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  • “Você corta um verso, eu escrevo outro”

    Ditadura Censura

     

    Assim o poeta Paulo Sérgio Pinheiro e o compositor Maurício Tapajós dispararam uma flecha certeira no coração da censura estabelecida nos anos obscurantistas da ditadura civil militar.

    Censores, atordoados, viram brotar por todos os lados manifestações de alto teor de demolição do regime. Viram que não conseguiam deter o levante dos artistas, de intelectuais, muito menos a força libertária da arte e da democracia.

    Naquele momento havia censores aboletados nas redações dos jornais, das TVs e das rádios, que diziam o que podia e o que não podia ser publicado. E, nos gabinetes da Polícia Federal, em Brasília, os censores controlavam toda a produção artística nacional, podendo liberar, mutilar e até vetar definitivamente músicas, filmes, peças de teatro, programas de TV, e outras produções.

    Temer, apesar da fragilidade na Presidência da República – a qualquer momento pode ser liquidado por uma delação premiada fatal nas investigações em curso – dá sinais de que não é amigo da democracia e muito menos de artistas, produtores, intelectuais e de quem pensa diferente dele.

    A CHARGE DE Conheça os cinco homens fortes que cercam Michel Temer

     

    Há ações concretas de volta da censura, com a asfixia dos polos produtores de arte e de conteúdos de mídias. Os golpes na política cultural e artística, com a extinção de órgãos públicos, corte de recursos, tanto do financiamento das atividades culturais quanto da publicidade dos blogs e sites de opinião e de jornalismo independente das corporações senhoriais de mídia, ataque até a empresas de comunicação pública como a EBC, demonstram claramente que a censura está de volta, sorrateira, com novos métodos, que minam a produção cultural e os canais de debate, alternativos, da sociedade.

    A democracia está sendo solapada, para em seu lugar fazer prosperar, evidentemente, o tal mercado, o império dos grandes negócios, e o país que se dane.

    Mas os movimentos estão se organizando, se aglutinando, para retomada do que está sendo desconstruído, e da discussão de uma pauta comum, de uma agenda unificada em defesa da democracia.

    A construção da democracia não pode prescindir dos seus mais importantes esteios: produção cultural e imprensa livre.

    Não basta apenas reivindicar a democratização dos meios de comunicação e o acesso aos bens culturais, mas construir estruturas alternativas, de iniciativa da sociedade, para dar suporte ao projeto democrático.

    Muitas iniciativas estão proliferando, mas de forma pulverizada. A dificuldade maior de todas as iniciativas hoje é a unificação e o financiamento.

    O debate sobre esse assunto já é suficientemente conhecido nos mais diversos fóruns onde se discute a democratização da comunicação. Mas criar meios de financiamento das estruturas produtivas parece ser a tarefa mais urgente no momento.

    Talvez seja estratégico discutir um projeto de financiamento capaz de abrigar os meios alternativos de comunicação numa espécie de guarda-chuva, sustentado por um fundo único, mantido por contribuições individuais de cada cidadão que luta pela democracia.

    Uma entidade, autônoma, poderia ser criada com a finalidade de formalizar a gestão institucional e definir critérios de acesso aos recursos. Um conselho de representantes dos partidos políticos e de entidades civis não golpistas se encarregaria da política de comunicação.

    Os filiados de partidos políticos não golpistas e apoiadores da luta democrática, constituem fonte sólida de financiamento, de fácil mobilização para o projeto.

    O acesso aos recursos poderia ser definido, por exemplo, pelo número de acessos a cada mídia ou venda dos produtos. Enfim, os critérios de distribuição de recursos e de funcionamento do fundo poderiam ser definidos pelo colegiado que o administra.

    Não seria o caso de entrar em detalhes, aqui, sobre o funcionamento do fundo, mas de chamar atenção para a emergência de iniciativas a fim de se contrapor aos ataques do conservadorismo e do autoritarismo que emergem do passado, das brumas do atraso organizado e quer calar as vozes da democracia.

    Há acúmulo sobre esses assuntos no debate dos movimentos de democratização da mídia e do acesso à produção de bens culturais e artística.

    Talvez falte uma agenda mínima para fazer frente aos recentes golpes do governo provisório contra os blogs e sites de opinião e de jornalismo independente das corporações senhoriais de mídia.

     

    Janio Quadros - BRESCOLA

     

    O atraso organizado está de volta, vociferante. Temer, com seu slogan “ordem e progresso”, parece Jânio Quadros sem caspas. Jânio se orgulhava da mesóclise, do leite de colônia e da brilhantina Glostora. Temer, também, da mesóclise, mas da gomalina e da Água Velva. Falta apenas a renúncia, para complementar o enredo.

    “Você corta um verso, eu escrevo outro.

  • Ministerio Público precisa investigar o financiamento do golpe

    n1608200202O

     

     

     

     

    Ministério Público deveria investigar o financiamento do movimento que culminou no golpe.

     

    Já se sabe que PMDB, PSDB, DEM, SD e outros partidos de oposição financiaram o movimento conspiratório.

     

    A pauta do governo provisório de Michel Temer, formado por um ministério de negócios,  predominantemente por políticos corruptos, tem como mais importante ponto a venda do patrimônio público:  empresas estatais de energia, bancos públicos, em destaque a maior e mais estratégica estatal do país, a Petrobras, e a entrega das jazidas de petróleo da camada pré-sal a grupos estrangeiros.

    Pedro Parente e Helena Landau, dois conhecidos negociantes, que fizeram parte da chamada “privataria tucana”, já estão a postos para venderem respectivamente a Petrobras e as estatais de energia.

    Se a corrupção aconteceu em escala inimaginável com o PMDB predominantemente  no comando das estatais, com Michael Temer na presidência do partido, ele garantirá lisura nas privatizações,  como presidente provisório do país?

     

    É preciso averiguar se há participação de corporações políticas e empresariais internacionais, que tenham interesses na aquisição de patrimônio publico nacional, e se há financiamento externo de atividades políticas em território nacional.

     

    De onde vem os recursos que sustentam sites poderosos e outros meios de comunicação, utilizados no apoio à conspiração golpista?

     

    O PMDB financiou o movimento. Michael Temer não só é do PMDB, mas foi presidente do partido durante mais de dez anos.

     

    O PMDB, também já se sabe, formou talvez a maior rede de políticos corruptos do país, que associado ao PSDB e a outros partidos que compõem o governo provisório Michel Temer, colocam em risco as instituições e a soberania nacional.

     

    O Ministério Público tem o dever constitucional de promover as investigações e o esclarecimento publico à nação.

     

    Se houve conspiração com apoio externo, a Constituição é clara: é crime de segurança nacional.

     

    Os conspiradores que atentaram contra a nação,  a República e a democracia terão que ser presos.

     

    O Ministério Público precisa ampliar as investigações antes que seja tarde. Há algo muito mais grave submerso no mar da corrupção.

     

    O governo provisório Michel Temer corre contra o tempo para realização de grandes negócios com seu ministério de ministros corruptos,  que envolve a entrega do maior patrimônio nacional a grupos estrangeiros : o petróleo do Pré-Sal.

