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  • Pobres são eles que correm atrás do dinheiro

     

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    Em meio a tantas misérias humanas, guerras, pobreza, o mundo sempre nos proporciona lufadas de lucidez, de pessoas que apontam novos rumos, que não os da mesquinhez, das obsessões, do individualismo, da indiferença, próprios da decadência da cultura capitalista reinante.

     

    Há poucos dias, Olívio Dutra foi agredido violentamente dentro de um ônibus, em Porto Alegre, num assalto.

     

    Olívio, mesmo tendo sido ministro das Cidades, governador do Estado do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto Alegre, deputado Constituinte, presidente de sindicato, anda de ônibus diariamente e mora num edifício sem elevador. Não se deixou cair na tentação dos privilégios de classe.

     

    Formado em Letras, apaixonado por literatura, vive nas pegadas dos grandes escritores a visitar o mundo fantástico das obras deles.

     

    Quando ministro das Cidades, almoçava no refeitório do ministério, em Brasília, como um funcionário igual aos demais.

     

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    Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, torturado covardemente e encarcerado durante 14 anos, pela ditadura uruguaia, vive uma vida monástica, coerente com os valores socialistas.

     

    Sua companheira, senadora, Lucía Topolansky, filha de família de classe média alta, que a conheceu na clandestinidade, sofreu as agruras da prisão durante 13 anos, como presa política no mesmo período de Mojica.

     

    Moram no sítio Rincón del Cerro, perto de Montevidéu, numa casa modesta de apenas um quarto. Cultivam flores, hortaliças e frutas para o sustento. Dirigem um fusca azul, 1978, como cidadãos iguais a todos.

     

    Quando o classificaram como “o presidente mais pobre do mundo”, Mujica respondeu: “Uma pessoa pobre não é aquela que tem pouco, mas aquela que precisa sempre de mais e mais e mais… Eu não vivo na pobreza, vivo com simplicidade. Necessito de poucas coisas para viver. Quem tem muitas coisas vive preso a elas.”

     

    Comportou-se da mesma forma que sempre viveu quando exerceu a presidência de seu país. Dispensou as honrarias e os privilégios do cargo de Presidente da República.

     

    Não usava gravata. Muitas vezes ia despachar, na sede do governo, de sandálias.

     

    Em reuniões de trabalho, sentava-se no meio dos funcionários e debatia os assuntos de forma cidadã, sem abrir mão de sua condição de igualdade.

     

    Mujica doou 90% do salário que ganhava na Presidência da República a entidades que lutam por direitos humanos. O mesmo faz Lucía, como senadora.

     

    Com a implantação de medidas libertárias, Mujica levou o Uruguai a se tornar referência mundial em cidadania.

     

    David Cameron, primeiro ministro britânico, anda de metrô e cultiva hábitos parcimoniosos na vida pública.

     

    A ex-juíza e socialista Manuela Carmena, prefeita de Madrid, também anda de metrô e abriu mão de regalias do governo municipal.

     

    O mesmo fazem prefeitos e prefeitas socialistas de outras cidades da Espanha. Mantém hábitos modestos à frente dos governos municipais.

     

    ANS02. Vatican City (Vatican City State (holy See)), 27/04/2014.- Pope Francis greets the faithful at the end of the Canonization Mass for Pope John Paul II and Pope John XXIII in Saint Peter's square at Vatican City, 27 April 2014. John XXIII and John Paul II joined the ranks of officially-recognized Catholic saints on Sunday, as Pope Francis celebrated a canonization mass before hundreds of thousands of pilgrims. (Papa) EFE/EPA/RADEK PIETRUSZKA POLAND OUT

     

    O Papa Francisco, adepto da vida simples, entre outras coisas, faz suas refeições junto com os funcionários do Vaticano. Não aceita os privilégios dos papas tradicionais.

    Combate o consumismo, a ostentação, a acumulação capitalista, faz suas pregações estimulando a fraternidade, a igualdade, o despojamento e a coerência com valores humanos sublimes.

     

    Num mundo onde a riqueza de 1% deve ultrapassar a dos outros 99% até 2016, numa velocidade de acumulação nunca visto, e a pobreza, as guerras, a ganância se espalham, bilionários se movimentam em sentido contrário.

     

    Bill Gates doou 95% de sua fortuna a ONG’s de direitos humanos, para investimentos em pesquisas científicas na agricultura, no combate à fome, na produção de vacinas e aplicação em comunidades carentes em todo o mundo.

     

    Bom mesmo seria se ele desse as mãos ao movimento “Software Livre” para grandes realizações no mundo, mas parece que ainda não chegou a esse ponto.

     

    Bill Gates lidera um movimento internacional de nome “The Giving Pledge”, a ser lançado em fevereiro de 2016, de convencimento de bilionários de todo o mundo a doarem suas fortunas para benefícios às populações desfavorecidas.

     

    Ele já convenceu 92 bilionários americanos a fazerem suas doações não em testamento, mas em vida, para investimento em áreas como educação, saúde, meio ambiente, e assim, ajudar na superação da pobreza.

     

    Mark Zuckerberg e sua mulher, Priscilla Chan, doaram 99% de sua fortuna, avaliada em US$ 45 bilhões, para políticas públicas de saúde, educação, pesquisa científica e energia.

     

    Esses são alguns exemplos de pessoas com atitudes concretas de coerência ou tomada de consciência de solidariedade humana.

     

    Num país como o Brasil, de cultura senhorial e aristocrática, autoridades governamentais, parlamentares, juízes, e outros servidores públicos, mesmo gente que se diz de esquerda, contraditoriamente, ainda mantém soberba monárquica, como se fossem membros de corte e não de uma República.

     

    Comportam-se como semideuses, usando e abusando de privilégios imperiais, herdados.

     

    Posturas e atitudes de pessoas como Olívio Dutra, Mujica, Lucía Topolansky, David Cameron, Papa Francisco, Manuela Carmena, Bill Gates, Mark Zuckerberg e outros, são fios de esperança em meio à corrupção de todos os tipos, que impregnam corações e mentes, e se alastram pelo mundo como um mal de sete cabeças.

     

    Que essa lufada de lucidez ajude a dissolver misérias humanas que persistem aqui e mundo afora. Que a fraternidade, a solidariedade humana, a simplicidade prevaleçam em 2016 e avancem rumo ao futuro.

     

  • Brilhantes algemas para Eduardo Cunha

    Da jornada pela deposição de Dilma, desencadeada por Aécio Neves depois das eleições presidenciais de 2014, sobraram apenas brilhantes algemas para Eduardo Cunha.

    Golpistas liderados por Cunha, Michel Temer e Aécio Neves sofreram uma derrota acachapante no Supremo Tribunal Federal.

    A comissão de deputados avulsos anti-Dilma, criada por Cunha e Temer, por meio de um golpe no Regimento da Casa, foi derrubada.

    A Câmara dos Deputados terá de fazer a eleição dos membros da comissão especial para examinar o pedido de impeachment de acordo com a proporcionalidade partidária.

    A votação terá que ser aberta.

    O Senado teve reconhecido o poder para arquivar o processo com votação de maioria simples.

    Temer rola ladeira abaixo. Cunha aguarda as algemas. E Aécio desaparece na nuvem de sua mediocridade.

    Não vai ter golpe.

  • Temer seria um governo de negócios

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    Enganam-se aqueles que acham que um golpe parlamentar vai por fim à crise política iniciada pela oposição após a derrota de Aécio Neves.

    Ao contrário, vai aprofundar a divisão do país, a população organizada não vai admitir o rompimento da legalidade  e a instabilidade política deve se instalar definitivamente.

    Um governo fruto de um golpe parlamentar não terá legitimidade nem reconhecimento da sociedade.

    Um eventual governo Temer seria um governo fraco, com forte oposição popular organizada.

    Dezesseis governadores, 16 prefeitos de capitais, assinaram manifesto contra o golpe parlamentar, OAB, CNBB,  Fórum de Igrejas, Centrais Sindicais, reitores de universidades, entidades estudantis, artistas, intelectuais, juristas,  e tantas outras categorias, todos contra o golpe.

    Apenas a FIESP, entidade empresarial, dominada por multinacionais, por razões óbvias, divulgou manifesto favorável ao impeachment.

    O Brasil mudou, não é mais uma  “República de bananas”, tem movimentos organizados, sindicais e populares, capazes de inviabilizar qualquer governo aventureiro.

    Tem instituições sólidas, apesar de algumas tomadas por forte politização partidária.

