsavelmente, ao negligenciarem, de forma estúpida, as garantias constitucionais e o estado democrático de direito.

    Estão destruindo uma dos bens mais valiosos de uma nação democrática: a Justiça.

  • Doria é um político fabricado na margem direita do rio Tietê

    Ele parece ter caído de um outdoor de propaganda de creme dental, com sorriso armado, pronto para fotos. É um político que nega ser o tipo de político que é.

    Certas pirotecnias feitas na perspectiva da construção de um personagem, como se vestir com o uniforme de trabalhadores que cuidam da limpeza da cidade de São Paulo, empunhando uma vassoura diante de câmeras e microfones, são como se estivesse se envolvendo numa embalagem para se passar, para a população, por uma pessoa que ele não é.

    Recentemente ele fez outras pantomimas. Andou de ônibus fingindo ser um trabalhador, gente do povo, que ele não é. Doria é um político e empresário formado no meio da elite econômica rastaquera paulistana que não gosta dos pobres, principalmente de nordestinos.

    Essa construção de imagem falsa, de uma pessoa, que no fundo é outra, para fins eleitorais, revela uma personalidade sombria. Doria está se mostrando como o pior tipo de político que existe: o político enganador.

    Essa insistência em dizer que não é político, que é gestor, está se desbotando muito rápido. Ele é filiado ao PSDB e sempre viveu no meio de políticos de reputação controvertida. Ponto.

    Doria faz o mesmo que os políticos fazem para chegar ao poder. Se candidatou, fez alianças, acordos, fez campanha, se elegeu, está governando e fica dizendo por aí que não é político.

    Na greve geral contra a subtração de direitos, a lei da terceirização, os projetos de lei da classe empresarial que acaba com o contrato de trabalho, com a previdência social pública, Doria botou as unhas e as presas de fora e disse que os trabalhadores que protestavam eram “vagabundos”. Esse é o Doria lobo, que se esconde numa pele de cordeiro.

    Articulado pelo PSDB, Doria será homenageado, em agosto, na cidade de Campina Grande, estado da Paraíba, sob as bênçãos do senador Cássio Cunha Lima. Estará fazendo política, obviamente, tentará se aproximar dos nordestinos para conquistar apoio para sua provável candidatura à presidência da República, com políticos do “baixo clero”, do Nordeste.

    O senador Cássio Cunha Lima não é um político de biografia limpa. Ele foi cassado por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quando governador da Paraíba, em 2008, por abuso de poder econômico e político e uso indevido de dinheiro público. Entre outras denúncias contra ele, consta a de distribuição de 35 mil cheques pela Fundação de Ação Comunitária durante a campanha eleitoral de 2006.

    Cunha Lima tornou-se, de acordo com a decisão do tribunal, “ficha suja”, mas conseguiu se eleger senador porque o Supremo Tribunal Federal decidiu que a “Lei da Ficha Limpa” não atingiria os candidatos da eleição de 2010.

    Atingido pela Operação Concord, da Polícia Federal, que apura esquemas de desvios de recursos e lavagem de dinheiro na campanha eleitoral de 2006, Cássio Cunha Lima foi acusado de distribuição de dinheiro e compra de votos. O caso ficou conhecido como o ‘Escândalo do Dinheiro Voador’, isso porque, tentando se livrar de autuação em flagrante pela PF, um operador da política local teria jogado R$ 400 mil do alto do Edifício Concord, em João Pessoa.

    Cunha Lima é investigado no Supremo Tribunal Federal por esse escândalo e agora em novo inquérito da Procuradoria-Geral da República por envolvimento no escândalo da Operação Lava Jato. Esse é o anfitrião de João Doria que tenta aproximá-lo politicamente do Nordeste.

    João Doria é um político fabricado na margem direita do rio Tietê. Ele pode ter conseguido enganar uma parte do povo paulistano, mas não conseguirá, com sua máscara de gestor, enganar o povo brasileiro, que ele aparenta não conhecer, por ter sido criado nos limites das fronteiras políticas de São Paulo, como Michel Temer.

  • Esgotada agenda política do golpe

    Agenda do golpe esgotou

    O juiz Sérgio Moro tentou com várias acusações, sem provas, conseguir uma forma de condenar o ex-presidente Lula. Não conseguiu.

    Recuou na remarcação da data do depoimento em Curitiba e na própria exigência de acompanhamento, pelo ex-presidente Lula, das 87 testemunhas arroladas no processo. Agora quer negociar com a defesa.

