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O povo que coma brioches e mangas?
Adesistas do governo Bolsonaro dizem isso com todo desprezo que sentem pelos de baixo. E tudo “certo” na República dos Punhos de Renda.Os bilionários brasileiros e internacionais, que agora têm um governo ultraliberal puro sangue a seu inteiro dispor, estão por aí, tranquilos, nas suas mansões, cortando céus e mares, nos seus jatinhos e iates, com a malta de tecnocratas financeiros trabalhando a todo vapor, multiplicando seu dinheiro nos bancos e nas bolsa.E povo que coma brioches e mangas?Pra criar o tal Renda Cidadã, Bolsonaro não tocou na fortuna dos ricos. Poderia ter criado o imposto sobre grandes fortunas. Mas preferiu tirar dinheiro dos de baixo, do Fundeb, que financia a educação das crianças, e das pessoas que têm dinheiro a receber do governo, determinado pela justiça.A Lava jato se despede do “adorável público” com Aécio Neves, José Serra, Romero Jucá, Michel Temer, e tantos outros da mesma laia, rindo à toa, muitos deles com suas contas na Suíça recheadas com dinheiro da corrupção, agora fazendo parte do “Centräo”, base de apoio do governo Bolsonaro-Paulo Guedes.Aécio, seus tucanos e outros bichos, foi quem deu a mãos à extrema direita de Bolsonaro e colocou em primeiro plano no cenário político nacional, nas eleições de 2014, e encabeçou o processo de impeachment de Dilma, junto com outros comparsas.Dos ventres do golpe e do governo Bolsonaro, nasceram muitos monstrengos. Entre outros, Ricardo Salles, que acaba de passar a boiada, ao revogar medidas consideradas esteios da proteção ambiental do país. Ele foi bicho de estimação do PSDB.E, pra finalizar, Estados Unidos percebem a ladeira, que podem rolar daqui pra frente, sentem a grande força política da união China e Rússia concretizada em recente documento conjunto assinado pelas duas potências.Trump se embaraça nas denúncias de sonegação de impostos, mas parece não afetar tanto sua candidatura. Os Estados Unidos de hoje não são mais o país dos tempos de Al Capone. O aplicativo deepfake chegou para embaralhar tudo e já está em ação.O “Estado Profundo” não conseguiu até agora derrubar o homem. Vai depender da repercussão no universos dos cidadãos norte-americanos que pagam seus impostos honestamente.O mundo cão chegou como tempestade de malfeitos, como novo normal. -
Se Trump perder as eleições por sonegação de impostos, Bolsonaro ficará órfão
Sonegação de impostos nos Estados Unidos dá cadeia.Alcapone foi preso por sonegar impostos, não pelos crimes de assassinato que ele comandou.A matéria bombástica de capa do New York Times, com provas, ecoou no mundo inteiro. A justiça dos Estados Unidos, o Ministério Público, o Congresso e a Suprema Corte estão com o crime nas mãos.Terão que decidir se salvam Donald Trump ou as instituições da República, considerada “a maior nação democrática do mundo”.Aqui, as luzes do Palácio da Alvorada andam acessas à noite inteira, Bolsonaro não dorme.Os R$ 89 mil na conta de Michele, sua mulher, depositados por Fabrício Queiroz, amigo íntimo da família, investigado por corrupção junto com o filho Flávio Bolsonaro.Como se isso não bastasse, chegam do norte as notícias sobre o escândalo do Trump. E dizem que vem mais.Agora são duas lâmpadas acessas dentro da cabeçaBolsonaro. É concreta, a possibilidade de Trump perder as eleições e em seguida ser preso.Bolsonaro sentiu que ficará órfão, não só ele, mas a extrema direita mundial, e que o toco onde ele amarrou seu jumento fascista vai afundar no pântano dos corruptos. -
Os banquinhos da cidade
São filhos do bico do lápis e do papel manteiga, do urbanista Lúcio Costa, certamente em estado de graça, quando desenhava as quadras de Brasília, os primeiros blocos sobre pilotis. São irmãozinhos das paradas de ônibus. No meio do gramado, lá estavam eles, imaginados para acolher os moradores e suas prosas, nos banhos de sol das manhãs brilhantes, de céu azul da cor do mar. Para contemplar tardes silenciosas, de sombras compridas, até a boca da noite, antes de subir para o apartamento, tomar banho, jantar e dormir.