    Os sinais emitidos até agora são de que o que está por trás do movimento golpista são grandes negócios internacionais.

    O Brasil entrou na geopolítica do petróleo. O setor é o maior polo de negócios do país e um dos maiores do mundo, com a Petrobras ainda no controle da exploração e da produção de petróleo por força de lei.

    É a maior cadeia produtiva do país.

    As corretoras de negócios em bolsa estão prontas para entrarem em ação. O Senador José Serra, do PSDB/SP, já apresentou projeto de lei no Senado que desmonta a Petrobras.

     

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    O deputado Mendonça Filho, DEM/PE, também apresentou projeto de lei na Câmara dos Deputados com o mesmo teor do projeto do senador José Serra. Ou seja, ambos na linha de privatização da Petrobras e da entrega do Pré-sal.

    Por incrível que pareça,  os cabeças da equipe econômica do governo Fernando Henrique Cardoso, que assessoraram o candidato Aécio Neves nas últimas eleições, todos viraram banqueiros depois que saíram do governo.

    Hoje operam no mercado financeiro com corretoras poderosíssimas, não só no Brasil, mas no mercado financeiro internacional.

    São eles: Pércio Arida (Ex-presidente do Banco Central), André Lara Rezende (Ex-presidente do BNDES), Gustavo Franco (Ex-presidente do Banco Central), Luiz Carlos Mendonça de Barros (Ex-presidente do Banco Central) e Armínio Fraga (Ex-presidente do Banco Central), entre outros.

    Além do setor de petróleo, estão de olho nas empresas do setor elétrico e nos bancos públicos. Eles querem retomar o que faziam no governo Fernando Henrique Cardoso: privatizar.

    Os golpistas querem golpe parlamentar. Não querem saber de golpe militar. Para eles, militar é coisa velha. Eles têm a favor deles as corporações de mídia que servem a eles e manipulam a massa.

    Eles não querem saber dos militares porque são nacionalistas, certamente não se compactuariam com os negócios deles de entrega de patrimônio do país.

    Caso a Presidenta Dilma seja derrubada, se instalaria no país um governo de grandes negócios, de subtração de direitos, como tentaram no passado com a reforma da CLT.

    Certamente a distribuição de renda, a inclusão social seriam deixadas de lado. Deixariam de ser prioridade.

    Michel Temer, aí sim, seria um presidente apenas decorativo, chancelador. Seria imobilizado pela força dos negócios e  responsável por uma escalada de conflitos sem precedentes no país que não se sabe a que nível se chegaria.

    Banqueiro

  • A bolha do impeachment

     

    Deputados

    Uma bolha, isso mesmo! Foi o que aconteceu na semana, com o acolhimento do pedido de impeachment por Eduardo Cunha.

    Foi um alvoroço na Câmara. Cunha, no seu estilo malandro trambiqueiro, aplicou vários golpes na Casa, sob aplausos de Fernando Henrique, Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alkimin, Michel Temer, e outros golpistas de plantão.

    Derrubou o relator do Conselho de Ética, fraudulentamente formou chapa para a votação dos membros da Comissão Especial que vai analisar o pedido de impeachment, e outras tramoias mais.

    O mais interessante de tudo foi Eduardo Cunha fazer do Vice-Presidente da República um office boy do golpe.

    Afinal, Temer é o presidente do PMDB. Presume-se que Temer sabe muito das coisas de Eduardo Cunha e, talvez, Cunha saiba mais ainda das coisas de Temer.

    Nessa balbúrdia, Temer fez até uma carta a Dilma. Que, convenhamos, não foi coisa de um político grande.

    O fato é que o Brasil está refém de Eduardo Cunha.

    Mas o Supremo Tribunal Federal, vendo aquele angu de caroço que se tornou a Câmara nas mãos dos  fora-da-lei, tem dado sinais de que defenderá a ordem constitucional e as garantias do Estado Democrático de Direito.

    Acatou ações que impediram a escalada golpista. Suspendeu o rito fraudulento da escolha da Comissão Especial que vai analisar o pedido de impeachment.

    Essa escalada do golpe institucional tem causado imensa indignação popular e um gigantesco movimento de centrais sindicais, unidas, entidades civis como OAB, CNBB, Fórum de Igrejas, juristas, frente de governadores, de prefeitos, enfim, manifestos de intelectuais, de artistas,  de  reitores de universidades e muitas outras entidades, se levantam, organizam grandes manifestações em todo o país, em defesa da democracia e contra o golpe.

    Os governadores que assinaram o manifesto contra o golpe e em defesa da democracia estão chamando os deputados dos seus estados e enquadrando todos cujos partidos fazem parte dos governos estaduais.

    O resto é especulação, é plantação de notícia pela oposição que criou a bolha do impeachment.

    A tentativa de golpe uniu os movimentos. Assim como uniu na luta contra a ditadura no passado. A sociedade está se unindo novamente contra o golpe parlamentar e pela afirmação da democracia.

    O movimento está muito parecido com a campanha Diretas Já.

    Nenhuma entidade da sociedade civil se manifestou a favor do golpe.

    Todas estão contra.

    Cunha vai ser afastado pelo STF

    Não vai ter golpe.

  • O Amigo da Onça

     

    Temer e Dilma

    O resultado da votação dos membros da Comissão Especial que irá examinar o pedido de impeachment da Presidenta Dilma é o retrato fiel da infidelidade do vice-Presidente Michel Temer e da turma dos fora da lei liderados pelo Eduardo Cunha.

    A carta enviada hoje por Temer à Presidenta Dilma, lamentando a falta de confiança dela em relação a ele e ao seu partido, parece uma justificativa da própria deslealdade.

    Ele imputou à Presidenta a responsabilidade pela atitude dele na conspiração pelo impeachment. Coisa de gente que andava fazendo algo errado, escondido. A carta deixou-lhe pequeno.

    Esse é um caso para psicanalistas e não para analistas políticos.

    De todas as misérias humanas, talvez as mais difíceis de esquecer e de perdoar sejam a deslealdade, a conspiração e a traição.

    Temer certamente não está se dando conta do estrago que ele está fazendo na própria biografia. Que não é lá grande coisa.

    Por exemplo, ele nunca foi um político expressivo. Sempre foi eleito deputado com votações pífias.

    Na presidência da Câmara, ele foi um cumpridor de ordens de Fernando Henrique. A Câmara foi transformada numa chanceladora do governo.

    Como ” constitucionalista”, pode ter sido um  bom professor, mas não há nenhum trabalho de vulto que possa lhe conferir esse status, que carinhosamente a Presidenta Dilma costuma lhe atribuir em cerimônias públicas.

    Por incrível que pareça, o ” constitucionalista”  está pisoteando a Constituição do país para atender ambições pessoais de poder.

    Como presidente do PMDB, ele não consegue sequer unir o próprio partido e se arvora a “líder”,  posa como “unificador” e “pacificador” do país. Mas é visível o que lhe falta para ser um líder: grandeza, reconhecimento público.

    Aliás, ele vive mais de pose.

    O que aconteceu é que Temer não resistiu ao assédio de Eduardo Cunha, Fernando Henrique, Aécio Neves, Geraldo Alkmin e outros vendedores de ilusões. Se rendeu a eles.

    Gente que está se aproveitando da vaidade dele para vender-lhe o que não vão poder entregar. Querem apenas usá-lo como trampolim para a volta ao poder.

    Na primeira oportunidade que tiverem lhe descartarão como um bagaço de laranja.

    Temer entra para a história não como um estadista, mas como um homem conspirador, traidor. O Vice Amigo da Onça.

    Quando estiver velhinho e for consultar o Google vai ver a historia dele, que poderia ter sido outra, se não se comportado como um trapalhão,  um homem aquém da instituição da República que ele representa. Parece que ele não se deu conta.

    www.laurezcerqueira.com.br

     

  • “Canga na grama”

    Piquenique-Po--tico

    É hora de juntar

    Você já criou seu comitê de defesa da democracia? Se integrou a algum?

    Converse com os vizinhos, com os colegas de trabalho, chame para um encontro tipo “Canga na Grama” , um “Pequenique da Democracia” no Parque da Cidade.

    Sabe aquele seu vizinho que toca violão e aquele outro que toca bongô, mais o outro que toca gaita e flauta? Faça uma roda com eles.

    Sabe aquela galinhada com um samba de primeira, que só os democratas e libertários sabem fazer?

