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  • “Jesus é meu salvador e Trump, meu presidente”

    “Jesus é meu Salvador e Trump é meu presidente” é uma das palavras de ordem de integrantes do movimento racista e violento “Supremacia Branca” nas eleições nos Estados Unidos.
    Essa manchete está estampada na capa do Jornal El País, edição em espanhol, acompanhada da foto de um ex-militar, fanático evangélico,  empunhando um fuzil.
    Parece que o país já vive o prenúncio de uma guerra santa, como vivem outros países de repúblicas teocráticas, fundamentalistas, combatidas pelos próprios Estados Unidos.
    Tudo a ver com as previsões bíblicas de que surgiria do inferno e apareceria no mundo, camufladas, as “bestas do apocalipse” travestidas de “homens de bem”, para assumirem o pastoreio dos rebanhos, de forma enganosa, dissimulada, pregando e agindo contra o que Jesus ensinou.
    Segundo as investigações divulgadas amplamente, a pastora Flordelis, denunciada como devassa e assassina, o bispo Everaldo, preso por colocar a igreja dele para lavar dinheiro (cerca de R$ 6 milhões) da corrupção, na prefeitura do Rio de Janeiro, governada pelo bispo Marcelo Crivella, são exemplos do que acontece no reino das “Bestas do Apocalipse”.
    E tantos outros escândalos que non los puedo contar.
  • Fim das Forças Armadas no mundo e transferência dos recursos para a Educação e erradicação da pobreza

    Alexandre Manfrini – Divulgação

    Defendo o fim das Forças Armadas em todo o mundo e que os trilhões de dólares gastos nessas medievais instituições sejam investidos em educação pública de qualidade, laica, acessível, da creche à universidade, e na erradicação da pobreza e da fome.

    A Costa Rica já fez isso, lá não existe mais Forças Armadas. Depois da extinção, o país virou outro, é chamado de “Suiça do América Central”.
    O mundo gastou US$ 1,73 trilhão com Forças Armadas, em 2019. Somente os Estados Unidos gastaram US$ 684,6 bilhões, 39% do valor global, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos
    Essa ideia poderia ser transformada numa bandeira utópica mundial para ser chacoalhada no pós pandemia.. Articular um pacto de desarmamento gradual e a transferência dos recursos para os investimentos. O “Novo Normal”poderia ser um mundo sem forças armadas.
    Nos acostumamos com a presença das Forças Armadas como se fizessem parte naturalmente do cenário do mundo moderno,  esquecemos que são um entulho medieval, uma aberração, que não cabem mais no Século XXI. Precisamos avançar no processo civilizatório.
    Para existirem como categoria, os militares precisam de armas e inimigos. Se não têm, inventam, criam conflitos. Há uma poderosa indústria de armas por trás disso que quer vender armas, cada vez mais destruidoras.
     
    No Brasil, os inimigos da vez, agora, são os professores.
     
    O General Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, por exemplo, compartilhou um post agressivo, acusando a categoria de professores, em tom pejorativo, de maconheira, num momento de homenagens pela passagem do Dia do Professor. Coisa de gente sem educação.
     
    O mundo precisa acabar com as academias de formação de assassinos. Militarismo é adestramento, prepara gente para guerras, para matar, para fuzilar outro ser humano, jogar bombas sobre cidades, destruir vidas humanas. A humanidade precisa  superar isso.
     
    Não existe militarismo sem a indústria da morte, que movimenta trilhões de dólares em ações nas bolsas. Os Estados Unidos são quem mais gastam com armas, tropas e guerras.
     
    General Heleno é aquele poço de ódio que, quando fala, parece destilar um líquido verde no canto da boca.
     
    Já escrevi um artigo com o título “Militarismo e Religião são duas bolas de ferro amarradas nos pés da humanidade”, que discute esse assunto. Tornou-se tabu, como se fosse proibido tocar nesse assunto.
     
    Vou escrever uma proposta bem fundamentada sobre o fim das forças armadas e a destinação dos recursos para a Educação, erradicação da pobreza e da fome no mundo.
    Eis uma utopia,  para a pauta de debate do “Novo Normal” pós pandemia.
  • Uma das maiores fake news da história do Brasil fez 65 anos.