    Como não conseguiu nada, submete o ex-presidente a uma humilhação. Escolheu alguns itens entre os milhares de presentes que recebeu durante os dois mandatos e pediu para que fossem devolvidos à Presidência da República.

    Com isso, o juiz Sérgio Moro alimenta a rede criada para o golpe, que vive atacando o ex-presidente, para dividir espaço na mídia com a repercussão da maior greve geral da história do país.

    O juiz criou falsa expectativa de condenação e até de possível prisão do ex-presidente com pirotecnias de mídia, enquanto o golpe estava em alta. Porém os ventos mudaram.

    A condenação sem provas pode não ser mais admitida pela imensa maioria da população, por ter ficado claro, na percepção popular, de que o ex-presidente Lula está sendo vítima de perseguição política.

    A greve, cujos protestos se espalharam por pequenas cidades do interior, revelou um outro país, diferente do que a mídia e o governo têm mostrado. Ficou evidente que está acontecendo uma reviravolta com grande queda de apoio popular ao golpe, registrada em pesquisas de vários institutos, e a disparada de Lula para as eleições em 2018.

    Com apoio de apenas 4% da população a Temer, o desemprego chegando a 14,2 milhões de trabalhadores e a recessão economica se agravando ainda mais, a tendência são as manifestações se ampliarem com radicalização e o país entrar em uma onda de paralisações e conflitos inimagináveis.

    Não há como o pais caminhar com Temer, com denúncias tão graves contra ele, seu ministério e sua base de apoio no Congresso mergulhada em escândalos de corrupção,  grande parte investigados, que deviam ter sido demitidos, como Romero Jucá e Geddel Vieira Lima.

    Os componentes da crise são altamente explosivos. Todos os passos dados pelo governo, depois do golpe, foram em direção ao abismo. A população está sentindo isso.

    18-03-2016 Avenida Paulista

    Os sinais dados pelo Senado, de paralisação das tais reformas, demonstram esgotamento do espaço político para a agenda do governo, de subtração de direitos.

    Soma-se a isso, a estratégia do movimento sindical de fazer chegar às bases dos parlamentares como votou cada um deles, nas reformas trabalhista e da previdência,  entre outros projetos como o da terceirização, que causou, nos últimos dias, forte impacto na base do governo. 

    Temer é fruto de um golpe de estado. Não tem legitimidade muito menos popularidade para fazer o que está fazendo. Se apoiaram em Maquiavel para fazer o mal de uma só vez, deu errado.

    O governo está acuado. Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, já fala em pautar a votação da cassaçao da chapa Dilma/Temer.

    Pode estar sendo construída, nos bastidores, uma alternativa com eleições indiretas, aprovação de uma emenda constitucional para realização de eleições diretas com anuência do Supremo Tribunal Federal.

    Que o povo seja chamado a dizer, nas urnas, qual destino quer dar ao país antes que seja tarde.

    E que o juiz Sergio Moro não avance na injustiça, tenha grandeza, não seja o responsável pela centelha que pode incendiar o país e mergulhar a população na violência.

    As urnas, a soberania popular, as autoridades de bom senso sabem, a democracia é o melhor caminho.

  • Globo, que apoiou o golpe, esconde a greve

    Rede Golpe

     

     

    A mesma rede de comunicação articulada para o golpe de 2016, liderada pela Globo, que botou camisas amarelas da CBF numa multidão e mandou para as ruas, é a mesma que esconde a greve.

    É a mesma que vive incensado Temer, mentindo sobre a grave recessão econômica. Martela dia e noite dizendo que as tais reformas  sao  “modernização do mercado de trabalho” e faz campanha para prender Lula porque sabem que em 2018 ele ganha no primeiro turno.

    A Globo é a mesma mídia que apoiou o golpe de 1964, em favor da resubordinação do Brasil às nações centrais, principalmente aos Estados Unidos, com a desculpa da “guerra fria” e depois pediu desculpa ao Brasil, em editorial no Jornal Nacional.

    Agora apoia a pauta de reformas imposta por multinacionais, que querem transformar o Brasil numa Singapura, Bangladesh,  México, Paraguai e outros países de “maquiladoras “, empresas instaladas nos anos 1990, para exploração de recursos naturais e mão de obra barata, precária, com trabalhadores sem direitos.