     

    O petróleo não só financiará a educação e a saúde,  conforme previsto em lei sancionada pela Presidenta Dilma, que já é um feito extraordinário,  mas moverá uma cadeia produtiva gigantesca que elevará o Brasil ao topo das maiores nações do mundo.

     

    Petróleo não é só combustível. Está nas coisas de todo o nosso redor, até no batom da moça. O petróleo do pré-sal não pode sair do controle da Petrobras, nossa estatal estratégica para o nosso desenvolvimento.

     

    Pela abertura de investigação do financiamento da conspiração golpista.

     

  • Respostas brilhantes

     

     

    Digitalizar0016

    Repto significa desafio e nada tem a ver com réptil, evidentemente. Mas, um vereador de Manaus não via diferença entre os termos. Um dia, ele aparteou outro vereador, Fábio Lucena, de maneira enfática: “Eu lhe lanço um réptil!”. De bate-pronto, Lucena reagiu: “Ah, é? Pois eu lhe lanço um batráquio!”

    Tim Maia se internou num SPA para perder peso e pouco tempo depois fugiu da clínica. Quando um repórter quis saber como tinha sido a experiência, mandou:

    – Cortei gorduras, açúcar e álcool. Em duas semanas, eu perdi 14 dias.

    Estas duas historinhas fazem parte de uma primorosa seleção de respostas incríveis de grandes personalidades, reunida pelo jornalista e escritor Márcio Bueno em seu novo livro – Faíscas verbais: a genialidade na ponta da língua –, que acaba de chegar às livrarias.

    Pelas suas páginas desfilam tanto personagens que produziram apenas uma faísca na vida (pelo menos conhecida) quanto diversos outros, pródigos em respostas inteligentes e surpreendentes, que desarmam completamente o interlocutor.

    Em todo o livro, são mais de 500 frases impactantes produzidas por artistas, escritores, cientistas, esportistas, políticos, comunicadores, etc. Brilham nas páginas do livro figuras como Ary Barroso, Tim Maia, Chico Buarque, Nelson Rodrigues, Linus Pauling, João Saldanha, Romário, Jânio Quadros, Churchill, Brizola e diversos outros.

    Apesar de bem humorada, a obra é leve e riquíssima do ponto de vista histórico. As frases são contextualizadas em diversos episódios em que estiveram envolvidos personagens da vida nacional e também internacional. Se o autor quis, a um só tempo, divertir e informar, mandou bem.

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    Por exemplo, antes de mostrar uma frase muito engraçada de Ary Barroso, Márcio Bueno mostra que ele tinha o hábito de salpicar as letras de suas músicas com palavras não usuais, como merencória, inzoneiro e zurrapa. Por não conhecerem as palavras, ou por não entenderem, os cantores as substituíam, nas gravações, por termos do cotidiano, o que deixava o compositor ensandecido. As mudanças, feitas, entre outros, por Francisco Alves e Aracy de Almeida, foram repetidas muitas décadas mais tarde por outros grandes artistas como Gal Costa e Luiz Melodia.

    Embora seja difícil escolher, uma das frases mais faiscantes do livro é, sem dúvida, uma de autoria do brilhante tribuno, e ultraconservador, Carlos Lacerda. Quando deputado federal, ele discursava na Câmara taxando o presidente Juscelino Kubitschek, no mínimo, de ladrão. Um outro deputado o aparteou:

    – Vossa Excelência é um ladrão da honra alheia.

    Lacerda responde no ato:

    – Se eu sou um ladrão da honra alheia, Vossa Excelência pode ficar inteiramente despreocupado, pois não há nada que eu possa lhe roubar.

    Se fosse na internet, neste final apareceria aqui o link Leia mais. Como não é, e como trata-se da concretização de uma ideia originalíssima, só posso dizer: Compre o livro.

  • Sua piscina está cheia de ratos

    Janot Eduardo Cunha

     

    O Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal estão numa posição, em ralação ao golpe, no Senado, que empossou Michel Temer, muito semelhante à que mantiveram em relação a Eduardo Cunha, no momento em que era articulado, na Câmara dos Deputados, o afastamento da presidenta Dilma.

    O Procurador-Geral, Rodrigo Janot, tornou-se o juiz Sérgio Moro do planalto, está se comportando como se fosse um office boy da Casa Grande.

    Rodrigo Janot e o STF estão diante de um governo que é um verdadeiro esgoto a céu aberto, tomado por mais de uma dezena de ministros corruptos e nada acontece com eles.

    Presenciam um golpe dado à luz do dia por um esquema de corruptos liderado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para tentar barrar as investigações, como ficou claro nas gravações de Sérgio Machado.

    O Brasil está exposto a um vexame internacional, enxergado com indignação e perplexidade por brasileiros e pelo mundo afora, sem que o Ministério Público e o STF encarem a horda de bandidos e os afastem da vida pública.

    Seguramente essa situação seria impensável em nações de democracia e cidadania consolidadas, como Estados Unidos e países da Europa. Seguramente todos os investigados teriam sido afastados.

    Mas Janot, até o momento, parece só enxergar Lula. Tratou de pedir ao Ministro Teori Zavatski para enviar ao juiz Sérgio Moro o inquérito no qual consta a delação premiada de Delcídio Amaral envolvendo irresponsavelmente o ex-presidente Lula, como se a citação de um malandro contra o ex-presidente fosse mais importante do que a dezena de ministros do governo provisório que, na cara dura, faz o Brasil refém do crime organizado.

    Curioso, é que Moro gravou ilegalmente conversa que o ex-presidente teve com a presidenta Dilma, vasada posteriormente para a Rede Globo, dias antes da votação do impeachment na Câmara.

    Num país de judiciário decente, Sérgio Moro teria ido em cana. Aqui ele é protegido, talvez por se tratar de um magistrado perseguidor da esquerda. Aliás, o Conselho Nacional de Justiça mandou arquivar cinco pedidos de investigação de desvios de conduta dele.

    O problema é que ao escarafunchar o pântano da corrupção a Procuradoria-Geral da República e o STF deram em veios que levaram à cúpula do PMDB, com probabilidade muito grande de chegar a Michel Temer e aos ministros que fazem parte do núcleo de sustentação do governo provisório.

    Do outro lado da avenida, no Congresso Nacional, luzes vermelhas piscam ao lado de Eduardo Cunha e de Renan Calheiros. Ou seja o governo está erguido sobre bases podres. Pode ser implodido a qualquer momento. Se chegarem em Michel Temer o governo desaba.

    Ao escarafunchar, chegaram também à cúpula do PSDB e a Aécio Neves, um dos homens do golpe, que parece estar sendo protegido, nas investigações, por um certo véu amarelo das instituições judiciárias e dos órgãos auxiliares (MPF/PF), enquanto ele serve como conspirador.

    Porém, a gravidade das denúncias contra ele colocaram o judiciário numa saia justa que não dá mais para segurar. Aécio,  que tinha microfones e câmeras a disposição, a qualquer momento, desapareceu dos holofotes.