    Sabe aquele ou aquela intelectual brilhante, professor ou professora, que mora na sua quadra, na sua rua, ou dá aula na sua faculdade? Chame-os para dar uma palestra.

    Vamos sair de casa e fazer a festa da democracia. Os coxinhas vão pirar. Eles estão eivados de ódio de classe, não conseguem fazer isso.

    Nós temos outro jeito de viver e fazer política, nós queremos um mundo com outros valores, muito diferente dos valores monetários que eles cultivam.

    Queremos liberdade, justiça, igualdade, generosidade, solidariedade, superação do racismo, da homofobia, do machismo, da violência, enfim, queremos o amor pleno e verdadeiro.

    Há algo mais subversivo do que tudo isso, no momento?

    Acompanhado de papo cabeça, claro, para ajudar a entender o que está acontecendo no pais e o que fazer para avançarmos.

    Esse movimento é a onda que precisamos para livrarmos das amarras que estamos presos, firmarmos o passo na estrada e deixarmos para traz os Eduardo Cunha, os Temer, os Aécios, os FHCs, os Serras, os Caiados, os Malafaias, os Edi Macedos, os Marinhos, os Cívitas, os Frias, enfim, todo esse atraso organizado que impede o Brasil de se desenvolver e se civilizar.

    Estou com amigos e amigas no nosso comitê com uma agenda de atividades.

    A primeira vai ser um ” Conga na Grama” com pessoas muito interessantes.

    NÃO PASSARÃO!

  • A banda podre da política quer golpe contra Dilma

     

     

     

     

     

     

     

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    Além da força dos negócios na área do petróleo, cristalizada no projeto de lei do senador José Serra, uma das coisas que está por trás da movimentação da oposição, que tem à frente Eduardo Cunha como a mais bem acabada expressão da banda podre da política brasileira, é a ira latente pelo fim da política de Estado de combate à corrupção.

     

    A oposição e Eduardo Cunha não estão aguentando ver os destroços da estrutura da corrupção endêmica que sempre dominou a política brasileira.

     

     

    Eles não estão suportando olhar para o horizonte e ver o deserto em que está se transformando o cenário político sem os esquemas de financiamento de campanhas eleitorais e de domínio do poder econômico sobe a política.

     

     

    Eduardo Cunha foi eleito presidente da Câmara dos Deputados com os votos da oposição, que optou por abandonar o candidato dela, Deputado Júlio Delgado, para derrotar o candidato, Arlindo Chinaglia.

     

     

    Em seguida se juntou com Aécio Neves para o golpe, rompeu com o governo em 16 de julho deste ano, jurou de morte o governo, por ter sido flagrado na Operação Lava-Jato, e disse que faria uma tempestade na vida da Presidenta Dilma.

     

     

    Eduardo Cunha, em conluio com a oposição, conseguiu aprovar na Câmara, depois de atropelar o Regimento, o financiamento de campanhas eleitorais por empresas privadas, na lei da Reforma Política.

     

     

    Dilma vetou.

     

     

    Eles intensificaram as ameaças de impeachment.

     

     

     

    Naquele momento, o Supremo Tribunal Federal também havia decidido pela inconstitucionalidade do financiamento de campanhas eleitorais por empresas privadas.

     

     

    O ministro Gilmar Mendes, que costuma atuar na mesma linha política da oposição, finalmente devolvera o processo, o qual ele havia pedido vista e engavetado, mesmo tendo o STF decidido pela inconstitucionalidade por seis votos a um.

     

     

    Em seguida o ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, produziu o tal parecer das  tais ” pedaladas fiscais”,  que mais parece uma peça de ficção, com intenções claras de  dar à oposição e a Eduardo Cunha um instrumento para articular o impeachment da Presidenta Dilma.

     

     

    Augusto Nardes está sendo investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Federal por suspeita de ter embolsado R$ 1,65 milhões, segundo a Operação Pelotes.

     

     

    O que Eduardo Cunha e a banda podre da política querem é desmontar a política de Estado criada pelo Presidente Lula e continuada pela Presidenta Dilma, de combate à corrupção, que está implodindo as bases da estrutura de corrupção no Brasil, levando grandes empresários, banqueiros e políticos inescrupulosos à prisão.

     

     

    Querem voltar ao que era antes. Consta, por exemplo, nos arquivos do judiciário e do Ministério Público, que durante os dois mandatos do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso foram arquivadas 217 investigações e engavetadas outras 242, envolvendo 194 deputados, 33 senadores, 11 ministros, e quatro contra o próprio ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso.

     

     

    O “Mensalão Mineiro”, o escândalo do Metrô de São Paulo, e muitos outros, dormem nos órgãos de fiscalização e controle e no judiciário.

     

     

    Uma oposição que quer esconder seu passado, assim como escondeu os escândalos dos seus governantes, quando nomeava para cargos dos órgãos de fiscalização e controle do país pessoas para bloquear as iniciativas de investigação dos desmandos contra o Estado.

     

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    Uma oposição hipócrita, que tenta se apropriar da bandeira da ética e do combate à corrupção, juntamente com a imprensa que serve a ela, com discursos e práticas trapaceiras de manipulação da opinião pública.

     

     

    A corrupção não é um mal brasileiro, não foi inventada pelo PT, como quer a oposição e a mídia que serve a ela, impingir à sociedade brasileira. Mas um problema mundial que precisa ser enfrentado com política de Estado.

     

     

    O último relatório do Parlamento Europeu sobre corrupção, por exemplo, informa que os desvios, as propinas, na União Europeia, em 2013, atingiram a cifra de 120 bilhões de Euros.

     

     

    A diferença está no compromisso de combatê-la ou não.

     

     

    O combate à corrupção e aos desmandos seculares tornou-se uma política de Estado a partir dos governos do ex-Prersidente Lula e da Presidenta Dilma.

     

     

    A Presidenta Dilma sentenciou no discurso de posse do seu segundo mandato, referindo-se às investigações da “Operação Lava-Jato”:

     

     

    “Nosso país não pode manter a impunidade daqueles que cometem atos de corrupção.”

     

     

    “Não vou deixar pedra sobre pedra”. “O Brasil mudará para sempre”.

     

    É o que estamos vendo. Os órgãos de fiscalização e controle estão atuando com absoluta autonomia e com todo apoio necessário para realização das investigações.

     

     

    Mas, parece que esse compromisso não está sendo correspondido com a absoluta isenção, por parte de agentes públicos dos órgãos responsáveis pelo trabalho de investigação e pelos processos de julgamento.

     

     

    Nem todas as autoridades envolvidas no combate à corrupção estão à altura do que requer as instituições da República numa sociedade democrática. Até por que, a democracia no Brasil não passa de lampejos históricos.

     

     

    Alguns agentes públicos, talvez no afã de combater a corrupção, outros, tomados pela disputa política, segundo juristas e instituições da sociedade civil, estão negligenciando garantias legais dos cidadãos e infrigindo leis e direitos constitucionais consagrados pelo Estado democrático de direito.

     

     

    Os governos Lula e Dilma enfrentaram e enfrentam a corrupção como nenhum outro governo republicano no Brasil.

     

     

     

    A partir de 2003, no âmbito da União, foi fortalecido o sistema institucional de defesa do Estado, responsável pela prevenção e pelo combate à corrupção.

     

     

    Naquele mesmo ano foi sancionada a Lei que criou a Controladoria-Geral da União (CGU), órgão que coordena o sistema de fiscalização e controle da República.

     

     

    O então Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, por meio de leis, decretos e portarias, promoveu a reestruturação da Polícia Federal, criou o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, e a Reforma do Judiciário.

     

     

    Em 2004, foi criado o Portal da Transparência; em 2005, regulamentado o pregão eletrônico; e em 2008, criado o Cadastro de Empresas Inidôneas (CEIS).

     

     

    Em 2009, foi sancionada a Lei da Transparência, que determina a disponibilização, em tempo real, de todas as informações sobre a execução orçamentária e financeira da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Antes, uma caixa-preta.

     

     

    Em 2012 foi aprovada a Lei de Acesso à Informação.

     

     

    Todas essas normas jurídicas consolidam a transparência do exercício da função pública e o controle social da gestão dos recursos públicos e dos atos governamentais.

     

     

    Em setembro de 2013, na reunião de chefes de Estado, na ONU, na presença da Presidenta Dilma, o presidente Barack Obama apresentou o Brasil como referência de governo transparente, para o mundo.

