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  • Eles ligaram o aspirador de dinheiro de baixo pra cima

    O paraíso dos banqueiros é aqui.

    É como se tivessem ligado um aspirador de dinheiro de baixo para cima.

    Eles metem a mão no seu bolso quando você vai abastecer o carro, quando compra o gás e quando vai fazer compras no supermercado.

    Banqueiros só ganham. Estavam especulando com dólar e euro. Agora com juros.

    Paulo Guedes, ministro da Economia, banqueiro a serviço dos banqueiros, “aumenta a taxa de juros, para conter a inflação” .

    Os banqueiros compram os títulos públicos, emprestam dinheiro para o governo.

    É o lucro mais garantido do mercado. Eles são liberais no discurso, mas não largam as tetas do Estado.

    Eles estavam tirando dinheiro daqui para botar em paraísos fiscais. Lá fora, não pagam impostos.

    Para o dinheiro sair, tem que virar dólar ou Euro. Muita demanda, o dólar e o euro dispararam.

    O Banco Central vende dólar e Euro no mercado para conter a alta das moedas.

    Os banqueiros tiram o dinheiro dos paraísos fiscais, trazem para comprar dólar e euro na baixa. O dólar e o Euro disparam.

    O petróleo dolarizado, explode o preço dos combustíveis e geram inflação.

    Para conter a inflação, o governo aumenta a taxa de juros.

    Os banqueiros compram títulos públicos, cresce a dívida pública.

    Assim funciona o aspirador, que suga o dinheiro de baixo para cima.

  • Estamos vivendo um delírio narcísico?

    Parece que dormi no caminho e acordei em 2022. Minha antena paranóica deu pau.

    Estou vendo pessoas desfilando, musculosas, tatuadas, biceps avantajados, como aqueles personagens de jogos eletrônicos, corte de cabelo tipo militar, usando calça apertada e sapatos de bicos finos.

    Talvez por ter dormido muito tempo, meu senso estético não dá conta de receber essa expressão da moda como bonita, agradável ao olhar.

    Toda minha vida lutei pela liberdade, pelo direito de escolha. Longe de mim a censura e o tabu.

    Como a coisa é pública, acho que tenho direito de comentar.

    Que fique bem claro, não estou julgando a aparência de ninguém. Estou falando de uma provável deficiência do meu senso estético.

    Meus códigos estéticos devem estar muito atrasados. Quem sabe fiquei careta?

    Ou estamos vivendo um delírio narcísico? O celular seria nosso espelho?

  • A gente precisa deixar de ser refém das ameaças do Encardido.

    Nem devemos pronunciar o nome dele.

    Ele está tremendo de medo. O caminhão dele parou na subida, na altura dos 30%.

    Faltam demônios para empurrar. Vai escorregar ladeira abaixo e se estabacar.

    Ele sabe que já é um derrotado e que junto com os filhos e milicianos vão enfrentar os tribunais.

    O Centrão não empurra caminhão na subida, sem combustível. E ainda correndo risco de virar sucata.

    O povo está fazendo o link entre o golpe que derrubou Dilma, a prisão do Lula, a eleição do Encardido, o preço dos combustíveis, a inflação e o desemprego. A campanha vai se encarregar de tirar a lona do caminhão. O povo vai ver que está carregado de mentiras.

    As mentiras dele não vendem mais. Armas, comunismo, Venezuela, “Luladrão”, e outras, estão mofadas. O que o Encardido tem de novo para apresentar?

    Lula vai ter a maior votação da história do país. Ele vai retomar o projeto de desenvolvimento sustentável com inclusão social, interrompido pelo golpe.

    O mundo está olhando para o Brasil. O mundo conhece Lula e sabe o que fizeram com ele.

    Depois de Mandela é Lula. O maior líder popular do mundo.

    Sem essa de ficar refém das ameaças do Encardido.

  • O STF não pode deixar a espada cair.

    O indulto do Encardido ao miliciano brucutu, é jogada eleitoral.

    Todo indulto tem que ser referendado pelo STF. É lei.

    Há jurisprudência de veto do Supremo a indulto concedido por Temer, por exemplo.

    A lei determina critérios. O presidente da República não pode indultar apenas quem ele quer.

    O STF é última instância de decisão judicial. Ponto.

    A lei, o decreto, a portaria, são feitos pelo Estado. A Constituição é feita pela Nação. A Constituição é soberana e o STF é quem garante a soberania.

    Nenhuma instituição está acima da decisão final do STF.

    Trabalhei na Constituinte. Vi de perto debates memoráveis sobre isso.

    O STF deve revogar o indulto eleitoreiro do brucutu e deveria expedir mandado de prisão imediata a todos aqueles que estão sendo investigados por atacar o Estado Democrático de Direito.

    Essa gente tem que ser enquadrada antes que seja tarde.

    O STF é a instituição mais importante, no momento, que está garantido o que resta de democracia no Brasil.

  • Paz é vida! Arma é morte!

    Instituições democráticas deveriam se juntar numa grande campanha nacional pela paz e pelo desarmamento.

    No plebiscito sobre armas, em 2005, a pergunta era:

    “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”

    Disse “não” 63,94%. E “sim” 36,06%.