    Carlos Lacerda – 1955

     

     

     

    Há um mês, uma das maiores fake news da história do Brasil fez 65 anos.

     

    Dia 16 de setembro de 1955, o então deputado Carlos Lacerda leu, num programa de TV, um documento político falso, intitulado “Carta Brandi”, com acusações gravíssimas contra João Goulart.

     

     

    No dia seguinte, o jornal O Globo e a Tribuna da Imprensa, que faziam parte da conspiração, publicaram a tal carta na primeira página.

     

     

    De posse da tal carta, Lacerda acusou Goulart de corrupção e de estar articulando com Juan Domingos Perón, então presidente da Argentina, um movimento armado, de operários rebelados, para instalar uma “República Sindicalista” no Brasil.

     

     

    A carta, supostamente dirigida a João Goulart, era timbrada como se fosse da presidência da Câmara de Corrientes, cidade argentina vizinha a Uruguaiana/RS, e assinada pelo deputado argentino Antonio Jesús Brandi

     

    Um inquérito policial-militar, instaurado em outubro do mesmo ano, comprovou tratar-se de um documento apócrifo, forjado por falsários argentinos para ser vendido aos opositores de Goulart.

     

     

    João Goulart era ministro do Trabalho do governo Getúlio Vargas, e era candidato a Vice na chapa de Juscelino Kubitschek. O documento era parte da armação para impedir a posse de Juscelino.

     

     

    Enquanto no Congresso o caldeirão do golpe fervia, com Carlos Lacerda fazendo a festa com suas denúncias falsas, na caserna os militares golpistas, comandados por agentes da CIA, no Brasil, preparavam o golpe civil militar consumado em 1964.

     

     

    Os documentos que comprovam a participação dos Estados Unidos no golpe civil militar, no Brasil, estão registrados nos arquivos da história dos próprios Estados Unidos.

  • Jair Bolsonaro botou um pé no STF e outro no Congresso, pra canoa não virar.

    Maia, Bolsonaro, Alcolumbrre e Toffoli
    Mesmo com um governo sem projeto estratégico para enfrentar a gigantesca crise, comprovadamente sem condições mínimas de governar, de dirigir o barco, STF e Congresso estende tapete vermelho para Jair Bolsonaro, depois das ameaças de golpe.
    O governo não funciona. É uma enganação. Militares ineptos, parentes e aderentes ocuparam os cargos no governo, na chamada boquinha.
    O combustível, é a mentira, massificada numa gigantesca máquina de produção de fake news para redes sociais. Falsas igrejas evangélicas são usadas abusivamente contra vulneráveis, nos cultos de finais de semana e nas suas rádios e TVs.
    No final deste ano encerra o prazo de dois anos para cassação da chapa Bolsonaro-Mourão, por crime eleitoral.
    O ministro Luiz Roberto Barroso preside o TSE, tem todas as provas do crime eleitoral, por uso de fake news impulsionadas por empresas na campanha eleitoral de Jair Bolsonaro.
    O ministro Alexandre de Moraes, do STF, também tem as provas do uso de fake news na campanha eleitoral de Jair Bolsonaro, compartilhadas pelo TSE, para formação do processo contra os filhos do presidente e o grupo do chamado “Gabinete do Ódio”.
    O que não faltam são provas para cassar a chapa e prender os criminosos que espalham fake news.
    A história foi encerrada com um demorado abraço de Dias Toffoli em Bolsonaro, no jantar oferecido ao presidente, a Rodrigo Maia e Alcolumbre.
    Pois é, não acabou em pizza, mas numa noitada de vinhos e um saboroso cardápio.
  • O governo Bolsonaro não tem projeto estratégico para tirar o país da crise nem rede de proteção social

     

    Quem viajou para cidades pequenas, próximas de Brasília, viu muitos outdoors de Bolsonaro  espalhados pelas estradas, com exaltação a ele e a seu governo.

    Soube que isso está sendo feito em todo o país e que os outdoors são bancados por empresários, principalmente do agronegócio, e grandes comerciantes, para influenciar nas eleições municipais e nas futuras eleições em 2022.

    O desespero é grande, eles sabem o que os aguarda mais adiante. A realidade vai bater na porta e o governo vai perceber que as ideias de Paulo Guedes são superadas, e que o mercado não é panacéia para resolver o agravamento da crise do país, que atinge de forma cruel os de baixo.