    A vida do ex-presidente Lula já foi virada ao avesso e não encontraram nada. Mas, como a articulação é para barrar a possível candidatura dele `a Presidência da República, o novo panorama que se descortinou nas investigações parece não interessar ao Ministério Público nem ao STF.

  • No horizonte despontam novas eleições

    O relator do processo contra a Presidenta Dilma, Senador Antônio Anastasia, do PSDB-MG, quer antecipar a votação do relatório, de setembro para julho.

    Isso é mais um sinal de que o jogo está mudando no Senado, a favor da Presidenta Dilma, devido ao fracasso e o ziguezageamento do governo provisório de Michel Temer.

    Ele está se mostrando fraco, titubeante, dominado por Eduardo Cunha, numa perspectiva de isolamento e de alto risco de ser varrido pela vassoura udenista.

    Temer está unindo o Brasil contra ele.

    Nomeou um ministério de corruptos, com mais de uma dezena dos ministros sendo investigados e denunciados, nas mãos da justiça, num acintoso confronto com o movimento que foi às ruas nas manifestações contra a corrupção.

    Temer nomeou um ministério de negócios e corre sérios riscos de ver, nos próximos dias, toda a cúpula do PMDB cair. Dois já caíram. O desgaste é devastador.

    Há delações de alto poder implosivo a serem feitas e provas robustas a serem consideradas pelo STF, em relação a esquemas de corrupção. Não dá mais para o judiciário segurar.

    Além disso, as medidas tomadas de ajuste fiscal foram seguidas de outras de aumento de gastos, no caso, o aumento para os servidores públicos, principalmente para fazer média com o Judiciário, enquanto corta recursos da educação, da saúde, dos programas sociais e investe nas privatizações e na terceirizações de serviços públicos, queimando patrimônio público.

    Por outro lado, quase unanimidade das categorias em todo o país estão se mobilizando contra o governo, em defesa da democracia, numa perspectiva de retomada das conquistas sociais, com programação de mega manifestações Brasil afora.

    A movimentação nos bastidores indicam que é possível um acordo para volta de Dilma e convocação de novas eleições com plebicito sobre a convocação de uma Constituinte exclusiva para a reforma política.

    O governo provisório de Temer está insustentável. Não há confiança. Nem o mercado quer saber dele. A bolsa está caindo todos os dias e Temer também.

    As ruas vão dar o rumo da saída da crise.

  • O homem falocêntrico, com sua musculatura avantajada e tatuada, adentrou ao Ministério da Educação

    Alexanddre Frota

    Na segunda semana do governo interino de Michel Temer, o Brasil viu o ator de filmes pornô, Alexandre Frota, com sua musculatura avantajada, tatuada, espremida numa camiseta preta de mangas compridas, adentrar ao Ministério da Educação, para uma audiência com o Ministro Mendonça Filho e seus assessores, a fim de discutir propostas para a educação.

    Juntamente com integrantes do Movimento Revoltados Online, (grupo que promoveu mobilizações pelo golpe), propuseram, entre outras coisas bizarras, que o MEC apoiasse a aprovação, no Congresso Nacional, de projetos de lei obscurantistas, inconstitucionais, de censura a assuntos ensinados por professores, em sala de aula.

    Ou seja, querem subordinar a liberdade de cátedra e criminalizar ideias.

    A audiência com o ator pornô aconteceu na mesma semana na qual uma jovem de 16 anos foi barbaramente violentada por mais de 30 homens, no Rio de Janeiro.

    Uma triste coincidência que teve constrangedora repercussão internacional. Por incrível que pareça, no mesmo dia em que completou um ano de outro estupro coletivo de quatro jovens, no Piauí, depois jogadas num despenhadeiro, o que resultou na morte de uma delas.

    O movimento de mulheres foi às ruas manifestar solidariedade às jovens e denunciar a cultura do estupro,  a violência contra mulheres, a sociedade falocêntrica e o machismo, tanto no golpe contra a presidenta Dilma quanto na destituição das mulheres que participavam do governo e a nomeação do ministério somente de homens brancos.

    Tudo isso aconteceu na esteira das draconianas medidas de cortes de recursos, extinção de ministérios e órgãos das áreas cultural e social, criados para consolidação de direitos garantidos na Constituição de 1988, das camadas mais desfavorecidas e oprimidas, de mulheres, negros, indígenas, crianças e adolescentes.

    Ao mesmo tempo, foi nomeado um ministério de negócios, numa evidente demonstração de que o governo provisório de Michel Temer representa mesmo o atraso organizado, que emergiu de fundamentos obscurantistas, das entranhas do mundo da ganância dos rentistas, do fundo dos cofres dos bancos, de gente estúpida que reina nas tribunas e praças eletrônicas das redes sociais, urrando como bestas do apocalipse, e que ganhou as ruas em ondas de intolerância, de ódio de classe, ignorância e violência.

    O tal “governo de salvação nacional”, propalado pelo então vice Michel Temer, deu lugar a um governo de salvação de corruptos, com mais de uma dezena de seus ministros investigados e denunciados, e um ministério de gerentes de interesses externos para a venda do patrimônio nacional e privatização de serviços públicos.

    Um governo típico do mundo dos brancos ricos, de raízes colonialistas, que ainda veem o Brasil como oportunidade de negócios e nada mais.

    Nenhuma mulher, nenhum negro, nenhum indígena, nenhuma participação de categorias populares, nada de políticas públicas de inclusão social e de acesso a serviços públicos.

    Para eles, tudo isso é gasto e o governo tem que salvar as margens de lucro dos bancos e das empresas dos efeitos da crise internacional. Os trabalhadores que paguem o pato amarelo.

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    O Brasil vive um momento de desagregação social e normativa muito grave.

    A desinstitucionalização do país, pela força política das grandes corporações empresariais, principalmente multinacionais, e religiosas, solapam a consolidação da democracia e da cidadania.

    O mercado e as religiões mais conservadoras estão asfixiando o Estado republicano e democrático, em construção, num processo de subordinação dos interesses públicos, das liberdades  democráticas e dos direitos, a seus desígnios, de uma forma inimaginável.

    Setores do poder público (nos parlamentos, nos executivos, no judiciário e nos órgãos auxiliares como Ministério Público e Polícia Federal) estão sendo tomados por uma onda autoritária, fascista, ameaçadora, desempenhado a função de capatazes da ideologia e dos interesses de grandes corporações empresariais e religiosas, com perseguição política de lideranças e instituições populares, desrespeitando flagrantemente as leis e a Constituição.

    Evidente que tudo isso não começou agora, mas aflorou de forma ameaçadora e está tentando se estabelecer.

    A desinstitucionalização atingiu os direitos conquistados na Constituição de 1988, não só com a extinção de órgãos e corte de recursos que financiavam as políticas públicas de inclusão social.

    Mas ameaçados o direito à educação pública, laica e de qualidade, o direito à saúde pública (SUS), ao meio ambiente e à qualidade de vida, os direitos do consumidor, que estabelece regras às empresas que fornecem produtos e serviços, o direito à vigilância sanitária, o direito ao controle público de medicamentos, o direito à terra para morar e produzir, o direito à habitação, o direito ao trabalho, e outros direitos.