     

     

    Todos os órgãos de fiscalização e controle tiveram seu corpo funcional ampliado e qualificado por meio da realização de concursos públicos, capacitação, dotação de recursos financeiros e tecnológicos modernos para dar suporte às atividades dos agentes públicos.

     

     

    O orçamento da Polícia Federal, por exemplo, teve um aumento de R$ 2,9 bilhões, mais que duplicou o efetivo de agentes, assim como mais que duplicou o orçamento do Ministério Público, que, por sua vez, realizou concursos, capacitou funcionários e afirmou sua autonomia.

     

     

    Em 2013, a Presidenta Dilma sancionou a lei que define a figura do corruptor e responsabiliza pessoas jurídicas por atos contra a administração pública.

     

     

    Essa lei é que está possibilitando ao Ministério Público, à Polícia Federal e ao Judiciário irem fundo nas investigações contra a corrupção.

     

     

    Com base nela, estão sendo levados à prisão empresários, empreiteiros e banqueiros, que sempre agiram nas sombras da corrupção sem que a polícia e a justiça pudessem alcançá-los.

     

     

    Com esse conjunto de medidas, consolidadas numa Política de Estado, incontestavelmente, os governos Lula e Dilma entram para a história como os que mais fizeram pelo combate à corrupção no Brasil.

     

     

    Com o fim do financiamento empresarial de campanhas eleitorais, raiz da corrupção, abre-se a possibilidade de melhoria da representação política, e, quem sabe, atrair pessoas ilibadas, altamente qualificadas, lideranças populares, que honrem e elevem o nível da representação política no país.

     

    O que a sociedade brasileira precisa fazer nesse momento é impedir o golpe da oposição corrupta, obscurantista, e avançar.

     

    Organizar Comitês de Defesa da Democracia a fim de aglutinar as forças políticas comprometidas com o desenvolvimento sustentável e inclusão social para avançar na afirmação de direitos e na consolidação da democracia e não permitir o retrocesso.

     

    O Brasil precisa organizar um movimento nacional como foi a campanha Diretas Já, com as organizações do movimento social, partidos políticos, artistas e intelectuais, governadores, prefeitos e representações políticas comprometidos com a democracia.

  • John Lennon: a sensibilidade à flor da pele

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    Por: Luiz Clementino

    Reg. N* 324567 na ADEA

     

    INTRODUÇÃO:

     

    A música é uma expressão artística poderosa, envolvente e de fácil assimilação, contém um apego afetivo imediato. De maneira consciente ou não, essa arte produz um feitiço poderoso, belas canções estão associadas a grandes momentos de nossas vidas, desde a infância a adolescência, até fase adulta e por aí vai.

    O compositor Lupicínio Rodrigues explica melhor essa magia em sua bela composição “Felicidade” quando canta em versos:

     

         …A minha casa fica lá detrás do mundo
    Mas eu vou em um segundo quando começo a cantar
    E o pensamento parece uma coisa à toa
    Mas como é que a gente voa quando começa a pensar…

    .

    Os Beatles são um exemplo, de como a música está associada a fatos dos quais, sempre nos lembramos quando ouvimos suas canções. Suas músicas estão cravadas em nossos corações e mentes, para sempre. Eles, não somente transformaram o cenário pop do planeta, como também fizeram a cabeça de toda uma geração. Com um bom gosto e uma qualidade musical impressionante melhoraram o mundo e, quem vivenciou a “era Beatles”, sem dúvida foi um previlegiado. Como já foi dito, suas estupendas canções, nos faz voltamos ao passado adolescente, de festinhas e paixões vividas. Todos nós que não vivemos sem música, somos magnetizados por essa arte!

     

    Abrindo um parênteses, faz-se necessário fazer um comentário oportuno. Para se ter idéia dessa potente associação “música e a vida”, o mesmo aconteceu com a geração anterior a nossa. O grande Orlando Silva o “cantor das multidões”, deslumbrou nossos pais, tios e contemporâneos, que também se sentiram favorecidos em viver a época de “ouro do radio”. Eu e meu amigo Ivanzinho (Ivan Sergio Santos), compositor e escritor, já conversamos a respeito.

     

    Os Beatles, criaram técnicas de estúdio com efeitos sonoros, não-convencionais de microfone e outros instrumentos,  e sabe lá mais o que, e navegaram por mares nunca antes navegados. Miscigenaram, sons de orquestras sinfônicas com guitarras de rock, bandas militares com ruídos bizarros tudo imbuído em imaginações absurdas, ou melhor psicodélicas. A coisa pode parecer estranha, mas a estética funcionou, e como! E outra coisa, a banda começou revivando o rock and roll, básico, tradicional. Porém, processo evoluiu tanto, que nem o céu foi o limite.

     

    John, Paul, George e Ringo, e o maestro George Martin, formavam uma alquimia de afinidade musical fora do comum, em que o produto final apresentado, rompia os padrões do rock tradicional, onde tudo era puro deleite. Eles pré-delimitavam o caminho musical a percorrer. O lançamento de cada álbum da banda, não era apenas um evento internacional, tratava-se na verdade de um grande acontecimento, uma revolução maravilhosa, que causava um impacto sem precedentes. Como foi dito acima, Os Beatles, foram e são, um dos fenômenos mais importantes no cenário da arte sonora. Os caras botaram “pra fudê”.

     

    Obs. Claro, que nem tudo foi um mar de rosas, existiu muitas brigas, acusações de parte a parte, tensões nas gravações, ofensas, egocentrismo, drogas e como não poderia deixar de ser, muita grana em jogo. Tudo isso e mais fatos internos que não sabemos, fez com que o conjunto viesse a findar. Porém como estamos aqui, para comentarmos tão somente a beleza que nos tocam profundamente que emanam das pessoas, podemos afirmar que, apesar de muitas vezes haver turbulência nos relacionamentos, John, Paul, George e Ringo, cumpriram o dever de casa.

     

    Na concepção do processo criativo, os quatros, tiveram participação importantes dentro das características e peculiaridades de cada um. Ninguém foi omisso, ou menos producente, todos foram peças fundamentais, e estavam no momento certo e no lugar certo.

     

    Paul McCartney com uma musicalidade deslumbrante, multi-instrumentista respeitadíssimo como músico, um assombro em compor harmonias belíssimas. Para se ter idéia de seu prestígio, ocorreu que durante as Olimpíadas de Londres em 1912, quando Paul, entrou no estádio, para um evento, toda a platéia se levantou e solfejaram em uníssono a canção “Hey Jude”. Em um excelente documentário sobre George Martin, o maestro afirma que John Lennon tinha consciência, de que não compunha como a harmonia esplendida do parceiro.

     

    George, taciturno e magistral instrumentistas, conseguia transmitir toda a beleza criativa de Lennon e McCartney, e simultaneamente produzir obras pessoais de apurada técnica. Seu trabalho foi tão expressivo, e de personalidade, que George um solitário, rolou firme de igual para igual entre dois “monstros sagrados” que conviviam ao seu lado.

     

    John, personalidade inquieta, polemica, inovadora, fascinante e criativo. E de acordo com o com o produtor da cadeia de televisão BTV, o crítico Ignacio J.: “a personalidade mais interessante do Beatles”.

     

    Quanto a Ringo, muitos afirmavam na época, que o baterista não correspondia ao talento dos demais, era o “Beatle menor”, puro contra-senso, a verdade é que, sem o carismático do mais querido entre os quatro, a alta qualidade não existiria. Foi a simbiose, a interação do conjunto que abriu os canais competentes, para chegarem ao ápice da criatividade. Vejam bem, para a magia funcionar, foi imprescindível, a energia dos quatros. A alquimia tem seus mistérios.

     

    Resumo da ópera.

    O fato é que, o inevitável aconteceu: O “BELO” (que está sempre atento), FEZ MORADA NOS QUATRO RAPAZES DE LIVERPOOL, FLORESCEU, CRIOU ASAS E VOOU ALTO, BEM ALTO MESMO, E ENCANTOU NOSSOS CORAÇÕES!!

    E, quando se desfizeram, todos nós fomos prejudicados!!!

     

    JOHN LENNON:

    Como John Lennon, sempre nos fascinou, e para falarmos do trabalho desse estupendo artista é necessário tentarmos entender sua personalidade complexa, e também a cultura musical da época que o envolveu.