    O projeto das mega corporações multinacionais é carrear daqui compensações financeiras para as perdas que estão tendo com a crise internacional das “bolhas especulativas financeiras”, nas nações centrais, com a ajuda dos gerentes de interesses externos, daqui.

    Gente como Temer, Aécio,  José Serra, Alkimin, Fernando Henrique, Rodrigo Maia, Eunicio Oliveira,  Henrique Meireles,  Moreira Franco, Padilha, e tantos outros, que transitam entre o mercado e a política, os irmãos Marinho, Saad, Sílvio Santos, Macedo, e não estão nem aí para o povo.

    Temer e sua turma formam um governo de negócios. A mídia que os apoia se encarrega de novelizar a narrativa do poder econômico e político. Por isso esconde a greve e noveliza o governo e a pauta de reformas do atraso.

  • Leadbelly

     

    Leadbelly

     

    Por: Luiz Clementino

    A arte é uma energia poderosa, sutil e harmoniosa. Brota em ambientes e situações diversas, com linguagens também diversificadas.   Floresce na alegria e na tristeza, em ambientes de luxo e requinte das elites, como também em situações de exclusão social.

    Vejam o caso da escravidão, homens, mulheres e crianças, sequestrados da costa Áfricana, transportados de maneira perversa para o outro lado do mar, viveram o flagelo da servidão cativa e desumana, foram maltrados e humilhados. Porém, esse tormento foi a gênese de um som fascinante, encharcado de dor e ressentimento, o BLUES.

    E consequentemente, como violência gera violência, a marginalização se alastrou e tornou-se um fato lamentável até os dias de hoje.

    Um bom exemplo, é a história do soberbo bluesman LEADBELLY, um cara violentíssimo, brutal e destemido que teve o coração tocado pelos BLUES.

    Vale apena conhecer e ouvir esse interessante artista.

     

    Então bora-lá!!!

     

     

     

    Em 1969 a banda de country-roccaliforniana CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL,  lançou o quarto álbum de estúdio, o excelente “Willy HYPERLINK “http://pt.wikipedia.org/wiki/Willy_and_the_Poor_Boys”andHYPERLINK “http://pt.wikipedia.org/wiki/Willy_and_the_Poor_Boys” HYPERLINK “http://pt.wikipedia.org/wiki/Willy_and_the_Poor_Boys”theHYPERLINK “http://pt.wikipedia.org/wiki/Willy_and_the_Poor_Boys” HYPERLINK “http://pt.wikipedia.org/wiki/Willy_and_the_Poor_Boys”PoorHYPERLINK “http://pt.wikipedia.org/wiki/Willy_and_the_Poor_Boys” Boys”. O disco fez um estrondoso sucesso, haja vista que emplacou dois discos de platina.

    O repertório apresentado no vinil, constam dez canções, onde duas se destacavam  “Cotton Fields”  e “The Midnight Special” , sendo que, ambas  não são composições de John Forgety, o lider e vocalista da extinta banda. Essas músicas são um primor, uma delícia, interpretado pela  voz gutural de John Forgety. Ouçam por favor:

     

    https://www.youtube.com/watch?v=T00eJSQimIk –  Midnight Special

    https://www.youtube.com/watch?v=3nNXpvZXZt8 – Cotton Field

     

     

     

    E aconteceu que na época, ao pesquisarmos sobre a autoria dessas canções, o fascínio se complementou, esbarramos no bluesman do Texas:

    Huddie William Ledbetter,  nome artístico LEADBELLY   (Mooringsport, 20 de janeiro de 1889 —Nova Iorque6 de dezembro de 1949).

    Na pesquisa sobre as canções mencionadas acima temos:

    The Midnight Special“, é uma canção tradicional que sofreu várias versões. Com a gravação de LEADBELLY de 1934, na penitenciária de “Angola Prison”, quando cumpria pena, a canção se popularizou.                       Quanto a “Cotton Fields“,  é de  sua autoria. Foi gravada em 1940, e de acordo com a letra, são reminiscências da infância nas plantações de algodão.

    .