Os banquinhos espalhados por Brasília são patrimônio arquitetônico da cidade. Deveriam ser cuidados pelos governos, feitas manutenções periódicas, mas estão abandonados feito cães sardentos, alguns nem existem mais nos lugares que foram colocados.
Certas pessoas, aquelas que vêem o mal por todos os cantos, não gostam dos banquinhos. Dizem que servem para jovens fumar maconha, atrair bandidos, pintados pela violência massificada por programas de TV, esses que vendem sangue todos os dias. Não percebem que os banquinhos são pontos de encontros amorosos, de alegria, de gargalhadas excitadas nas paqueras de adolescentes.
Que tal recuperar os banquinhos? O correto seria o governo fazer esse trabalho, os impostos para isso foram pagos, mas as dúvidas, se vão assumir a responsabilidade ou não, são maiores do que a esperança.
Com certeza geraria empregos para quem trabalha na construção civil, impostos de materiais vendidos para a obra e recolhimento de contribuições previdenciárias para os trabalhadores de carteira assinada.
Caso o governo continue sem dar importância à recuperação dos banquinhos, moradores deviam assumir essa tarefa cidadã, mas, com uma condição: consultar os órgãos que cuidam do patrimônio arquitetônico da cidade sobre essa possibilidade.
Se concordarem, fazer respeitando rigorosamente o padrão original, com supervisão técnica dos órgãos do governo. Isso é fundamental. Quem está recuperando precisa ter consciência de que está lidando com um patrimônio histórico e cultural da cidade, que ficará para as gerações futuras. Não poderia, portanto, meter as mãos na obra conforme seu gosto pessoal.
Não sei quem, talvez pessoas obtusas, cobriram alguns com azulejos coloridos, pintaram e bordaram com cores vibrantes. Espalharam outros tipos por aí, de formato diferente, nada a ver com os banquinhos originais planejados por Lúcio Costa.
“Da tradição quero apenas o fogo, a cinza não me interessa”. Ouvi essa frase nas noites de Brasília. Não sei de quem é. Perdoe-me autor e leitores, mas não poderia deixar de citá-la. Afinal, a gente quer a chama, que ilumina. Antropofágicos que somos, costumamos cultivar a ancestralidade reinventando a tradição. Porém, os banquinhos, bom seria recuperá-los preservando a originalidade deles, imaginada pelo criador.
Enfim, o desprezo pelos banquinhos precisa acabar. Foram criados para o convívio dos moradores, assim como os pilotis, os parquinhos para as crianças, os gramados, jardins, árvores, quadras de esporte, tudo isso imaginado e desenhado amorosamente para o bem viver.
Salve os banquinhos da cidade!
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O estômago roncou, Bolsonaro e Guedes estão surdos?
Começam os saques nos supermercados. O primeiro em São Gonçalo-RJ, e podem se espalhar por todo o país. A tensão social aumenta e o governo não funciona.O Brasil já viveu isso, nos anos 1980, durante e depois da ditadura militar, quando quebraram o Brasil, com a carestia levando à hiper-inflação, a crise de abastecimento gravíssimas, espalhando fome e pobreza. Saques se multiplicaram por todo o país.Bolsonaro e Paulo Guedes parecem ideologicamente convencidos de que o mercado vai resolver o problema dos preços dos alimentos. Não demonstram se importar com o esgotamento dos estoques.Nenhuma providência à altura da gravidade da crise foi tomada. Preferem dizer frases marqueteiras, como a que Paulo Guedes disse, que”o preço do arroz subiu porque a vida dos pobres melhorou˜,. Evidentemente, para que a malta inocente de apoiadores do governo, seus robôs, pedalem nas redes sociais e enganem o máximo de pessoas possível.A população de baixa renda ou de renda nenhuma, não consegue mais pagar R$ 40,00, por um pacote de 5 k de arroz, vendido até parcelado, no cartão de crédito. Os estoques de milho e trigo, também estão se esgotando.Segundo o Ministério da Agricultura, quase 90% da produção agrícola no Brasil são de soja e milho, dominada pelas mega-corporações do agronegócio, para exportar e embolsar lucros cavalares, enquanto o dólar continuar subindo aos picos.A agricultura familiar, abandonada à própria sorte, não consegue produzir para atender a demanda interna, principalmente da população pobre.A crise dá os primeiros sinais de agravamento. Saques acontecem no limite extremo da população, para depois, se o governo não tomar providências, o país mergulhar numa convulsão social.Bolsonaro e Guedes demonstram que não conseguem ou não querem tomar medidas sensatas para tirar o país da crise.Essa pedra foi cantada, mas a elite do país preferiu blindá-los e desfrutar da segurança que eles e as forças armadas, policiais, judiciárias, parlamentares, dão ao sucesso dos negócios das grandes corporações nacionais, internacionais, e dos bancos. -
Bilionário dono da Duty Free doa, sem alarde, toda sua fortuna para quem defende causas humanistas.