    Perdemos para a indústria e para o tráfico internacional de armas.

    Mas, em 2019, a população percebeu o perigo. Numa pesquisa do IBOPE constatou-se que 73% são contra a flexibilização do porte de armas e 26% a favor.

    Bolsonaro armou a campanha eleitoral dele, em 2018, com base no resultado do plebiscito.

    Mesmo com 73% da população contra, Bolsonaro insiste na liberação do uso de armas.

    O tráfico de armas e stands de tiros clandestinos se espalham por todo o país.

  • A desmoralização das Forças Armadas

    O escândalo das compras feitas pelas Forças Armadas brasileiras atravessou fronteiras.

    Está no noticiário mundo afora, como mais uma bizarrice do governo brasileiro.

    Até agora, nenhuma explicação sobre os abusos dos militares com o dinheiro público.

    Apenas o deboche cínico do vice-presidente Amilton Mourão, que disse:

    “Eu não posso usar meu Viagra, pô?”

    Parece que eles assumiram que são uma casta dominante, distante do povo, que vive numa redoma, sem dar nenhuma satisfação ao País.

    A desmoralização das Forças Armadas é a cara do governo Bolsonaro, como se ele tivesse cumprindo o que prometeu: “vim para destruir”.

    Isso acontece enquanto cresce, a índices galopantes, a miséria extrema, a população em situação de rua, o desemprego, a inflação, e a manipulação da população por uma máquina de produção de mentiras sobre a situação do país, bombeada por apoiadores do governo Bolsonaro.

  • Abaixo a exploração!

    Os donos do capital estão com os aspiradores ligados, sugando o dinheiro do povo, desde a base, para o topo da pirâmide social. Com juros escorchantes, dolarização da economia e inflação.

    A perda do valor dos salários está levando os trabalhadores ao bárbaro empobrecimento, a uma situação análoga à escravidão, principalmente os mais vulneráveis.

    A classe patronal reduziu os salários a tal ponto que o ganho mal dá para custear o transporte e a alimentação, diários, da imensa maioria da população.

    Depois do golpe, Michel Temer quebrou os sindicatos com uma lei draconiana, acabou com a contribuição sindical e com outros direitos trabalhistas.

    Não há mais reivindicações salariais nem greves. Mais arrocho salarial, mais lucro para a classe patronal.

    Nenhuma reação. Provavelmente a nova geração nem sabe o que é um sindicato.

    A reforma trabalhista, que tirou direitos históricos garantidos, causou demissões em massa e recontratações com redução abusiva dos salários.

    Além disso, os trabalhadores enfrentam a inflação, os preços dolarizados, dos combustíveis e dos produtos de supermercados.

    Os preços estão nas alturas por conta das exportações de alimentos e de outras commodities, também comercializadas em dólar.

    Desonestamente, estão demonizando e responsabilizando a Petrobras, pelos elevados preços dos combustíveis.

    Não dizem que o motivo dos altos custos dos combustíveis é a paridade com os preços internacionais do petróleo.

    Mais o pagamento dos dividendos aos gringos, bilionários, que compraram ações da Petrobras, no processo de privatização gradual da empresa.

    Os trabalhadores ganham seus míseros salários em Real e vão ao supermercado comprar produtos dolarizados, como bois indo para o abatedouro. Nenhuma reação.

  • Estados Unidos e Europa tremem diante da decisão da Arábia Saudita de comercializar petróleo em Yuan

    Viu que a Arábia Saudita vai  passar a vender petróleo para a China em yuan? Essa estratégia do governo chinês já havia sido cantada há alguns anos.

    Já imaginou o pânico dos Estados Unidos e de outros países ocidentais diante disso?

    Iran e outros países do Oriente Médio estão na fila para entrar no bloco de exportadores de petróleo que podem aderir à moeda chinesa.

    Depois da guerra do Oriente Médio, em 1971, foi criada a OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo e o Petrodólar, uma moeda adotada para comercialização do petróleo.

    A Petrodólar dá lastro ao dólar. A adoção do Yuan nas vendas para a China é uma ameaça ao dólar.

    Outro passo decisivo que a China pode dar é querer o Yuan no comércio com os países membros da OMC – Organização Mundial do Comércio, da qual ela faz parte.

    Todos os países membros da OMC comercializam seus produtos em dólar. Essas duas investidas da China coloca o Dólar em xeque.

    O Jornal Nacional, no calor da guerra, deu uma matéria sintomática sobre a corrida para ouro, no mundo, como alternativa à instabilidade monetária.

    Até os garimpos ilegais na Amazônia estão sendo atingidos. Milicianos, muitos oriundos do Rio de Janeiro, estão se instalando na região e tomando os garimpos.

    O tráfico internacional de armas abastece os grupos com armamentos pesados. As armas entram pelas fronteiras do norte.

    Imagina os Estados Unidos vendo essa movimentação da China e as mudanças geopolíticas e econômicas no mundo .

    Putin está dizendo não ao aliciamento dos países da federação russa para que façam parte da OTAN.