    Vejam agora as versões originais na interpretação de LEADBELLY:

    https://www.youtube.com/watch?v=cu7gafphe9M– Midnight Special

     

     

    https://www.youtube.com/watch?v=eojxgTqtQUE – Cotton Field

     

     

    Para melhor assimilarmos o trabalho desse artista, faz-se necessário, entendermos sua dura labuta pela vida. De acordo com seus biógrafos, ele cresceu em uma economia agrícola, apoiada num trabalho escravagista. Tendo na infância, trabalhado no meio rural do estado do Texas, absorveu então, o som tocado e cantado pelos seus ancestrais. E é notório que essas reminiscências foram rememoradas na canção “Cotton Fields”, em um dos versos ele canta:

                                    “Quando eu era um pequeno bebê

                                    Minha mãe me balançava na berço,

                                    Nos velhos campos de algodão do meu lar…”

    Vejam a versão no belo projeto Playing For Change:

    https://www.youtube.com/watch?v=lQK5RKqXIYY

     

     

    E o fato é que, além dessa monocultura do algodão, apresentar grande peso geográfico, demográfico e econômico para a região, também houve na cultura local grande preponderância do  BLUES, devido a mão de obra escravocrata .

     

     

    Outra coisa, como o Texas, a Califórnia e territórios adjacentes, pertenciam ao México, e foram tomados pelos USA em 1845, as influências hispano-mexicana, na cultura regional foram marcantes. E notadamente na música, a coisa foi notória, houve mais swing e entusiasmo, que em outros estilos no blues de regiões adjacentes.

    Formou-se “um blues particular, muito mais leve que o dramático e pungente Delta blues”, diz o historiador G. Herzhaft.

    Os pesquisadores de música afro afirmam, que os escravos do leste e sudeste, eram relativamente melhores tratados do que na escravidão perversa do sul do Mississipi, e consequentemente, foi gerado um som menos triste, com um pouco mais de alegria.

    Dentre outros, LEADBELLY foi uma figura lendária nesse contexto, um autêntico representante desse estilo. Seu som transparece certa alegria, e é despojado do ressentimento forte e melancólico do BLUES do Mississipi.

     

    Com um instinto arrojado, truculento, e índole barra pesada, teve sérios problemas com a lei. O cara era brigão, marginal, assassino e consequentemente, passou parte de sua vida na prisão.

    Claro que nada justifica a violência, porém, como afirmamos acima, as injustiças sociais sofridas durante a vida, contribu’ram de alguma forma para a marginalização e à criminalidade.

    Digo isso porque, além da arte deste bluesman ser sobremaneira tocante, sua vida atribulada impressiona pra caramba.

                       Vejam o que consta em sua biografia:

            “ Em 1915 ele foi sentenciado a passar um tempo na Harrison County Jail por carregar uma arma, prisão da qual escapou, encontrando trabalho no condado de Bowie com o nome falso de “Walter Boyd”. Em janeiro de 1918 ele foi preso pela segunda vez, desta vez por ter matado um parente, Will Stafford, em uma briga por causa de uma mulher. Em 1918 ele foi preso em Sugar Land no Texas, onde provavelmente ele aprendeu a música “Midnight Special”. Ele serviu tempo na fazenda imperial  em Sugar Land. Em 1925 ele foi perdoado e solto, tendo sido preso por sete anos, depois de ter escrito uma canção apelando ao governador Pat Morris Neff para a sua liberdade. LEADBELLY influenciou a decisão de Neff em entreter os guardas e os outros prisioneiros tocando violão. Em 1930, LEADBELLY foi preso novamente, após um julgamento em Louisiana, com a alegação de tentativa de homicídio – ele tinha esfaqueado um homem branco em uma briga.”

                              O historiador Gerard H. em seu livro sobre Blues, conta que neste período, surgiram dois caras fantásticos, fissurados por música, JOHN E ALAN LOMAX, respectivamente pai e filho. Eram folcloristas, musicólogos, pesquisadores e arquivistas da música folclórica norte-americana, caribenha e europeia. Descobriram LEADBELLY em 1933, durante uma visita à penitenciária Angola Prison Farm, ficaram impressionados com o tenor vibrante da voz do bluesman, como também com seu imenso repertório, e consequentemente fizeram gravações de centenas de suas músicas. E complementa, que através da intervenção dos LOMAX, LEADBELLY conseguiu liberdade.

     

    Foi levado para Nova York, e tornou-se vedete nos cabarés de Greenwich Village, frequentados por intelectuais. Cantou com o lendário trovador de injustiças sociais WOODY GUTHRIE, a “máquina de matar fascista”. Tornou-se então um dos primeiros artistas negros do sul a apresentar-se para um público exclusivamente branco do norte. Também fez turnê na França no fim de sua vida, tendo reconhecimento internacional do blues.