    John Lennon, foi músico, escritor, pacifista, Incoerente, meigo, agressivo, terno, sensível, frágil, líder, farsante, poeta, corajoso, irônico, amigo, criativo, excêntrico, sincero, inseguro, provocador, ou apenas um cara ciumento, drogado, bêbado, pôrra louca, maluco beleza, fenomenal, inovador, um cara legal, fissurado em rock and roll, e fã de carteirinha de Chuck Berry.

    Artista brilhante, e o mais ousado e sensível dos quatro, com uma produção musical original e única.

     

    Com problemas graves do ponto de vista afetivo e existencial, John expurgou muito de seus demônios com sua arte, e através desse processo de exorcização, foi-nos mostrados medos, inseguranças e angustias, e que muitas vezes nos identificamos. Grande parte de sua obra está calcada em seus conflitos. A dor foi transformada em música!

    Quanto o cenário musical pop vivido por John, encontramos o seguinte sobre esse período:

    Após os anos 60, o mundo não seria mais o mesmo. A luta da geração dos anos 60 deu alguns frutos. A maioria das pessoas passou a ver a guerra de modo diferente: em vez de considera-la gloriosa, passaram a vê-la como uma coisa bárbara. Também mudaram as idéias sobre o direito das mulheres, a repressão sexual, a música, a moda, a natureza. Também ocorreram conquistas no campo dos direitos civis. O planeta absorveu algumas das reivindicações do período. Mas também, não seria exatamente o mundo desejado pelos jovens hippies”.

     

    Na música pop, a coisa desbundou. Jovens músicos “bem nascidos” reconheceram o valor do Blues escravocrata e se envolveram. Brancos de alma negra saíram do armário, como Eric Clapton, Jim Morrison, Jimmy Page, Jeff Beck, e os Rolling Stones tiveram a sua fase mais criativa. E quando essa patota tocou suas guitarras, os bluesmen do Mississipi ficaram maravilhados.

     

    E aconteceu também que, com a aceleração e distorção do blues, a coisa debandou para o hard rock, Led ZeppelinBlack Sabbath e Deep Purple. Existiram diversas bandas no gênero, porém  essas lideravam o estilo. Outros destaques são Kiss e Aerosmith. Nos USA, o hard rock ganha uma sonoridade característica, conhecida como southern rock, onde os grupos Allman Brothers e Lynyrd Skynyrd são os mais bem lembrados.

     

    Um músico negro canhoto Jimi Hendrix, extasiou os próprios colegas com sua guitarra, ao emitir sons nunca antes ouvidos. Um jovem rapaz franzino de olhos azuis, dedilhando um violão folk, encantou o mundo com sua antologia poética. Brotou então um dos maiores poetas de toda uma geração, seu nome: Bob Dylan. Enquanto isso Johnny Cash, dava dignidade ao country, e o The Birds iniciavam a eletrificavam o folk com Mr Tambourine man. Janis Joplin cantou “Summertime” de George Gershwin, como ninguém o fez. Surgiu o maravilhoso cantor compositor, dançarino James Brown, que influenciou Deus e o mundo. Ray Charles juntou o jazz, o blues, o gospel e o country, e fez um som deslumbrante, primoroso e incomparável. O conjunto Pink Floyd realizou composições de rock clássico harmônico, um estilo progressivo/psicodélico e com espetáculos ao vivo extremamente.

     

    Todos esses artistas mencionados acima, e muitos outros, constituiram o movimento chamado de “contra cultura”. Nesse processo de modificar os valores musicais, houve uma base, uma proveniência, um desenvolvimento dos padrões anteriores . A inovação não foi uma “geração expontanea”, proveio de movimentos anteriores. Exemplificando, o hard rock branco veio do Blues, os Rolling Stones reviveram o Blues, Janis Joplin cantou clássicos antigos de modo diferente, a sua maneira, e Ray Charles miscigenou vários gêneros para chegar no seu estilo, etc..etc. Dentro deste contexto, John Lennon compôs rock, blues, que fazem parte de obras primas do rock internacional, como Day tripper, Come together, A hard days night, Help, Revolution, Yeah Blues, e várias outras. O negócio é que ele, já rico ( fruto do deu trabalho), não estacionou, partiu para um processo inventivo, ou seja o melhor estava “provir”. E essa nova linguagem personificou e caracterizou seu ofício, sua arte transfigurou a um nível deslumbrante.

     

    Cito isso, porque quero chegar em um ponto crucial sobre esse músico: SUA FERTILIDADE PROGRESSISTA E OUSADA. Sua música, nessa nova postura, é atípica, o recheio da obra nada tem do atmosfera do rock pauleira da época, a coisa é incomum e única. John Lennon, Idealizou e criou arranjos, que o quinto beatle, o maestro George Martin escreveu em partituras e orquestrações, tudo fiel as suas idéias. Agora, a pergunta é: qual foi a origem do seu novo trabalho, em que gênero musical se sustentou, para chegar onde chegou?

    Ele deu algumas pistas. Para melhor compreensão, vejam a belíssima e enigmática I am Walrus de 1967.

    Em uma das suas entrevistas na revista Rolling Stones ele diz: “escrevo letras das quais você só percebe o significado depois. Especialmente algumas das melhores, como I am Walrus. ….tive a idéia de fazer uma música que era uma sirene da polícia, mais não funcionou…não dá para realmente cantar a sirene. Eu era o Walrus, seja lá o que isso signifique. Vimos o filme Alice no País das Maravilhas em Los Angeles, e o Walrus era um grande capitalista que comia todas as ostras. Se você quer saber,é isso que ele era, embora eu não lembrasse disso quando compus a música.”

                 Com relação a estrutura musical de I am Walrus, encontrei na pesquisa que, os arranjos de George Martin, foram constituídos de uma orquestra que com os seguintes instrumentos: 8 violinos , 6 violoncelos, uma clarineta e 3 trompas. Para as de vozes, foi chamado o conjunto vocal Mike Sammes Singers, muito famoso na Inglaterra, e que contribuiu com oito vozes masculinas e oito vozes femininas.

    Vejam o resultado, peça musical para vários tipos de instrumentos, uma incontestável obra prima:

    http://www.youtube.com/watch?v=Ap6kSV_U45o     I am walrus

     

    Taí o DNA da genialidade do cara!! Essa dessemelhança musical, talvez provenha da pluralidade contida em uma personalidade inquieta que, através de uma busca frenética pela perfeição, talvez também procurasse um anestésio para seus tormentos. E consequentemente, seu trabalho é inigualável, autêntico, confiável e de um capricho tocante.

    -em   “Because”, do álbum “Abbey Road “, os vocais predominam, tornando uma canção exótica e marcante.

    Uma das críticas a respeito dessa canção, que não consegui identificar o autor, diz:

                      “ A música começa com um cravo elétrico introdução de produtor George Martin . O cravo é acompanhado por guitarra de Lennon (imitando a linha de cravo) soando através de um alto-falante Leslie , onde os vocais e guitarra baixo entram em cena.

                   “Because” foi uma das poucas gravações dos Beatles para caracterizar um sintetizador Moog , interpretado por George Harrison. Afigura-se, no que Alan Pollack se refere como “mini-ponte”,  e, em seguida, novamente, no final da canção. O grupo estava entre os primeiros no rock contemporâneo and roll para experimentar com um Moog, embora o instrumento tinha sido usado antes (nomeadamente por bandas como os Doors , Simon & Garfunkel e os Monkees , cujo “ Diário Nightly “foi a primeira gravação de rock para caracterizar o Moog).  Segundo Lennon, estreita semelhança da canção musical para o primeiro movimento de Ludwig van Beethoven ‘s Moonlight Sonata não foi coincidência: “ Yoko estava tocando Beethoven ‘Moonlight Sonata’ no piano … Eu disse, ‘Você pode tocar os acordes para trás ? “, e escreveu” porque “em torno deles. As letras falam por si … Sem imagens, sem referências obscuras”. 

     

    Ouçam essa maravilha:

    http://www.youtube.com/watch?v=dWlLPJG9Cvg   Because

    -agora ouçam a interessante e deslumbrante “Dear Prudence” , uma balada que mais parece uma ária, composta para a irmã da atriz Mia Farrow, na India durante o curso de meditação:

    http://www.youtube.com/watch?v=eVP05ziY9ig     Dear Prudence

     

    Em decorrência do que foi exposto acima, canções como Strawberry fields forever, I am walrus, Happyness is a arm gun, All you need is love, I am so tired, Being for the benefit of Mr. Kite, Dear Prudence etc, são sons muita vezes não compreendidos na época, e hoje cultuados e tocados em todos ambientes do planeta. Para se ter idéia, quando eu e o poeta Mardônio Azevedo ouvimos, pela primeira vez Strawberry fields forever, lançado em disco compacto, pensamos que o “toca disco” estava fora de rotação, a introdução é propositalmente lenta.