    Todos esses direitos e instituições estão ameaçados de mudanças das leis, de preceitos constitucionais, e por nomeações de gente de negócios e religiosos ultra-conservadores para cargos das instituições responsáveis pela garantia desses direitos.

    Instituições estruturadas com base na Constituição estão sendo minadas pelo governo ilegítimo que demonstrou, nas primeiras semanas, disposição para colocar por terra as conquistas democráticas, cidadãs, e civilizatórias da sociedade brasileira, em vigor desde a promulgação da Constituição de 1988.

    O fracasso do governo provisório de Michel Temer é cada vez mais evidente. Na imprensa internacional, o golpe é golpe mesmo,

    Os cortes na área social, a extinção do Ministério da Cultura e de outros, da área social, o apoio de igrejas fundamentalistas, foram tratados com perplexidade por repórteres e comentaristas das agências de notícia internacional, tendo em vista a referência que o Brasil se tornou, no mundo, no combate à pobreza e na inclusão social, nos governos Lula e Dilma.

    A imprensa brasileira continua sendo notícia, por ser parte do golpe, e alguns comentaristas brasileiros chegaram a ser motivo de sarcasmo e risos de também comentaristas de grandes redes de notícia, e de Talk Show de TV, pelo cinismo e desfaçatez ao tratarem o golpe como algo grandioso na política brasileira.

    Por outro lado, correspondentes estrangeiros, no Brasil, estão sendo atacados pela imprensa nativa.

    O jornalista Glenn Greenwald, da CNN, ganhador do Prêmio Pulitzer, nos Estados Unidos, foi ameaçado pelo jornal O Estado de São Paulo, de pedir sua expulsão do Brasil.

    Como o governo provisório de Michel Temer está cercado de rejeições por todos os lados, no plano interno e internacionalmente, por ser fruto de um golpe, a imprensa senhorial, nativa, começou a fazer inflexões, a noticiar os fatos negativos do desastroso governo que ela mesma ajudou a empossar. Causou estranheza, talvez por estar sendo esculachada internacionalmente.

    Tenta sair das cordas e se redimir perante a opinião pública, do escândalo da participação no golpe. Mas não se livrará da história, que já reservou o seu lugar na ala das abomináveis instituições antidemocráticas.

    A recepção do ator pornô, falocêntrico, Alexandre Frota, pelo ministro da Educação, que acolheu suas propostas obscurantistas para a educação, e a nomeação da ex-deputada evangélica, fundamentalista, Fátima Pelaes, para a Secretaria de Políticas para Mulheres, são fatos emblemáticos, que revelam a face obscurantista do governo provisório de Michel Temer.

    Fátima Pelais se manifestou contra o aborto, até mesmo em casos de estupro, como está na Lei desde 1984.

    Fátima, como que para não fugir à regra do governo provisório, também esteve envolvida em um escândalo de corrupção relacionado ao uso de recursos públicos do Ministério do Turismo, em 2011.

    Temer afunda, em poucos dias, nas trevas do conservadorismo, e na lama da corrupção, com a queda sucessiva de ministros investigados, aguardando delações premiadas altamente implosivas, que podem levá-lo definitivamente para o buraco e toda a cúpula do seu partido, do qual foi presidente por mais de uma década.

    O Brasil cidadão se levanta, se organiza, tece um grande movimento para reconquista do governo, da democracia, da cidadania, e na defesa do patrimônio público e das riquezas do país.

    As grandes manifestações que estão sendo preparadas para o dia 10 de junho, as greves e ocupações por toda parte, a decadência tão veloz e devastadora do governo provisório de Temer, as surpreendentes delações premiadas, podem indicar reviravolta no jogo.

    Temer se revelou mais conservador e despreparado do que se esperava. Além disso, montou um governo de corruptos, completamente em contradição com o movimento contra a corrupção, que encheu as ruas em todo o país. Parece que seu governo provisório é mesmo provisório. Não encontra lugar no Brasil.

    Tchau Temer.

  • Temer vai conseguir unir o Brasil contra ele

     

    A CHARGE DE Conheça os cinco homens fortes que cercam Michel Temer

     

     

    O governo provisório de Michel Temer parece ter surgido das brumas, das catacumbas, das sombras do passado medieval.

    Os ministros, na foto do momento das assinaturas de posse, parecem seres de outros tempos. Cheiram naftalina.

    Os primeiros movimentos deles estão destoando completamente do Brasil cidadão, da afirmação de direitos, da solidariedade social.

    Enquanto conspirava para derrubar a Presidenta Dilma,  por detrás das cortinas, com Eduardo Cunha e Aécio Neves, Temer vinha a público dizer para microfones e câmeras, com aquela voz nosferática, que o Brasil precisava de um líder e de um governo que unisse o país.

    Isso tornou-se um bordão martelado todos os dias pela  mídia senhorial. Muita gente acreditou.

    Com isso, criou-se,  em quem defendia o afastamento de Dilma, uma expectativa muito grande de que Temer fosse nomear um ministério de notáveis, como ele mesmo andou dizendo, para fazer algo muito melhor para o povo.

    Mas, por incrível que pareça, Temer demonstrou exatamente o contrário, liderança zero. É fraco, nomeou um ministério fraco, é titubeante, está tomando decisões erradas, tendo que voltar atrás.

    Ao invés de unir, como dizia, aprofundou ainda mais a divisão do país, provocando mais revolta, agora com forte reação negativa do povo que foi às ruas de camisa amarela.

    Se fosse reconhecido nele a capacidade de unir o país, certamente não teria ouvido tantos “nãos” aos convites para compor o governo.

    Nem o tal mercado se empolgou. A bolsa cai e o dólar sobe todos os dias depois que ele assumiu. O governo provisório é um fracasso.

    Temer extinguiu ministérios e órgãos da área social, como o Ministério da Cultura, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do Desenvolvimento Agrário,  as secretarias de participação de mulheres, negros, indígenas, e montou um governo de homens brancos para homens brancos, cortou recursos das áreas da saúde, da educação, de programas como Minha Casa Minha Vida, e nomeou um ministério de negócios. Ou seja o povo que se dane.

     

    Banqueiro

     

    Os ministérios da área social foram órgãos criados exatamente para consolidar e prover direitos sociais garantidos pela Constituição de 1988.

    No governo, a força dos negócios e dos interesses privados é que dão as cartas, foi o que moveu o golpe. Por trás dos articuladores do golpe estão mega corporações nacionais e internacionais.

    Temer mais parece um office boy do poderoso presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, e do poderoso José Serra, ministro interino de Relações Exteriores, a assinar medidas para privatizações e outras iniciativas.

    Na verdade, os tucanos estão usando o PMDB para executar o programa deles. Eles não entraram no governo, exceto José Serra, que está com um pé no PMDB, mas estão mandando ver, arquitetando  o pacote de privatizações do patrimônio público e a terceirização de serviços públicos.