    O crítico David Evans no livro “Mestres do Blues”, escreve no capítulo referente a esse bluesman, que: “ LEADBELLY iniciou o revival do interesse pelo country-blues e pela música folk, e muitas de suas canções, foram modelos no repertório dos cantores folks nos Estados Unidos e na Europa”. 

               

     

    Em sua vasta antologia musical, não poderíamos deixar de registrar uma belíssima composição, trata-se de um valseado intitulado “Good Night Irene”. Essa agradável canção tornou-se apresentação obrigatória, não somente no cenário da nata folk-country, como também dentro da esfera do rock. Foi tão executada em todo o país, que se tornou um dos hinos do folk norte-americano.  A letra fala de um passado conturbado sobre um amor por uma garota chamada Irene, consequentemente no contexto, há tristeza e frustração.

     

    Para se ter ideia do carisma dessa música, muitos músicos de primeira linha a gravaram, vejam alguns: Johnny Cash, Peter Seeger, Eric Clapton, Ry Cooder, LittleHYPERLINK “http://translate.googleusercontent.com/translate_c?depth=1&hl=pt-BR&prev=search&rurl=translate.google.com.br&sl=en&u=http://en.wikipedia.org/wiki/Little_Richard&usg=ALkJrhhquiL002Wo_mkITbnD7v1CafP8uQ” Richard,Jerry Lee Lewis ,Tom Waits,  Nat King Cole, Joan Baez, Willie Nelson, Judy Garland, Bob Hope,  Bing Crosby, Frank Sinatra e muito outros.

    Agora convenhamos, uma canção que encantou tantos corações sensíveis, sem sombra de dúvida, trata-se de uma expressiva obra artística, muita simplicidade, ternura e sentimento.

     

    Ouçam “Good Night Irene”:

     

    https://www.youtube.com/watch?v=xn50JSI0W-E  com LEADBELLY

     

     

     

    www.youtube.com/watch?v=HBpqDQxnLHA – com Johnny Cash

     

     

    https://www.youtube.com/watch?v=-Y0VhPXOooQ  com Mississippi John Hurt

     

     

    Quando escrevíamos, este texto, coincidentemente Keith Richards lançou seu terceiro álbum solo, intitulado Crosseyed Heart . Neste trabalho, dentre as canções apresentadas consta   “Good Night Irene”,  vejam na voz e arranjos do guitarrista:

     

    https://www.youtube.com/watch?v=GRONAR8uVzU com Keith Richards

     

     

    LEADBELLY músico versátil e diversificado, onde seu ecletismo maravilhava não somente a elite musical, como a todos que o viam em ação.     Vejam outro trecho de sua biografia:

     

     

    LEADBELLY se caracterizava por tocar de maneira potente seu violão de 12 cordas, porém multi-instrumentista, gravou também com piano, bandolin, gaita de boca (harmônica), violino, concertina e acordeão. Em outras gravações ele apenas canta batendo palmas e batendo os pés.  Seu repertório incluía gospel, blues sobre mulheres, bebida e racismo. Muita músicas folks sobre cowboys, prisão, trabalho, marinheiros,  colheita e dança. Realizou shows, participando de programas de rádio, como também de causas políticas humanitárias e esquerdistas”.

     

     

    Enfrentou barras pesadíssimas, não somente os maus tratos do preconceito racial, como também, um demônio poderoso: o seu temperamento extremamente feroz e suas graves consequências.

    Porém, tudo indica que, a energia rasteira da delinquência, foi dissolvida na beleza e no encanto de sua arte. Conquistou respeito e apreço através da música, e não na porrada como nos velhos tempos.

    O cara deu volta por cima, trabalhou duro e exorcizou os tormentos. Seu blues executado de onde “o sol nasce quadrado”, atravessou as grades, e alcançou o novo e velho continente.

    Plateias entusiasmadas tinham prazer em vê-lo se apresentar, demonstrando assim uma forma de carinho, coisa que talvez nunca tenha recebido na vida.

    E nós que não vivemos sem música, temos apreço pela sua arte, que engrandece sobremaneira mundo dos BLUES.

    Muito obrigado   LEADBELLY, você é um vencedor.