    Outro exemplo dessa configuração múltipla, é a programação visual ,do álbum solo de 1974 “Walls and Bridges”. A coisa é um primor, de uma imaginação impar. O álbum contem desenhos   em “tons pastéis” do autor quando criança, e uma foto do rosto, dividida em três laminas, que quando movidas, obtém-se várias fisionomias de John. Um barato!!

     

    CONSIDERAÇÕES:

    Exibiu publicamente toda sua dor íntima, uma patológica carência afetiva, devido a rejeição materna, que o marcou por toda a vida. Na infância foi abandonado pelo pai que somente deu as caras, quando John já era famoso. Por meio do “grito primal” foi tudo escancarado na sincera, angustiante e desesperada canção “Mother”, com versos como “mãe você me teve, mas eu nunca tive você, mãe não vá embora, papai volte para casa”. Esse problema, somente foi amenizado com a ajuda de duas baitas mulheres, que conviveram com seu difícil temperamento, e sempre o compreenderam. Tia Mimi que o criou, e a dedicada Yoko Ono, sua esposa, fonte de inspiração do afetuoso poema Woman, onde expressou toda a sua gratidão e dependência afetiva. Vejam em “Mother”, quanto desespero:

    http://www.youtube.com/watch?v=CEnc3RQE2lg Mother

    Mãe

    Mãe, você me teve, mas eu nunca a tive
    Eu te quis, você não me quis
    Então eu, eu apenas tenho que lhe falar
    Adeus, adeus,
    Pai, você me deixou, mas eu nunca o deixei
    Eu precisei de você, você não precisou de mim
    Então eu, eu apenas tenho que lhe falar
    Adeus, adeus

    Crianças, não façam o que eu fiz
    Eu não pude caminhar e eu tentei correr
    Então eu, eu apenas tenho que lhes falar
    Adeus, adeus

    Mamãe não vá
    Papai vem para casa

    Mamãe não vá
    Papai vem para casa….

     

    Agora vejam como Yoko Ono, foi importante em sua vida. Nessa canção , percebe-se como ela, preencheu seu vazio afetivo materno:

    http://www.youtube.com/watch?v=f-x1FsvOAz4    Woman

    Mulher

    Mulher, eu quase não consigo expressar
    Minhas emoções confusas em meus pensamentos.
    Afinal de contas, estou eternamente em dívida com você.
    E, mulher, eu tentarei expressar
    Meus sentimentos interiores e gratidão
    Por me mostrar o significado do sucesso.
    Ooh, bem, bem,
    Doo, doo, doo, doo, doo.

     

    Mulher, eu sei que você compreende
    A criancinha dentro do homem.
    Por favor, lembre-se: minha vida está em suas mãos.
    E, mulher, mantenha-me próximo do seu coração
    Por mais que [estejamos] distantes, não nos mantenha separados.
    Afinal de contas, está escrito nas estrelas…

    Ooh, bem, bem,
    Doo, doo, doo, doo, doo.

    Mulher, por favor deixe-me explicar:
    Eu nunca tive intenção de te causar tristeza ou dor.
    Então, deixe-me te dizer de novo e de novo e de novo

    Eu te amo, sim, sim,
    Agora e eternamente.

     

     

    Enveredou por outras trilhas, decorrente de várias experiências, gerando preciosidades. Algumas de cunho pacifista, “Give Peace A Chance”, outras de cunho social “Working Class Hero” . Cantou o processo pavoroso, de se livrar das drogas em “Turkey Cold” . A música é um horror, atinge momentos angustiantes, barra pesadíssima. Confiram:

    http://www.youtube.com/watch?v=X7Ae8wRvaPon Turkey Cold

    ….Meu corpo está doendo

    Arrepios nos ossos

    Não consigo ver ninguém

    Me deixe em paz…


    ….Trinta e seis horas

    Rolando de dor

    Rezando para que alguém

    Livre-me de novo

     

     

    Oh eu serei um bom menino

    Por favor, me faça ficar bem

    Eu te prometo qualquer coisa

    Tire-me deste inferno….

             Agora vejam “Working Class Hero” na trilha de Bob Dylan, como denuncia social:

     

    http://www.youtube.com/watch?v=njG7p6CSbCU   Working Class Hero

     

     

     

    Tudo indica que o lar que nunca teve, conseguiu somente com Yoko e o filho Sean Penn, base para a gênese de lindas canções sobre seu ambiente domestico.    No explêndido   Álbum Branco, nos presenteou com a belíssima balada “Julia”, referência a sua distante mãe. Compôs uma comovente canção de ninar para o filhinho, intitulada “Beautiful boy”, com muita ternura e dedicação, coisa que nunca recebeu.

    http://www.youtube.com/watch?v=0A56ZuKgPYg    Beautiful boy

     

     

     

     

     

     

    Como sempre foi deslumbrado por “rock and roll”, no disco intitulado ROCK’n ROLL, grava covers de rocks que o marcaram na adolescência, com arranjos próprios e consistentes, sem perder a originalidade. No soul “Stand By Me”, introduz o “slyde quitar”, com o solo da guitarra de “Unchained Melody”, dando nova vida a essa bela canção.

     

    http://www.youtube.com/watch?v=O4_ghOG9JQM    Stand By Me,

     

     

     

    O crítico de música Ignácio Juliá, co-editor da clássica revista de rock Rota 66, ao comentar o álbum IMAGINE, afirma que John realizou uma das melhores canções de amor, Oh My Love, já feitas por um homem para uma mulher. E acrescenta que o trabalho deste LP, trata-se na verdade de auto-retrato de um homem sensível e, ao mesmo tempo, agressivo, inseguro, arrojado e socialmente atento. Ouçam a canção:

    http://www.youtube.com/watch?v=UfM70FZNC8c

    Talvez John Lennon não tenha conseguido viver em um mundo como gostaria. No entanto, ele expressou esse desejo em um dos poemas mais belos da história do rock. “Um hino à fé do homem num mundo melhor, mesmo diante de uma realidade desesperadora”, como escreveu   o crítico I. Juliá.

    http://www.youtube.com/watch?v=bBW8g64Vzf8

    Imagine

    Imagine que não há paraíso
    É fácil se você tentar
    Nenhum inferno abaixo de nós
    Acima de nós apenas o céu
    Imagine todas as pessoas
    Vivendo para o hoje

    Imagine não existir países
    Não é difícil de fazer
    Nada pelo que matar ou morrer
    E nenhuma religião também
    Imagine todas as pessoas
    Vivendo a vida em paz

    Você pode dizer
    Que sou um sonhador
    Mas não sou o único
    Tenho a esperança de que um dia
    Você se juntará a nós
    E o mundo será como um só

    Imagine não existir posses
    Me pergunto se você consegue
    Sem necessidade de ganância ou fome
    Uma irmandade do Homem
    Imagine todas as pessoas
    Compartilhando todo o mundo

    Você pode dizer
    Que sou um sonhador
    Mas não sou o único
    Tenho a esperança de que um dia
    Você se juntará a nós
    E o mundo viverá como um só

     

    Suas respostas aos repórteres eram aguçadas e interessantes, por exemplo: “Se usamos perucas, são as únicas com caspas verdadeiras” ou “Somos mais populares do que Cristo”. Quando os Beatles estiveram no Himalaia para fazer estágio meditativo de técnicas transcendentais, com guru da moda, Maharishi Mahesh Yogi, houve desentendimento. Depois da confusão, um repórter perguntou a Lennon, como ele chegou a conclusão, que Maharishi Mahesh Yogi não era o que diziam. John respondeu: “Quando cheguei lá e olhei pra cara dele, vi que era um picareta”. (*)

     

    Ao se apresentaram para a realeza britânica, incentivou o público a bater palmas e a burguesia a balançar as jóias. Em 1970, John Lennon em entrevista, quando lhe foi perguntado, se ele era um gênio, disse: “ou sou louco ou sou um gênio. Como nunca me prenderam, então sou um gênio”.

     

     

     

     

     

     

     

     

    Nos últimos cinco anos de sua vida, ficou recluso em seu apartamento com Yoko e cuidando do filho, quando subitamente lançou o derradeiro álbum DOUBLE FANTASY, recebendo algumas críticas desfavoráveis. Porém mesmo assim foi esperado com grande expectativa por se tratar de um álbum de Lennon.