    A pressão dos Estados Unidos e de países da Europa via Ucrânia e outros da região, aparentemente é para conter os avanços da Rússia e da China na consolidação do projeto da Nova Rota da Seda, que prevê a criação do mercado Euro-asiático. 

    O negócio da China é comércio. A população chinesa é de 1 bilhão e 500 milhões de habitantes. Já os países membros da União Europeia, 447.7 milhões. Os Estados Unidos, 393 milhões. A hegemonia populacional da China é uma realidade. 

    Os Estados Unidos e a Europa estão perdendo empresas de alto nível tecnológico para a China.

    Além disso, China está investindo US$ 1 trilhão e 400 bilhões de dólares em ciência, tecnologia e inovação. Em 2025 está projetado US$ 2 trilhões.

    As universidades estão bombando. O posto de maior potências tecnológicas do mundo está garantido.

    Nova onda de produtos chineses chegará nos portos do Ocidente. Um abalo sem precedentes na economia ocidental está previsto, com consequências imprevisíveis.

    O primeiro-ministro, Xi Jimping, está jogando xadrez no tabuleiro do mundo com uma habilidade política impressionante.

    Será que vai rolar um xeque-mate contra Estados Unidos e Europa?

    O comércio de petróleo em Yuan é mais um fator de peso para entender a guerra Rússia/Ucrânia. A dependência dos Estados Unidos e da Europa, do petróleo e do gás, põe em xeque a indústria mecânica do Ocidente, principalmente a indústria automobilística. 

  • Quem paga a conta das privatizações é o povo

    A imprensa oligárquica esconde o motivo pelo qual o Brasil se tornou tão dependente da importação dos fertilizantes russos.

    Logo depois do golpe que derrubou Dilma, Michel Temer privatizou as quatro fábricas de fertilizantes da Petrobras. Vendeu para a empresa Acron, da Rússia.

    A imprensa oligárquica não diz que o golpe foi dado para entregar o petróleo do pré-sal às petroleiras estrangeiras, entre outras entregas, como a dos fertilizantes, aos bilionários internacionais das nações centrais.

    Movido pela sanha privatista dos governos neoliberais, o Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do mundo, abriu mão de empresas estratégicas para a produção agrícola e de petróleo.

    Agora, fazendeiros e empresas do agronegócio, que apoiam incondicionalmente Bolsonaro, estão vendo seus negócios derreterem com prejuízos imensos.

    Não bastasse isso, a China, que comprava 70% das exportações brasileiras, cortou 40%. E não foi por causa da guerra.

    O mesmo estão fazendo com o petróleo. Fatiando a Petrobras, vendendo para os gringos das nações centrais. Quando abastecem seus carros com o preço dos combustíveis dolarizados, o povo está pagando dividendos aos bilionários estrangeiros, acionistas. No supermercado também. O valor pago na compra dos combustíveis está sendo repassado para o preço dos produtos do supermercado.

    O preço do golpe, das privatizações, chegou para todo mundo, menos para os bilionários. Esses nunca perdem. Só ganham.

    Como se eles, banqueiros e acionistas empresariais, do topo da pirâmide social, tivessem aspiradores ligados, sugando o dinheiro da população das classes média e da base da pirâmide.

    Assim funciona a acumulação no capitalismo predador e a geração da pobreza. Assim funciona as privatizações.

    (*) Fábricas de fertilizantes vendidas: Camaçari (BA), Laranjeira (SE) e Três Lagoas-MS.

  • A América Latina na Nova Rota da Seda

    O maior problema da China, hoje, é proteína, para alimentar 1 bilhão e 400 milhões de chineses.

    Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai foram escolhidos como fornecedores, em 2001, numa reunião do governo chinês onde se discutiu segurança alimentar.

    Rússia também é dependente de importação de proteína.

    O presidente da Argentina, Alberto Fernández, resolveu agir. Partiu para negociações.

    Esteve com Putin e disse que está no movimento de soberania e autonomia em relação aos Estados Unidos.

    Selou acordo com a China, para o ingresso oficial da Argentina na Nova Rota da Seda.

    O acordo que prevê investimentos de US$ 23 bilhões de dólares na Argentina.

    No acordo, entrou a construção da terceira usina nuclear argentina, Atucha III, num total de US$ 8 bilhões de dólares.

    Ao todo, a China já assinou acordos relacionados à Nova Rota da Seda com 150 países, principalmente na Ásia e na África.

    Estão sendo investidos trilhões de dólares em projetos de infraestrutura, energia e transporte em vários cantos do mundo.

    Em países da União Europeia a China investe na duplicação de portos, aeroportos, ferrovias, estrada, na perspectiva de construção do mercado Euroasiático.

    Na América Latina, começou pela América Central e Caribe, e América do Sul.

    Já entraram para a Nova Rota da Seda: Panamá, Costa Rica, El Salvador, Trinidade e Tobago, Dominica, Granada, Antigua e Barbuda, República Dominicana, Barbados, Jamaica, Cuba, Suriname, Bolívia, Guiana, Venezuela, Uruguai, Chile, Equador e Peru.

    Governos da América Latina estão se alinhando geopolíticamente e soberanamente para consolidação do Mercosul. A onda vem forte.