    Uma parte da equipe econômica do governo Fernando Henrique Cardoso, hoje banqueiros, (Armínio Fraga, Gustavo Franco, Lara Rezende, Pércio Arida, e outros) devem estar esfregando as mãos, aguardando as privatizações de empresas como a Petrobras e a entrega definitiva das reservas do Pré-Sal, das empresas de energia, bancos públicos e outros negócios.

    Como fizeram com a Vale e outras empresas, no Governo Fernando Henrique, vendidas a preço de banana, pelos mesmos que estão hoje na banca, agora como possíveis compradores ou negociadores de corporações internacionais.

    Os ministros da Educação e da Saúde  mandaram avisar que irão privatizar, terceirizar segmentos desses serviços públicos, também direitos garantidos pela Constituição de 1988,

    Essa ofensiva não está acontecendo só no Brasil. Na Argentina também. Estão tentando criminalizar a ex-presidenta Cristina Kirchner.

    As nações centrais sempre tiveram profundos vínculos econômico-financeiros com as nações periféricas por meio de suas corporações  transnacionais.

    Nos momentos de crise, como o que o mundo atravessa, com efeitos extremamente perversos sobre as economias mais vulneráveis, as nações centrais buscam nas nações periféricas compensações de suas perdas em negócios como os que estão se estabelecendo no Brasil com o governo Temer.

    Desde os tempos coloniais, as nações periféricas contam com uma categoria nativa, não proprietária, de gerentes de interesses estrangeiros.

    São tipos que transitam na política e estão sempre participando de governos, principalmente no comando de áreas estratégicos. Não gostam de pagar impostos, se dizem inimigos do Estado, pero no mucho. Sempre contam com a proteção, a salvação do Estado.

    Não costumam ter  nenhum compromisso com a cidadania, com as populações desfavorecidas, haja visto o corte de ministérios na área social. O negócio deles é negócio.

    São eles que bancam golpes, que querem  repassar, para os trabalhadores, os prejuízos da crise e defendem com unhas e dentes as margens de lucro de suas empresas empresas.

    Eles estão recorrendo a modelos econômicos do passado, que fizeram outro grande estrago no mundo, nos anos 1990, e que sucumbiram na crise de 2008, quando a torre da especulação financeira desmoronou nos EUA, levando à falência grandes bancos e grandes empresas, e ,de roldão, as demais economias de todo o mundo, da qual o Brasil sofre os efeitos danosos até hoje.

     

     

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    Trata-se de um modelo baseada em ideias derrotadas,  que os adeptos insistem em aplicar aqui novamente. São ideias do passado, que regeram o governo Fernando Henrique, e quebrou o Brasil três vezes, levando o país às profundezas do inferno, a um dos períodos mais dramáticos da economia brasileira, nos fatídicos anos 1990, com desemprego estrutural, inflação recorde e a taxas negativas de crescimento.

    É esse passado que saiu das brumas, das catacumbas, das sombras do passado, com Michel Temer, José Serra e Eduardo Cunha à frente, que está assustando o país.

    Eles querem a sociedade da ganância, de gente estúpida, egoísta, individualista e competitiva. Querem a sociedade da “Ordem e Progresso”,  na qual todos baixam as cabeças, não reclamam, trabalham, produzem, consomem, e deixam o destino nas mãos deles.

    Mas parece que não vão conseguir viver na luz da democracia. Vão se cegar e voltar para as sombras medievais de onde vieram.

     

     

  • Temer mostrou-se fraco, inseguro, e enfrenta protestos aqui e internacionalmente

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    Além dos países latino-americanos, que não reconhecem o governo provisório de Michel Temer, países do BRICS (Russia, India, China e África do Sul) devem se pronunciar nos próximos dias.

    Se os membros do BRICS resolverem aprovar também uma moção de não reconhecimento, por ter sido fruto de um golpe, será um tiro fatal no governo.

    A Rússia já discute a suspensão da compra de carnes do Brasil.

    Se a China resolver recuar nos volumosos investimentos programados para o Brasil, entre outros, a construção dos ramais da ferrovia transoceânica, a situação vai se complicar bastante.

    A repercussão negativa do golpe na imprensa internacional é devastadora.

    A estréia de Temer foi um desastre. Ele, pessoalmente, mostrou-se fraco, indeciso, inseguro, liderança zero, tanto que voltou atrás várias vezes em decisões tomadas.

    A extinção de ministérios e órgãos da área social, representa ínfima redução de gastos, a recepção de ministros com protestos de funcionários públicos, e as medidas anunciadas de subtração de direitos sociais, entre outras coisas, causou forte reação negativa, inclusive no campo dos apoiadores do golpe.

    O ministério machista e racista dele, a nomeação de ministros de baixa qualificação para assumir pastas extremamente importantes, e de grande parte deles sendo investigado por corrupção, foi motivo de matérias desabonadoras na imprensa internacional, editoriais contundentes e sarcásticos, como, por exemplo, do New York Times e do The Guardian, desancando o golpe no Brasil.

    As grandes agências de notícia internacionais acabaram forçando a Globo a dar o repórter Jorge Pontual, diretamente de Nova York, comentando o noticiário sobre o golpe.

    O mercado reagiu negativamente. No mesmo dia da posse dos ministro, a bolsa caiu três pontos e o dólar disparou.

    Soube que artistas estão combinando, em grupos, nas redes sociais, uma grande campanha usando os espetáculos para condenarem o golpe e a extinção do Ministério da Cultura.

    Muitos estão partindo para denunciar internacionalmente o golpe juntamente com artistas de outros países.

    Grafiteiros também estão se articulando nacionalmente para denunciar o golpe em murais por toda parte.

    Pesquisas ainda não captaram a perda de apoio no campo de pessoas que foram às ruas de amarelo pedir o fim da corrupção. A nomeação de ministros investigados, as primeiras iniciativas do governo, e o anúncio de subtração de direitos dos trabalhadores, deixaram grande parte dos apoiadores do afastamento de Dilma com sensação de enganados. Deve crescer o apoio a novas eleições.

    Os tucanos, primeiros articuladores do golpe, começam a abandonar o provisório governo. Muitos intelectuais e acadêmicos, do partido, se manifestam publicamente contra o golpe e contra governo provisório de Temer.

    Enfim, se a onda que está se erguendo nas ruas ganhar força nos próximos dias e se somar à onda internacional de não reconhecimento do governo Temer, principalmente por parte dos países do BRICS, Temer pode não resistir ao cerco que se fecha em torno dele.

  • O golpe no Brasil ameaça outras nações democráticas no mundo

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    O mundo assiste perplexo, e com muita atenção, aos desdobramentos do primeiro golpe de Estado, no Brasil, sem o uso de armas, operado por um sofisticado esquema, bem pensado e bem articulado entre setores das mais importantes instituições da República, em parceria com a mídia senhorial.

    Universidades, fóruns de discussão, grandes redes de notícia internacionais, debatem o golpe de Estado no Brasil com bastante preocupação, tendo em vista a ameaça às democracias do mundo, desse inusitado modelo jurídico-político engendrado aqui, que pode vir a se proliferar por outras nações.