    Infelizmente aconteceu que, na noite de 8 de dezembro de 1980, um grandíssimo filho de uma puta, babaca completo, com um papo estranho, pirado, descarregou impiedosamente um revolver calibre 38 (fazendo pose de duelista ), nas costas de John, quando entrava em sua residência, no Dakota Building em Nova York. Horas antes Lennon havia autografado para o imbecil. O cara tá preso até hoje.

     

    O mundo entristeceu!! Ficamos pasmos!!! Todos nós demoramos a digerir tamanha violência!!! Houve vigília e luto nas grandes cidades. O prefeito de New York, determinou que todas as bandeiras fossem erguidas pela metade. Me lembro, das imagens no Central Park, multidões abatidas segurando fotos e velas, cantando canções de John Lennon em grande comoção.

    Hoje, 34 anos depois ainda sentimos a sua falta. Foi uma grande perda, deixou um vazio melancólico, um vácuo não preenchido até hoje. Na ocasião, o tremendão Erasmo Carlos, ao dar entrevista na TV, não conseguia falar, chorava copiosamente; Rita Lee soluçava e dizia que se sentia viúva; Elis Regina estava inconformada e Frank Sinatra declarou com a fisionomia triste e assustada: “Estou chocadíssimo, estou chocadíssimo”, e também chorou!!!

     

    EPÍLOGO:

    John, o “O SONHO NÃO ACABOU”, até porque sua musica permanece viva, nos lugares, nos amores e nos amigos de antanho, dos quais sempre nos lembraremos, da mesma maneira que você cantou em seu belo poema:

     

     

    Há lugares dos quais vou me lembrar

                                                                               por toda a minha vida

                             Alguns já nem existem, outros permanecem

                             Todos esses lugares tiveram seus momentos

                             Com amores e amigos, dos quais ainda me lembro

                             Alguns amigos já se foram, outros ainda vivem

                             Mas em minha vida, amei todos eles

                                                                                   

                                                                                                   in my life

     

    – Quando o grande amor de   Johnny Cash, sua mulher   June faleceu, ele cantou já delibitado “In my Life” , vejam quanta emoção:

    http://www.youtube.com/watch?v=HlhcyWLORes  in my life

     

     

           muito obrigado

    e até a proxima

    luiz c

     

    OPINIÕES:

    Keith Richards: John tinha cabeça própria. Não era somente um camarada meu, ele era um cara de todo mundo. Não nos víamos com freqüência, quando aparecia queria festa.

    Steve Wonder: ..meus melhores momentos com John, foram todos que nos encontramos.

    Tom Petty: John Lennon era tudo. Sua influência naqueles tempos, quando comecei a tocar nos anos sessenta, era imensurável.

    Yoko Ono: …quanto mais o mundo nos detestava, mais nos tornávamos protetores em relação um ao outro. ….Certa noite, ele estava soluçando dizendo: “não me deixe sozinho, não morra antes de mim.”

                 Paul McCartney:    “Paul, levanta! Atende logo esse telefone, por favor!”

    Linda me cutucava. Era de madrugada. Eu sabia que o telefone estava tocando, tocou diversas vezes, mas eu preferi ignorar, e continuar dormindo, uma hora a pessoa que telefonava teria que desistir. Mas a pessoa não desistiu.

    Resolvi atender pelo único motivo de poder falar rápido, desligar, e continuar dormindo. Amanhã eu precisava acordar cedo, começaria a trabalhar em um novo projeto, e seria um dia longo e cansativo.

    Estiquei o meu braço na preguiça de levantar, e peguei o telefone em cima do criado – mudo.

    Paul? Você está me ouvindo? Paul!”

    Meu coração bateu mais forte no momento em que reconheci a voz de Yoko.

    Sim, estou, fale.”

    “John! É com o John!”

    “John? O que está acontecendo, Yoko?”

    “Você… Não ficou sabendo?”

    “Não! O que houve? Ele está bem?”

    “Um louco atirou nele!”

    “E como ele está? Aonde vocês estão? Me diz, eu já chego ai, vou me arrumar!’’

    “Paul… Ele morreu… Ele não aguentou, ele morreu.”

     

    “Alô?” – Perguntei, e tentei me esforçar para não ficar com uma voz de sono. No outro lado da linha, tocava uma música que eu não escutava e muito menos cantava fazia muito tempo, All My Loving, música que costumava me trazer boas lembranças, tornou a vir em minha mente cercada de momentos ruins. Comecei a ficar com raiva, pois além da música no fundo, eu ouvia muitas vozes e muito ruído. – “Alô? Isso é alguma piada?”

    Eu deixei o telefone cair no chão. Por um minuto, eu fiquei cego. Ouvia Linda me chamando no fundo, perguntando o que acontecia, mas as palavras não saiam da minha boca. Minha mente ficou vazia. Dentro do meu peito, parecia que tinha alguém apertando o meu coração. Fechei meus olhos com força, tentando acordar daquele pesadelo horrível. Mas nada aconteceu. Era real. John estava morto.

     

    PS-1- Alguns anos atrás foi editado pela editora ALPH, a interessante e bem elaborada obra intitulada “O LIVRO DOS MORTOS DO ROCK”, do autor norte-americano David Comfort. Trata-se de relatos de circunstâncias e consequências das mortes de roqueiros renomados. Dentre os famosos, consta JOHN LENNON. O escritor elabora detalhes da vida particular do músico. Em concordância com outros biógrafos, é relatado que na ocasião do homicídio, YOKO mantinha um staff de pessoas esotéricas que os assessoravam constantemente. Tarólogos, videntes, cartomantes e paranormais tiveram premonições e visões da iminente tragédia. Em decorrência desse fato, foram contratados profissionais de segurança que exigiram certas medidas preventivas, mas o casal, por algum motivo, não atendeu. Outro fato que todos os pesquisadores afirmam é que infelizmente JOHN, permanecia dependente de drogas na ocasião de sua morte. Sobre YOKO ONO, o autor afirma que como viúva, herdou metade do espólio de 30 milhões de dólares do músico e foi nomeada a executora dos bens. YOKO se casou com seu assistente, seis meses depois do assassinato, em cerimônia secreta. O casal se separou em 2001. DOUBLE FANTASY subiu rapidamente nas paradas, chegando ao primeiro lugar e ganhou o Grammy de melhor Álbum do ano.

     

    PS-2- a escritora Lúcia Villares, em seu livro “John Lennon”, da Ed, Brasiliense, comenta o seguinte fato: Yoko Ono tinha sérios problemas para engravidar, em novembro de 68 ela é internada em um hospital para transfusões de sangue, devido a ameaça de aborto. John cede seu leito para um doente de emergência e passa várias noites deitado ao lado no chão. Apesar de todos os cuidados, Yoko perde a criança.

    PS.3(*) sobre o caso do Maharishi Mahesh Yogi, comentado acima, com quem os Beatles estiveram no Himalaia, o pesquisador musical dos Beatles Eduardo Badfinger em seu excelente “BAU DO EDU” relembra que esse fato teve nova versão. Em uma boa conversa no ”Bar dos Cunhados”, Dudu me disse, que George Harrison, alguns meses antes de falecer, revelou que houve um acordo entre os Beatles e Maharishi, da não utilização de drogas durante o período do retiro espiritual. Porém, esse acordo foi quebrado pelos Beatles. Em decorrência dessa delicada situação, foi publicada a versão favorável ao quarteto de Liverpool.

    O blog ”BAÚ DO EDU” é trabalho muito bem elaborado de pesquisa musical focado nos Beatles e rock de uma maneira geral. Trata-se, na verdade, de um projeto sério para uma geração que curtiu a criatividade excepcional surgida nos anos 60/70 em todo o mundo. As informações comentadas sobre as origens e o desenvolvimento do rock são apresentadas com uma abordagem didática, fascinante e apaixonante pelo autor.

     

    PS-3 – John Lennon sempre foi admirador de Chuck Berry, o considerava o grande poeta do rock, vejam eles juntos:

    http://www.youtube.com/watch?v=kpTpxbnBWYM Johnny B Good

    http://www.youtube.com/watch?v=5YcPtitpLkk   Johnny B Good com Julian Lennon ( Keith Richards eRobert Gray)

    -O melhor 007 do cinema, Sean Connery, recita os versos com fundo musical do maestro George Martin em gravação própria.

    http://www.youtube.com/watch?v=cAFc47A-vzY

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  • Não se negocia com bandidos

     

    Eduardo-CunhaAécio-NevesLava-JatoCrrupçãoBlog-do-Mesquita

    A que ponto uma tal oposição mancomunada com uma tal imprensa levou o Brasil.