Bilionário dono da Duty Free doa, sem alarde, toda sua fortuna, sensibiliza outros bilionários e põe na berlinda a hiper-acumulação de capital.No último dia 14, o ex-bilionário Charles Feeney, dono das lojas Duty Free, essas de aeroporto, finalizou, secretamente, a doação de toda sua fortuna. Segundo ele, um sonho antigo, de fazer a doação ainda vivo.Nos últimos dez anos, ele doou US$ 8 bilhões para fundos de assistência social, entidades que atuam em causas como direitos humanos, meio ambiente, para universidades e fundações de pesquisa. Uma das doações foi para Cuba, para o sistema de saúde e pesquisa na área médica.Só para fazer as doações, tfoi preciso criar uma empresa com mais de 300 empregados.Feito isso, mudou-se para um modesto apartamento, alugado, em San Francisco, pois não tem mais imóveis. O apartamento tem. apenas o necessário. Nada de consumismo.Reservou um pouco do dinheiro para despesas do dia a dia, como saúde, transporte e alimentação. Leva uma vida simples, como cidadão comum.Charles Feeney é filho de uma enfermeira e um corretor de seguros. Sempre levou uma vida fora dos padrões dos bilionários. Não ostentava riqueza, fazia refeições em restaurantes populares e dirigia seu próprio carro, também um carro popular.Outros bilionários, como Bill Gates, dono da Microsoft, o megainvestidor Warren Buffett, disseram que gostaram da ideia e que pretendem fazer o mesmo. Gostaria de ver isso acontecer.É cruel a acumulação de capital com a exploração de trabalhadores, com o lucro selvagem, especulação financeira, por bilionários egoístas, insensíveis à condição humana.Eis a raiz da pobreza, do apartheid social, da crise ambiental, da da transformação da vida humana e da natureza em mercadoria.Já pensou se a moda pega? O problema é que gestos como esse são isolados, não conseguem se generalizar e se consolidar como uma mudança radical dos capitalistas. -
Reparem o Cerrado
No auge da seca, quando a umidade do ar cai ao mais baixo nível, arbustos e árvores, antes peladas, brotam, começam a espalhar o verde novinho em folhas.Sem folhas nos galhos, não conseguem respirar direito. Como a natureza é perfeita, a água armazenada nas raizes, para atravessar a intempérie, sobe e faz brotar os narizes delas até chegar as primeiras chuvas. Aí começa o cio da terra.No verão, o tesão aumenta e os namoros e casamentos também.Reparem o cerrado. Vejam o verde brotando em plena seca! -
Os golpes na América Latina e a anexação institucional do Brasil aos Estados Unidos
O Judiciário de Honduras condenou, prendeu injustamente o presidente Manuel Zelaya e o derrubou do governo.O Judiciário do Paraguai derrubou Fernando Lugo com uma acusação e um processo falsos.O Judiciário da Argentina tenta prender a ex-presidente Cristina Kirchner, agora vice-presidente da República.O Judiciário do Equador condenou Rafael Correa a oito anos de prisão. Ele está exilado.O Judiciário da Bolívia impediu candidatura de Evo Morales, depois de um golpe civil-militar.O Judiciário de El Salvador forjou processo e expediu mandado de prisão contra Maurício Funes. Ele está exilado.O Judiciário do Peru também forjou processo contra Alejandro Toledo e ordenou a prisão dele. Também exilado.O Judiciário do Brasil forjou processo contra o ex- presidente Lula, sem provas de nenhuma acusação, condenou e o prendeu, para impedi-lo de se candidatar à presidência da República.Um acordo de cooperação assinado por Fernando Henrique com o governo dos Estados Unidos, na área de segurança, após o atentado de 11 de setembro, abriu os canais para operações conjuntas com órgãos de inteligência dos dois países. Escritórios do FBI e da velha CIA, foram instalados