    O Brasil está vivendo uma situação de desmanche institucional e de negligência à Constituição e às leis, por autoridades políticas e judiciárias, de forma inimaginável, com objetivo claro de favorecer negócios de grandes corporações com as maiores riquezas do país.

    O que está acontecendo no Brasil é um precedente perigoso, de investida de poder de megacorporações empresariais, principalmente estrangeiras, com seus interesses econômicos e financeiros definidos. Corporações que se organizaram e se beneficiaram de ações de setores de instituições do Estado brasileiro na derrubada do governo.

    O golpe expôs a vulnerabilidade das instituições da República ante o poder das corporações. Evidentemente não é a primeira vez que episódios dessa natureza ocorrem no país. Afinal, nossa história é feita de golpes desde a proclamação da República, mas é a primeira vez que a tomada do poder se dá de forma cirúrgica, sem as Forças Armadas, movida subterraneamente pela força do grandes negócios das corporações por dentro de instituições da República, tendo o petróleo como o centro dos motivos.

    Nunca é  demasiado lembrar que o petróleo é a matéria prima que movimenta a maior cadeia produtiva do planeta. Não é mais apenas combustíveis. O petróleo está no tênis, nos móveis das casas, no batom, no brinco, no celular, na tinta, na roupa, está em todo o nosso redor. Por isso, a gana das grandes corporações pelo domínio da matéria prima. O Brasil  se tornou alvo de cobiça por ter entrado para a geopolítica do petróleo com as reservas do Pré-sal.

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    O uso, sem precedentes, da chamada “teoria do domínio do fato” como orientação jurídica, no Brasil, a pretexto do combate à corrupção, é outro fator que ganhou destaque no meio acadêmico e na imprensa estrangeira, por ter sido contestada por renomadas academias, grandes juristas de vários países, sobretudo condenada pelo próprio autor da teoria, o jurista alemão, Claus Roxin.

    Claus Roxin, quando esteve no Brasil, em palestras nas universidades brasileiras, disse que a teoria foi instituída para fim específico de apuração de crimes de guerra, por ser a hierarquia militar uma estrutura extremamente rígida e de comandos muito bem definidos. Não poderia, portanto, ser utilizada para outros fins.

    No Brasil, a tal teoria está sendo usada indiscriminadamente, por magistrados, com finalidade política, para incriminar pessoas previamente escolhidas. Escolhe-se o alvo, num processo de investigação qualquer, e em seguida criam-se as cadeias de justificação com falsos elementos, a fim de atingir pessoas e instituições, como está ocorrendo com o PT e com Lula, e assim impedi-lo de participar das eleições, em 2018.

    O fato é que a arquitetura do golpe despertou apreensão mundo a fora e está sendo condenada por instituições internacionais, por fóruns acadêmicos de direito, e pelas mais importantes redes de notícias do planeta, devido às injustiças e violações de garantias universais previstas na Constituição e nas leis, às quais são submetidas pessoas inocentes. A Presidenta Dilma é o mais emblemático exemplo de injustiça, vítima de dois tribunais de exceção: Câmara e Senado, sendo que o tal crime de responsabilidade é falso.

    Por detrás de um biombo de justificativas falsas, autoridades abrem espaços para gerentes de interesses de grandes corporações nacionais e internacionais. Basta ver o ministério Temer. São homens de negócios. Nenhum representante de segmentos da sociedade ou de movimentos sociais. Eles querem negócios na área de petróleo e gás, energia elétrica, bancos públicos e outras áreas. Não estão interessados nos problemas do povo. Tanto que extinguiram boa parte dos ministérios e órgãos da área social.

    Organismos internacionais como a ONU, OEA, UNASUL, MERCOSUL e outras, já se posicionaram contra o golpe de Estado no Brasil e manifestaram preocupação com o rompimento da legalidade no país. É possível que nos próximos meses o governo provisório de Michel Temer encontre resistências, quanto ao reconhecimento de nações democráticas.

    O golpe, coberto por falso manto de legalidade, urdido fora da lei, é filho do golpe original da proclamação da República e acalentado por sucessivos outros golpes de Estado ao longo da história do Brasil.

    Nossa República, nascida do ventre do senhorio de escravos, originário de uma forte reação deles ao movimento abolicionista, não conseguiu até hoje se consolidar como uma República Democrática, perene. O senhorio e seus descendentes sequer admitem a cidadania do povo, os direitos humanos elementares e muito menos a democracia com distribuição da riqueza.

    Nosso arremedo de República, com o Estado formado por autoridades e funcionários públicos, muitos deles ainda de posturas monárquicas, guardadas as devidas exceções, atuam na vida pública em defesa do status quo, não permitem a consolidação da democracia. É como se o país estivesse condenado a viver embaraçado no liame do passado colonial.

    A socióloga Angela Alonso em seu primoroso livro “Flores, votos e balas”, sobre o movimento abolicionista (1886-1888), trás esclarecimentos preciosos sobre aquele período. Conta ela que, dias depois da sanção da Lei Áurea, as maiores províncias, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, passaram a exigir providências do governo central para garantir a ordem pública, prevenções contra as incertezas e a anarquia que, segundo os fazendeiros, se estabeleceria no país.

    (*) A propósito, as províncias de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais estão muito bem representadas no episódio do golpe de Estado no Brasil, por Michel Temer, Eduardo Cunha e Aécio Neves, respectivamente. Temer ganhou um governo provisório com fraude. Cunha foi o condutor da fraude. Aécio deu todo apoio à fraude. Aécio disse, no início da campanha eleitoral de 2014, que ele varreria o PT do Estado brasileiro. Uma ideia muito parecida com a dos fazendeiros da República da Espada.

    Os fazendeiros, logo após a Lei Áurea, por meio de uma peça de teatro patrocinada por eles, chegaram a propor “uma colônia na província de Mato Grosso para onde fossem mandados todos os ex-escravos, a serem comandados pelos abolicionistas Joaquim Nabuco e José do Patrocínio, proclamando-os rei ou imperador dos negros.

    A agenda dos abolicionistas, que buscavam instituir direitos sociais, como, por exemplo, a Lei da Educação, da Instrução e elevação do nível cultural dos libertos, e a da democracia rural, colidiu com a agenda de reivindicações de indenização dos fazendeiros, sendo que, quem tem direito a indenização são as vítimas da escravidão e não os donos das terras e das minas.

    Desde então, a República arrasta seu pecado original. A elite senhorial não admite a democracia, porque na democracia os pobres ganham e impactam a ordem social “causando anarquia.”

    Escravos

    O antropólogo Darcy Ribeiro, numa entrevista a um programa de televisão, nos idos de 1980, foi contundente ao definir a República brasileira.

    “Uma nação na qual a classe dominante é constituída de filhos e descendentes de senhores de escravos, leva na alma o pendor, o calejamento do senhor de escravos.

    Quem é o senhor de escravos? É aquele que compra outro homem e que o negócio dele é tirar desse homem, com chicote, a renda que esse homem pode dar.