    A fuga histórica de capitais das bolsas nos últimos meses  é o sintoma mais evidente da tragédia econômica e social que se avizinha.

    O governo não funciona, é titubeante, está imobilizado pelo liame ideológico neoliberal de Paulo Guedes. O Brasil está vivendo, talvez, a maior crise econômica de sua história e o governo não têm um projeto estratégico para tirar o país da crise nem gente capaz de liderar o debate.

    Até agora, apenas balões de ensaio e muitas  entrevistas coletivas sem que nenhum plano estratégico tenha sido apresentado. Apenas o programa Renda Cidadã, que veio na esteira do Auxílio Emergência, mas nem isso se efetivou porque Paulo Guedes e Bolsonaro, e seus convertidos ao neoliberalismo ortodoxo,  admitem mexer no teto de gastos, a herança maldita deixada por Michel Temer.

    A tragédia ambiental instigada pelo próprio governo, com flagrantes criminosos  de fazendeiros ateando fogo nas reservas e parques na Amazônia, no Pantanal e noutras regiões do país, madeireiras vendendo a floresta em toras, garimpos em terras indígenas, expôs ao país e ao mundo a estupidez do governo  e de seus aliados, com consequências danosas na política externa do país.

    Por outro lado, atrelar o Brasil incondicionalmente aos Estados Unidos governado por Donald Trump, de forma subalterna aos interesses econômicos e políticos do governo  norte-americano, em disputa hegemônica com a China e a  Rússia, certamente terá também consequências imprevisíveis com a possível derrota de Trump nas eleições deste ano.

    Não há mais dúvida de que Bolsonaro foi eleito  para garantir  negócios de bancos, das mega corporações nacionais e transnacionais, como gerente de interesses externos. Bolsonaro e Paulo Guedes se apressam para a entregar as 17 empresas estatais, entre elas a Petrobras e a Eletrobrás, empresas estratégicas para o desenvolvimento do país.

    Às exportações de produtos do agronegócio estão batendo recordes de volume e de lucro, por causa do dólar nas alturas, elevado pela fuga de capitais,  e inflacionando o mercado interno.

    Mas os preços nos supermercados também disparam, principalmente da cesta básica, (arroz, óleo, massas, carne, ovos e outros produtos).  Estão trazendo de volta à inflação, mas para os pobres, que é quem mais sofre com os elevados preços dos produtos de primeira necessidade.

    A situação é tão grave que o mundo foi surpreendido com a  recomendação do Fundo Monetário Internacional (FMI) para que os governos providenciem investimentos públicos para construir a saída da crise.

    Quem diria! O FMI foi o algoz dos governos que usavam o Estado como indutor do desenvolvimento, nas últimas décadas. Para conseguir empréstimos do Fundo teriam que entregar empresas estatais. Até reservas de petróleo, como aconteceu com o México nos anos 90, na grande crise financeira mundial.

    O próprio mercado sabe que não têm governo para enfrentar a crise. Por isso retira os investimentos daqui para aplicar em países de governos confiáveis. O fato de não ter um projeto estratégico para tirar o pais da crise e o imobilismo do governo é a causa da incerteza e da retirada de investimentos das bolsas.

    A propaganda, por mais massificada que seja, certamente não dará conta de segurar o baque na economia nem na tragédia social prevista .

     

  • Lennon, que cantava a paz e o amor, foi assassinado pelo ódio religioso.

    Hoje é aniversário de John Winston Lennon. Ele faria 80 anos.
    Nasceu em Liverpool, Inglaterra, em 09/10/1940, e morreu nos braços de sua amada Yoko Ono, ensanguentado, vazado por cinco tiros, a queima roupa, disparados por Mark David Chapmann, um fanático evangélico, quando chegava em casa, em New York, às 11 horas da noite, do dia 08/12/1980.
    Em outubro de 1980, Chapmann saiu de sua casa no Hawai e foi a New York para matar Lennon. Misturou-se aos fãs, na porta do estúdio, onde Lennon se preparava para gravar o álbum Double Fantasy, mas desistiu.