em consulados no Brasil. Em São Paulo, num escritório de advocacia, foram feitas reuniões da equipe da Lava jato com agentes do FBI e da Agência de Segurança dos Estados Unidos, para avaliar as ações da operação.A PF tem um grupo de policiais cedidos para trabalhar conjuntamente com o FBI.Procuradores também têm protocolos de cooperação assinados com órgãos do governo norte-americano, no âmbito do acordo Brasil-Estados Unidos.A anexação institucional de países do continente latino-americano aos Estados Unidos acontece efetivamente com o treinamento de procuradores, magistrados e policiais federais, nos cursos oferecidos nas academias norte-americanas e depois no trabalho conjunto sob as ordens do império do Norte.Agora os Estados Unidos têm no Brasil um governo pra chamar de seu, que bate continência para sua bandeira, é subserviente e protege os negócios de suas corporações como um cão de guarda.(*) Alguma dúvida? -
Teatro do falso nacionalismo
Até quando os militares brasileiros vão sustentar essa presepada que se diz “nacionalista ” de cantar o hino nacional, bater continência pra bandeira, marchar, se estão a postos para garantir a subordinação aos Estados Unidos e a outras nações centrais, os negócios das corporações multinacionais delas, a entrega das nossas riquezas, nossas empresas estatais de infraestrutura de desenvolvimento como a Petrobras, a Eletrobras, a Embraer, a Base de Alcântara, nossas terras, nossas riquezas da Amazônia}Enquanto isso mamam nas tetas do Estado, com gordos salários e aposentadorias, empregam mulheres, filhos, genros, noras, sem nenhum preparo para o exercício das funções, pagos com dinheiro público, como está acontecendo no governo Bolsonaro. -
O jornalismo ameaçado pela indústria da morte
A extradição de Julian Assange, do site WikiLeaks, para os Estados Unidos, está sendo julgada, em Londres.Assange vive há 10 anos privado de sua liberdade, por ter revelado o que os monstros da indústria da guerra, dos Estados Unidos, formados nas academias da morte, fazem no mundo.Cenas de tortura de crianças, uma delas com uma broca, matanças generalizadas, pelas forças armadas dos Estados Unidos, foram mostradas por Assange, despertando a ira insana de autoridades norte-americanas.A decisão de extradição e provável condenação nos Estados Unidos, por “espionagem”, é um golpe mortal no jornalismo e na liberdade de expressão.Os direitos dos cidadãos, de fazerem jornalismo e de se informar, foram colocados em xeque pelos países que se dizem referência de regime democrático.Viva Julian Assange -
Mais uma vítima do ódio racista de policiais nos Estados Unidos
Daniel Prude, um jovem negro, foi amarrado nu, no meio da rua, perto de Nova York, numa noite gelada, e asfixiado com um capuz de plástico. Sete dias depois ele morreu.As imagens, gravadas pelas câmeras usadas, obrigatoriamente, pelos policiais, foram reveladas agora, mostra o jovem sendo torturado com extrema crueldade.O Movimento pela Supremacia Branca prega abertamente a estúpida vontade de expulsar os negros dos Estados Unidos e arrebatador isso brancos racistas enraizados na escravidão.Impossível olhar o panorama político, social e cultural do país e não perceber que o racismo policial de agora emerge com o ódio ancestral, histórico, dos brancos contra os negros, semeado estrategicamente por Donald Trump.O ódio espalhado pelo Movimento pela Supremacia Branca é o mesmo que alimenta o bolsonarismo no Brasil e no mundo.