    Enquanto o escravo está condenado a lutar pela sua liberdade e ir para seu quilombo, o senhor de escravos faz o contrário. Está condicionado a usar o escravo como carvão que se queima na produção, para obter mais lucro.

    Uma classe dominante de senhores de escravos está marcada por essa natureza.

    Quando, além do senhor de escravos, ela é representante de interesses ingleses, e, depois, de norteamericanos, quando ela não é mais proprietária, mas gerente de interesse estrangeiros, ela é uma classe dominante pervertida.”

  • O triunfo dos cafajestes

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    Brasília brilha sob o sol e o céu de maio, talvez o mais azul dos céus do Brasil. Tão azul que pode ser riscado com giz.

     

    Esparramada no cerrado pintado de arbustos cobertos por flores brancas, rosas e lilases, neste outono, a cidade avança na “marcha para o Oeste”, ainda atraindo gente, integrando e levando desenvolvimento para todos os cantos do Brasil, como sonhado pelos idealizadores.

     

    Historicamente tão jovem, a cidade guarda na memória momentos dramáticos: tentativas de golpe no governo Juscelino Kubitschek; o golpe de 1964, com tanques nas avenidas, e 21 anos de ditadura militar; o impeachment de Fernando Collor; e agora a trama do primeiro golpe de Estado no Brasil, sem armas, forjado nos gabinetes por setores das próprias instituições da República, seguindo o modelo aplicado em Honduras  e no Paraguai, tendo o Judiciário e os órgãos auxiliares, Ministério Público e Polícia Federal, como ponta de lança.

     

    No Palácio do Planalto, a Presidente Dilma, a primeira mulher eleita e reeleita democraticamente, resiste bravamente ao golpe comandado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em parceria com o vice-presidente Michel Temer, apoiado por uma horda de parlamentares do mais baixo nível da história da República. (Agora nas mãos do presidente do Senado, Renan Calheiros),

     

    Eduardo Cunha tem demonstrado ser o mais poderoso entre os conspiradores. Além de ter a maior fatia de parlamentares do Congresso a seus pés, como ficou claro na votação do pedido de impeachment da Presidenta Dilma, Eduardo Cunha demonstra também ter ascensão sobre o Vice-presidente Michel Temer e sobre o presidente do Senado, Renan Calheiros.

     

    Um mistério ronda a figura de Eduardo Cunha, réu no STF, e respondendo a vários inquéritos. Não se sabe exatamente a extensão dos tentáculos dele tanto nos paraísos fiscais quanto na teia de políticos e magistrados.

     

    As contas na Suíça são o mais importante que se conseguiu descobrir. Há muito mais mistérios entre o céu e a terra.  Existem outros paraísos fiscais como as ilhas Cayman, países da América Central, da África e da Ásia, que também operam com dinheiro clandestino, proveniente de corrupção, do tráfico de armas e do narcotráfico.

     

    Há quanto tempo Eduardo Cunha opera para o PMDB de Michel Temer, de Moreira Franco, de Eliseu Padilha, de Romero Jucá, e de tantos outros, que no los puedo contar?

     

    Há suspeitas de que ele, como um homem extremamente competente no ramo da corrupção, deve ter gravações de todos os negócios do submundo da roubalheira, das tratativas de ações políticas e judiciais, e que isso provavelmente tenha se transformado numa arma muito poderosa para chantagem e submissão dos seus asseclas aos seus desígnios.

     

     

    Talvez por isso, Eduardo Cunha reina no Brasil sem que ninguém o detenha, o destitua da presidência da Câmara e o prenda. Ele, a mulher e a filha, com todas as provas apuradas, flanam sob contemplação de magistrados, de policiais da Polícia Federal, de procuradores do Ministério Público,  de ministros do STF, e deve rir da cara de todos eles.

     

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    Eduardo Cunha debocha das autoridades, desobedece ordem judicial do ministro Marco Aurélio Melo, do STF, não instala comissão para investigar o vice Michel Temer, que se encontra na mesma condição de acusação de ter assinado decretos das tais “pedaladas fiscais”.

     

    No entanto, magistrados mandam prender inocentes, sem provas, perseguem e humilham pessoas, como, por exemplo, o ex-presidente Lula e sua família.

     

    Temer deve tremer diante de Eduardo Cunha. No auge da explosão do esquema da Petrobras, Temer era presidente do PMDB, função que exerceu anos a fio.

     

    Os fatos indicam que Eduardo Cunha sabe de detalhes da vida de Temer e das ramificações do financiamento de campanhas eleitorais do PMDB.

     

    Temer é citado em quatro delações premiadas, mas não se fala mais nisso.  Praticamente toda a cúpula do partido está sendo investigada.

     

    Recentemente Eduardo Cunha desafiou as instituições da República quando disse que permanecerá no cargo de presidente da Câmara até 2017. Ele está seguro disso, conseguiu maioria no Conselho de Ética da Câmara e não permite aprovar o pedido de cassação do seu mandato.

     

    Ele tem votos no Plenário da Câmara, suficientes para mandar arquivar qualquer processo de cassação de seu mandato.

     

    Se for afastado da Presidência da Câmara, pelo Supremo Tribunal Federal, ele tem votos na bancada para se eleger líder do PMDB e de lá comandará a Câmara do mesmo jeito. Ele tem a bancada que votou na admissão do processo de impeachment da Presidente Dilma na mão.

     

    Se cada voto para aprovar o projeto que possibilitou a reeleição de Fernando Henrique Cardoso custou R$ 200 mil, como foi denunciado pelo ex-deputado Ronivon Santiago ao jornal Folha de São Paulo, à época, é possível imaginar que, caso tenha havido compra de votos para aprovar a instauração de processo de impeachment da Presidenta Dilma, o preço de cada voto pode ter atingido valor recorde.

     

    O fato é que Eduardo Cunha se apresenta como o mais bem acabado político do Congresso para fazer o serviço sujo do grande capital. É provável, que não existe no Brasil alguém mais credenciado e capaz do que ele para operar os negócios de interesses da elite brasileira e das grandes corporações internacionais.

     

    O mundo dos grandes negócios precisa dele. Ele é peça estratégica para as ações de um eventual governo Temer e tem poder para isso.

     

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    Federações de Indústrias (Fiesp e outras), Federação dos Bancos (Febraban), corretoras de bolsas de valores, especuladores financeiros daqui e das nações centrais devem estar esfregando as mãos,  prontos para os negócios.

     

    Num eventual governo de Michel Temer, Eduardo Cunha, na Câmara, pode transformá-lo numa espécie de despachante de luxo do Palácio do Planalto, um office boy, talvez, tamanha a rede de negócios que esse senhor deve operar.

     

    Eduardo Cunha poderá comandar a pauta de votações não só da Câmara, mas do Congresso como um todo. Ele deu demonstração de ascendência sobre Renan Calheiros ao ir ao Senado dizer, em tom de ordem, para acelerar o afastamento da Presidenta Dilma. Suspendeu a pauta de votações da Câmara e disse que realizará sessões deliberativas somente após a aprovação do impeatchment e ponto. Ele tem pressa. E o presidente do Senado, Renan Calheiros, está cumprindo o que disse Eduardo Cunha.