    O ódio a Lennon começou num evento chamado “Renascer em Cristo”, quando as músicas e as declarações de Lennon sobre Deus e a religião foram julgadas e condenadas pelos evangélicos como blasfêmia.

    Mark Chapmann pegou prisão perpétua, com direito à liberdade condicional a partir do ano 2000, mas todas as tentativas de relaxar a prisão foram rejeitadas.
    Aqui, pastores semeiam o ódio e multiplicam os fanáticos. O pastor e deputado federal Marco Feliciano disse, num vídeo, que Deus matou John Lennon. Imagine os cordeiros, vulneráveis à manipulação de pastores de falsas igrejas como ele.
    Mas o amor e a pulsão de vida são mais fortes do que a pulsão de morte. O sonho não acabou.
    Venceremos os caretas!
  • Sérgio Moro: de cereja do bolo do governo Bolsonaro ao impiedoso descarte

    Sérgio Moro fugiu da verdade nua.
    Certamente num delírio narcísico, se entregou à volúpia de achar que tinha o Brasil a seus pés. Pediu até demissão do cargo de juiz. Achou que seria presidente da República num estalar de dedos.
    Aceitou ser ministro de Bolsonaro como cereja do governo. Não entendeu que no governo não cabia dois candidatos à presidência da República. Acabou se demitindo, numa cena humilhante.
    Com a demissão, tentou fazer de Bolsonaro guindaste para alçar sua candidatura, mas a imprensa do poder econômico, que usou e abusou dele e da Lava-jato para tentar destruir o PT e o ex-presidente Lula,  deixou-o no relento, como um cão depois da caça, abandonado pelos caçadores.
    Descartado, Moro vai morar nos Estados Unidos exatamente no momento em que processos contra o ex-presidente Lula estão sendo arquivados por falta de provas.
    Não só isso, a ação de suspeição contra ele, quando juiz da Lava-jato, deve ir  para as mãos  do futuro ministro do STF,  Kassio Nunes,  que se diz garantista.  Bolsonaro,  que é um pote até aqui de mágoas,  causa dúvidas e calafrios em Moro, sobre o que espera por ele no STF. Isso pode ter feito com que ele apressasse  a arrumação das malas para sair do país.
    Deltran Dallagnoll também saiu de fininho,  alegando problemas familiares. Mas não é apenas por esse motivo. Ele desapareceu da mídia porque o serviço que era para ele e outros capatazes da Lava-jato  fazerem para a Casa Grande acabou.
    Os processos forjados,  Power Point exposto numa coletiva à imprensa, acusando o PT de ser uma organização criminosa e o ex-presidente Lula “chefe da organização”,  com base em “convicções ” pessoais, como ele disse, a prisão do ex-presidente Lula e o impedimento dele ser candidato à presidência da República, foi o ápice da tarefa dos integrantes da Lava-jato. Queiram ou não, esses episódios já estão afixados na parede da história do Brasil.
    Os processos contra Dallagnoll se avolumam e ele pode sofrer um revés, por formular denúncias contra inocentes, sem provas, e imputar crimes com base em “convicções” pessoais.
    Os processos, antes no âmbito do Conselho Nacional do Ministério Público, que mais parece um departamento de defesa corporativa dos procuradores, estão sendo abertos em instâncias do judiciário.
    O procurador Carlos Fernando, o fanfarrão, que acusou o PT de querer acabar com a Lava-jato e viu Bolsonaro dizer, com toda pompa, que ele  acabou com a Lava-jato, também sumiu, se aposentou, não é mais nada na vida pública.
    Enfim, todos sofrem agora do mesmo infortúnio: o descarte, o caminho para o ostracismo.  O poder econômico é cruel. Usa descarta e segue em frente cuidando dos negócios das suas corporações nacionais e transnacionais.
    Uma lição para quem vende a alma ao diabo.
  • Aquele abraço!

     
     
     
     
    De lupa em punho, vejo as formigas enfileiradas, chegando em casa.
    A expedição foi penosa, para conseguir víveres.
     
    A aranha, na porta do buraco, tão pequena, esmagaria com o dedo mindinho,  mas preferi deixar a pernuda viva.
     
     
    Na espreita, ela escolhia uma das formigas para o abraço fatal. Alguns passos para trás, uma dentada demorada, um esperneio, e a vítima é  deixada no chão.
     