     

     

     

    PS 1 –  “The Midnight Special“, com JOHNNY RIVERS:

     

    https://www.youtube.com/watch?v=wgFE7hgl5LU  Johnny rivers

     

     

    PS 2 – https://www.youtube.com/watch?v=y5tOpyipNJs&list=RDRy-8pCpTDCE&index=3     leadbelly – house of the rising sun

     

     

     

    https://www.youtube.com/watch?v=zj0IHtfUY-g Harry Belafonte com gaita de Bob Dylan raridade

    https://www.youtube.com/watch?v=hPgXLqkf1ZU             cc rider

     

     

  • Quem mais sofre com o abuso de autoridade são os pobres

    Deltan Dallangnol

    O vídeo do procurador Deltan Dallangnol, em circulação na internet, se posicionando contra a aprovação da lei do abuso de autoridade, é prova inconteste da politização da Operação Lava-Jato.

    Ele parece preocupado com a aprovação do projeto de lei talvez por saber dos abusos cometidos por autoridades judiciárias e policiais nas investigações contra a corrupção, questionados judicialmente.

    Dallangnol está processado pelo ex-presidente Lula por acusá-lo publicamente, numa entrevista coletiva à imprensa, sem provas, antes da conclusão das investigações e de sequer o ex- presidente ter sido julgado.

    A sociedade sempre clamou por combate à corrupção, aos ao órgãos públicos de fiscalização e controle e às autoridades competentes. Mas, evidentemente, com a devida observação aos marcos legais que regem o estado democrático de direito, sem abuso de autoridade. A democracia e a legalidade, historicamente, custaram caro ao povo brasileiro.

    O projeto de lei contra o abuso de autoridades é uma dívida antiga do Congresso Nacional com a democracia, com o cidadão e a cidadã brasileiros.  A Lei é para todas as autoridades do Judiciário, do Legislativo e do Executivo.

    Quem está contra o projeto são autoridades que exercem função pública com hábitos enraizados e recorrentes de autoritarismo, opressão e desrespeito às garantias constitucionais e legais dos cidadãos.

    As autoridades cidadãs estão tranquilas e têm manifestado apoio ao projeto por participarem da construção de uma sociedade sustentada em valores democráticos, fundamentados na justiça e na liberdade.

    Quem mais sofre com o abuso de autoridade são os pobres. Eles não têm ninguém para defendê-los.

    São eles que levam tapas na cara, de policiais, que acordam de madrugada com suas famílias e crianças assustadas com portas de suas casas arrombadas a pontapés, prisões ilegais e espancamentos.

    O procurador Deltan Dallangnol cometeu erro elementar ao se aproveitar da votação do projeto de lei contra o abuso de autoridade para induzir a população ao julgamento que ele faz de que a lei foi feita para impedir as investigações da operação Lava-Jato.

    Ao fazer isso, Dallangnol se mistura com pessoas como o juiz federal Flavio Roberto de Souza, da 3a Vara Federal Criminal, no Rio de Janeiro, flagrado passeando com o Porche Cayenne do empresário Eike Batista, apreendido por ordem do próprio magistrado. O juiz provavelmente  deve ser  contra a aprovação do projeto de lei.

    Além desse carro, o juiz foi flagrado com outro carro de luxo do filho do réu, na garagem do prédio onde mora, também apreendido por ele, e um piano do empresário levado para casa.

    O mesmo juiz se apropriou de mais de R$ 1 milhão em bens e dinheiro do traficante espanhol Oliver Ortiz de Zarate Martins, preso pela Polícia Federal.

    E, no dia do julgamento da ação que pedia o afastamento do juiz, ele foi visto circulando pelas dependências do tribunal usando, no pulso, um relógio Rolex, de ouro, também de Eike Batista, confiscado por ele.

    Tão acintoso quanto as falcatruas foi a punição do juiz federal Flavio Roberto de Souza: aposentadoria com salário pago por todos contribuintes.

    Esse é um caso. Imagine o que deve ter por aí no judiciário, Brasil afora. Ou seja, a lei é para colocar freio nos abusos de autoridade. Não á para impedir as investigações da Lava-Jato.

    O relator é o senador Roberto Requião, um dos poucos políticos respeitáveis do país. Se o procurador Dallangnol não sabe, o senador Requião recebeu contribuições do Juiz Sérgio Moro e de juristas renomados para elaboração do projeto de lei.

    O que o Brasil não pode ter é nenhum cidadão acima da lei.