     

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    As Medidas Provisórias e os Projetos de Lei anunciados por Michel Temer, que já estão sendo preparados, devem tratar das privatizações do Pré-Sal, dos bancos públicos (Banco do Brasil, CEF, BNDES), empresas do setor elétrico, serviços de saúde pública e educação, e outros e outras áreas, a terceirização, subtração de direitos dos trabalhadores (reforma da CLT), reforma da previdência, serão votados a toque de caixa. Será rápido e comandado por Eduardo Cunha. Afinal, ele é o rei do Congresso, o gerente do golpe.

     

    O Brasil não está sendo vítima apenas de um golpe de Estado institucional, mas de um assalto ao patrimônio público e aos direitos conquistados pela sociedade, comandado por um bandido de alta periculosidade, que fez o Brasil refém dele.

     

    Num eventual governo Temer, o Brasil será retirado do grupo do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e recolocado na malha de negócios dos Estados Unidos e da Europa, num processo de ressubordinação às nações centrais, coloniais.

     

    A Alca (Área de Livre Comércio das Américas), projeto do governo Bush, barrada no governo Lula, deve voltar a ser rearticulada com a retirada do Brasil do MERCOSUL. Isso já foi anunciado por Aécio Neves, na campanha eleitoral, em 2014, e reafirmada recentemente por José Serra.

     

    O Brasil tem mais da metade do PIB da América Latina. Sem o Brasil não há Alca. O Brasil poderá se transformar num mercado consumidor dos produtos dos Estados Unidos, ter sua indústria liquidada, com perdas estruturais de empregos.

     

    Com o agravamento da crise internacional, as nações centrais estão estabelecendo políticas internacionais predatórias para buscar nas nações periféricas compensações de suas perdas econômicas, como sempre acontece com a vinculação empresarial desde a colonização.

     

    Ao longo da história, todas as vezes que o Brasil experimentou projetos desenvolvimentistas com inclusão social, associados a políticas externas autônomas, de projeção da soberania, os governos foram solapados e até derrubados por forças políticas que atuam no país na defesa de interesses externos.

     

    Foi assim com Vargas, quando ele colocou como prioridade de seu governo o fomento à industrialização, à infraestrutura de desenvolvimento e a afirmação de direitos dos mais desfavorecidos; com Juscelino Kubitschek, com seu plano de metas, 50 anos em 5; com João Goulart e as reformas de base; e com Lula e Dilma, com o projeto de desenvolvimento sustentável, tendo o Estado como indutor do crescimento, da redução das desigualdades regional e social, e inclusão dos deserdados no acesso aos serviços públicos e na afirmação de direitos.

     

    Desta vez o golpe não quis saber dos militares, não há mais “Guerra Fria”, não existe mais a ameaça comunista, mas negócios a fazer. Para os negociantes golpistas, militares são coisa velha, atrapalhariam os grandes negócios tendo em vista o fato de serem, em geral, nacionalistas.

     

    O modelo de golpe de Estado institucional faz escola. É cirúrgico,  eficaz, fácil de articular. Basta contar com um roteiro, trama e personagens que levem, ao final, às pessoas e instituições escolhidas para serem aniquiladas politicamente, moralmente. Setores  do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal, se encarregam de dar a forma de legalidade ao golpe.

     

    A narrativa fica por conta da mídia plutocrata, das redes sociais, que plantam ódio, joga o povo contra o governo e enche as ruas, e assim constrói-se a sustentação da opinião pública.

     

    Para finalizar, sem um Congresso corrupto não haverá golpe institucional. O arremate final do tecido da “legalidade” é dado pelo Congresso, como foi feito no dia 17 de abril, quando foi aprovada abertura de processo de impeachment da Presidenta Dilma.

     

    Depois daquele dia, o comportamento do Judiciário, da mídia e do Congresso passaram a ser o assunto mais discutido nas grandes redes de notícia do mundo, como algo bizarro, picaresco, de uma República da vala das nas nações mais atrasadas do mundo.

     

    O roteiro do golpe, tendo a tal da “teoria do domínio do fato”, como a mais importante e poderosa arma para derrubar o governo, está sendo tratada nos fóruns e pela imprensa internacional com jabuticaba, utilizada no Brasil para aniquilar pessoas e instituições, previamente escolhidas, por magistrados, procuradores e policiais, com base em orientação política ideológica. O golpe virou chacota mundo afora.

     

    O jurista alemão, Claus Roxin, que esteve no Brasil discutindo o assunto em algumas universidades, condenou a utilização de sua teoria pelo judiciário brasileiro, por ter condenado, sem provas, pessoas inocentes.

     

    A seletividade política dos órgãos judiciais é explícita. Uma das mais emblemáticas foi o engavetamento pelo Ministério Público, nas gestões dos procuradores Roberto Gurgel e Rodrigo Janot, das denúncias contra o senador Aécio Neves, candidato derrotado nas eleições e um dos principais articuladores do golpe.

     

    A famosa Lista de Furnas e outras denúncas, dormiam nas gavetas dos procuradores. Agora não há mais como proteger o senador. Está confirmado com documentos, em poder do Ministério Público, que dona Inês Maria Neves Faria, mãe de Aécio Neves, é a principal beneficiária da Fundação Bogart & Taylor, no Banco LGT, em Liechtenstein, paraiso fiscal na Europa. Por que a mãe de Aécio Neves mantém uma fundação com contas num paiseco europeu?

     

    Essa denúncia compromete definitivamente o homem que sempre teve e tem microfones e cameras ao inteiro dispor, das maiores redes de mídia do país, para fazer acusações vis, levianas, criminosas, de corrupção, contra muitas pessoas inocentes.

     

    Aécio Neves tenta nomear o ministro da Justiça do eventual governo Temer. Mas um ministro que seja capaz de desarticular a Operação Lava Jato e outras investigações que poderão avançar no sentido dele e de seus correligionários. Com o Ministério da Justiça ele controla a Polícia Federal. Essa estratégia é de interesse de Eduardo Cunha e outros investigados.

     

    Brasília continua linda, com seus gramados e arvores de verde viçoso, de jardins floridos, debaixo de uma imensa abóbada celestial azul durante o dia, e, à noite, coberta de estrelas de infinita beleza, mas testemunhando uma das maiores injustiça da história do Brasil: a condenação, sem crime, da Presidenta Dilma Rousseff, eleita democraticamente com 54 milhões de votos.

     

    Dilma é uma mulher honesta, digna e honrada, uma revolucionária cuja biografia figurará na galeria de nossa história ao lado de outras mulheres também lutadoras pela liberdade, justiça e democracia, como Clara Camarão, Anita Garibaldi, Hipólita Jacinta Teixeira de Mello, Maria Quitéria de Jesus, Maria da Glória Sacramento, Nísia Floresta Augusta, Maria Firmina dos Reis, Chiquinha Gonzaga, Maria Amélia de Queiroz, Leolinda Daltro, Maria Lacerda de Moura, e muitas outras mulheres brasileiras que foram e vão à luta.