     
    Novamente, passos à frente, para perto da fileira de formigas, puxa outra, outro abraço, e a cena se repete, fazendo sua refeição, até se fartar.
     
     
    Quem já viu formigas num laboratório sabe das pernas peludas que têm. Engolir uma inteira deve arranhar a garganta. Pode ser que a aranha saiba exatamente onde as formigas carregam o néctar sugado das flores e vai no ponto certo.
     
     
    Os cadáveres de formigas espalhados pela teia, na porta do buraco, lembram um campo de batalha, depois de um confronto sangrento.
     
     
     
    Quando a aranha me percebeu, como testemunha ocular do acontecimento, recolheu-se à toca e não saiu mais de casa. Deve ter ido tirar uma soneca, depois do almoço.
  • Os crimes ambientais e a certeza da impunidade

    A ministra Rosa Weber mantém na gaveta o pedido de impeachment de Ricardo Salles, enquanto os criminosos ateiam fogo no país e a fumaça se espalha pelos céus do planeta.
    A degradação institucional do país tem raízes no golpe de Estado. Os crimes ambientais estão expostos no berço da ilegalidade,  a céu aberto, para o mundo ver. 
    A certeza da impunidade é a principal causa das queimadas e de outros crimes ambientais no Brasil. Apenas 5% das multas anuais foram executadas. Cheira a conluio, crime organizado.
    O ministro Ricardo Salles criou, no ano passado, a “mesa de conciliação de multas”, para negociar com os criminosos. Com o perdão das multas, eles ganharam força.  
    Com as declarações de Jair Bolsonaro e Ricardo Salles contra as leis ambientais, mais o desmonte dos órgãos de fiscalização (IBAMA, ICMBio e outros), as mentiras ditas pelo presidente na ONU, os criminosos têm a certeza da impunidade. Eles sabem que o governo está do lado deles.
    O judiciário, salvo raras excessões, foi o esteio do golpe de Estado no Brasil. Em outros países da América Latina também.
     
     
    O STF arquivou o recurso contra o impeachment criminoso de Dilma, Sérgio Moro condenou Lula sem provas, prendeu e o impediu de ser candidato. Em última instância, o judiciário é o responsável pela eleição de Jair Bolsonaro e pela ilegalidade que solapa institucionalmente o país.
    Com o ativismo político, a justiça foi deixada de lado. Não fosse isso, possivelmente Ricardo Salles estaria preso por atentar contra a Constituição, as leis ambientais, contra os órgãos ambientais, e por usar órgãos do Estado para permitir a impunidade e a prática de crimes, como foi o caso das decisões do CONAMA.
    Tudo isso com as forças armadas na “manutenção da lei e da ordem” capitalista, forças judiciárias,  policiais, dando proteção aos negócios das corporações, dos bancos nacionais e multinacionais, que têm suas ações girando a todo vapor nas bolsas, nos maiores centros financeiros do mundo, fazendo a festa dos bilionários do agribusiness, das mineradoras e de outros ramos de atividade.
    A impunidade é filha do golpe de Estado.
  • O que será da Mafalda sem Quino?

    O que será da Mafalda sem Quino?
    Não só ela, mas Monolito, Filipe, Guille… Também vão morrer?
    Ela é uma senhora de 56 anos, nasceu como peça publicitária, rejeitada pela agência que a encomendou.
    Mas teve um pai amoroso que cuidou dela, deu-lhe vida e liberdade para ser quem ela é no mundo.
    É uma menina inteligente, atrevida, ama os Beatles, a democracia, a paz, e defende os direitos das crianças.
    Odeia sopa e armas. Sopa é uma alusão aos militares e a tudo que a indústria da morte inventa.
    Como viver órfã do Quino no mundo de hoje, tão decadente, sem protestar, que é o que mais fez na vida, na defesa da liberdade e da justiça?
    Alivia saber que a essência é eterna, como a de tantas personas que continuam caminhando com a humanidade na longa estrada da vida na galáxia.
    As pessoas não morrem. Ficam encantadas. Já dizia Guimarães Rosa.
    Vida eterna pra Quino, Mafalda, Monolito, Filipe e Guille!