    Eduardo Cunha, um bandido que está prestes a ser preso trama, junto com a tal oposição e com uma tal imprensa, um golpe contra a Presidenta Dilma, uma mulher digna, honrada, legitimamente eleita pela maioria dos votos dos brasileiros e que contra ela não consta nenhum crime.

    Eles querem é desmontar a política de Estado criada pelo Presidente Lula e continuada pela Presidenta Dilma, de combate à corrupção, que está levando grandes empresários, banqueiros e políticos inescrupulosos à prisão.

    Querem voltar ao que era antes, ao financiamento empresarial de campanhas eleitorais, que a oposição lutou ao lado de Eduardo Cunha até o último momento, na reforma eleitoral, para que fosse preservado, e foram derrotados pelos partidos da base do governo e pelo Supremo Tribunal Federal.

    Consta, por exemplo, nos arquivos do judiciário e do Ministério Público que durante os dois mandatos do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso foram arquivadas 217 investigações e engavetadas outras 242, envolvendo 194 deputados, 33 senadores, 11 ministros, e quatro contra o próprio ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso.

     

    A tal oposição e a imprensa que serve a ela conseguiram produzir uma narrativa que criou um outro Brasil. Ao colocar o Brasil real ao lado do Brasil inventado vê-se o abismo entre um e outro.

    Verifique os dados, as informações das instituições oficiais do Estado como IBGE, IPEA, FGV, INEP, Banco Central, universidades, e compare com o Brasil inventado.

    Verifique portarias, decretos, leis, que tratam do combate à corrupção, a partir de 2003, da ampliação dos recursos públicos para as áreas de fiscalização e controle, da realização de concursos públicos, treinamento e capacitação de funcionários, e de equipamento, com recursos de alto nível tecnológico, dos órgãos para o combate à corrupção.

    A Lei do corruptor, que está possibilitando a prisão de empresários e banqueiros, foi sancionada em 2013 pela Presidenta Dilma.

    Preste atenção no nível dos parlamentares da oposição na Câmara e no Senado. Viu no que transformou o Plenário da Câmara? Um verdadeiro bando toma conta da Mesa, não respeita o Regimento e uma grande balbúrdia se instalou na Casa. Já imaginou o Brasil na mão desse bando?

    Nossos netos, nossos bisnetos, vão estudar história e vão ver o que hoje muita gente não consegue enxergar.

  • Mandato Companhia LTDA

    Deputados

    Os mandatos parlamentares estão sendo transformados em  verdadeiras empresas privadas. É como se lhes faltassem apenas o CGC.

    Fenômeno parecido aconteceu na Corte Francesa, quando uma casta de políticos passou a abusar das benesses provenientes dos impostos pagos pelo povo sem  a devida contrapartida de benefícios para a sociedade. O final da história é por demais conhecido. Cabeças rolaram.

    A infraestrutura conquistada para o exercício do mandato, após a Constituinte, criada para melhorar a relação do parlamento com a sociedade, transformou-os em verdadeiras máquinas eleitorais, hoje voltadas, na sua grande maioria, para atender a projetos pessoais dos parlamentares, de reeleição e perpetuação no poder.

    Não lhes faltam verbas públicas, pessoal para trabalhar e autonomia para fazerem o que quiserem com seus mandatos.

    No Congresso Nacional, o que se percebe é que os mandatos fazem questão de contratar assessores sem envolvimento político-partidário, pessoas que possam administrar a infraestrutura disponível como se fossem empresas voltadas para objetivos particulares, carreirismo político, e não como instâncias políticas do exercício da cidadania.

    Parlamentares dessa linha de atuação se dedicam prioritariamente a intermediar recursos públicos de programas e convênios dos governos para prefeituras de regiões as quais mantém relações políticas.

    Esses costumam ser chamados de “vereadores federais” ou “mandatos despachantes”, por não demonstrarem preocupações com os grandes temas nem os problemas nacionais.

    Curioso é que isso está acontecendo também em partidos de esquerda. Grande parte deles se tornaram mandatos burocráticos, politicamente estéreis, sem o devido compromisso partidário com a sociedade. São mandatos de vida própria, descolados dos partidos, voltados para o carreirismo político.

    Os partidos políticos, salvos raras exceções, perderam identidade ideológica e a dialética pedagógica, próprias das instituições políticas.

    O Congresso Nacional vive um estado de indigência intelectual e ideológica inimaginável, sem debate relevante porque o nível médio dos parlamentares anda abaixo da crítica.

    Os mandatos, atualmente, se agigantaram, estão subordinando os partidos, que, por sua vez, perderam a capacidade de coordenação.

    De forma geral, os partidos também não debatem, não têm projeto, estão solapados pelos mandatos, levando ao agravamento ainda maior da crise política e da representação da sociedade.

    Os mandatos dispõem, por exemplo, de uma verba extra, indenizatória, mensal, para o exercício da atividade parlamentar, um subsídio para custear despesas diversas (combustível, hotel, restaurantes, etc.) que varia de R$ 30 mil a R$ 45 mil mensais, dependendo do Estado.

    Essa verba tem sido usada, de forma abusiva, por grande parte dos parlamentares, para fins particulares de sustentação do carreirismo político, muitas vezes engordando orçamentos familiares, como tem sido denunciado pela imprensa, em franco desvirtuamento de suas finalidades.

    Esse subsídio, criado pelo então Presidente da Câmara, Aécio Neves, já consome por ano R$ 250 milhões do orçamento da Câmara dos Deputados e se espalhou pelas assembleias legislativas e por câmaras de vereadores de todo o país, em efeito cascata, como uma epidemia.

    Outros recursos públicos que turbinaram ainda mais os mandatos provém do chamado Orçamento Impositivo.

    O Congresso Nacional promulgou no dia 17 de fevereiro deste ano (2015) a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que obriga o Poder Executivo a pagar a verba destinada pelos parlamentares, no orçamento, a seus redutos eleitorais, as chamadas emendas parlamentares individuais.

    Para este ano (2015), por exemplo, segundo a Emenda Constitucional aprovada, cada parlamentar tem direito de distribuir R$ 16,3 milhões a prefeituras das regiões com as quais ele mantém relações políticas. A partir do próximo ano, R$ 15,3 milhões do orçamento impositivo.

    A PEC foi aprovada na Câmara por 452 votos, 18 contra e uma abstenção. Um quórum considerado altíssimo, num universo de 513 deputados.

    Parlamentares

    O polêmico ex-Senador baiano, Antônio Carlos Magalhães, velho cacique do DEM, foi o primeiro a propor emenda constitucional impondo ao Executivo a obrigatoriedade do pagamento das emendas parlamentares.

    Do ponto de vista da relação dos poderes da República, a Emenda Constitucional do orçamento impositivo permite ao Legislativo usurpar prerrogativas do Executivo, funções que lhe são próprias, de planejador e executor do orçamento público.

    As emendas parlamentares, de forma impositiva, estimulam a criação de “currais eleitorais” e o ressurgimento do que seria uma espécie de “feudos coronelistas”, causando a inversão dos princípios da política republicana, ao colocar em primeiro lugar os interesses particulares dos parlamentares e não os da sociedade.

    A Emenda Constitucional tem como consequência mais um efeito cascata. As assembleias legislativas, as câmaras de vereadores, também passaram a ter o direito de fazer mudanças nas constituições estaduais e nas leis orgânicas municipais a fim de implantar o orçamento impositivo.

    Garantidas as emendas parlamentares no orçamento impositivo, para, de certa forma, investir na própria reeleição, o parlamentar provavelmente perde a motivação necessária para debater os grandes temas e problemas do país, e pelas questões que dizem respeito ao futuro como nação republicana e democrática. Se concentram na distribuição de verbas.

    Os efeitos do agigantamento dos mandatos, turbinados com grande volume de verbas públicas sobre a crise partidária são evidentes e precisam ser estudados pelas instituições acadêmicas, para que as consequências dessa deformação da representação parlamentar, para a vida política do país, sejam melhor esclarecidas e a sociedade possa tomar posição em relação ao desvirtuamento da função parlamentar.