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  • Militar de farda não bate continência para militar de pijama.

    A cúpula da ativa virou as costas para Jair Bolsonaro. Ele sentiu o abandono e o baque da instalação da CPI do Genocídio. Está só, apenas com suas bravatas.

    Até a equipe econômica de Paulo Guedes, seu porto seguro, está se desfazendo. Técnicos estão pedindo demissão, antes que a casa de vidro caia. O que será dele sem Paulo Guedes?

    A CPI convoca o governo  para depor diante das câmeras. Será despido peça por peça, para todo o mundo ver. Em menos de dois meses o governo estará desmascarado, liquidado.

    Já que não conta com apoio da cúpula dos oficiais da ativa, Bolsonaro recorre até ao Clube Militar, uma casa de egressos senis da ditadura, para pedir pelo menos uma nota de apoio. Ganhou uma daquelas típicas da caserna. Uma pregação a esmo.  O pouco que lhe restou.

    Bolsonaro sabe que a CPI é o abismo, que seus crimes o colocaram na marca do descarte, que ele está pendurado no Centrão, e  que o Centrão o abandanorá num estalar de dedos, quando as pesquisas de opinião apontarem queda de apoio popular abaixo de 20%. É tradição da Casa. Aí vem o pior pra ele: o impeachment.

    Ele sabe que sua cabeça está encomendada, que ele e sua equipe não têm condições mínimas para enfrentar a grave crise econômica, social e política do país.

    Em Brasília já se fala em Mourão, com ampla reforma ministerial. Trocaria Damares, Ricardo Salles e outros furúnculos do governo, por uma equipe de profissionais da “direita perfumada”, para “salvar o projeto neoliberal,” alinhar com o governo Biden, criar novo ambiente para as eleições e construir um candidato.  É isso que tem vazado das paredes da Praça dos Três Poderes e da Faria Lima, em São Paulo.

    Até o homem do posto ipiranga, que anda na contramão da história, seria demitido, trocado por um perfil Armínio Fraga, André Lara Rezende, mais alinhado com o que tem defendido o FMI e outras agências internacionais, de ampliação dos investimentos pelo Estado, para enfrentar a grave crise econômica. Pelo menos que possa recuperar o diálogo internacional e tirar o país do isolamento.

    Em posição oposta ao que defende o fundamentalista Paulo Guedes, Joe Biden vai ao Congresso dos Estados Unidos anunciar um pacote de U$ 1,8 trilhão de investimentos de recursos públicos, com prioridade na Educação, e aumento de impostos para os americanos mais ricos.

    Aqui, ninguém aguenta mais o preço da gasolina, do querosene, do óleo diesel; teto de gastos com cortes de recursos até da saúde, em plena pandemia; inflação e dólar nas alturas; fuga de capitais, queima de reservas; em plena crise, o país vê minguar investimentos públicos e privados. Ou seja, não dá mais.

    Os prejuízos das grandes empresas com a queda do valor das ações nas bolsas são imensos. O governo não tem um plano para tirar o país da crise nem dialoga com o empresariado, muito menos com os trabalhadores, que são os que produzem.

    Agora chegou a conta do negacionismo, da omissão e da sabotagem das ações dos profissionais de saúde no combate à pandemia. O vírus se alastrou, chegou à elite, e já matou mais de 400 mil pessoas. A economia afunda, o desemprego estrutural cresce e a fome se alastra.

    O tal “mercado”, que Bolsonaro tanto defende, aparentemente sem saber ao menos o que é,  é cruel. Usa e descarta como qualquer produto.

    O desastre nacional causado pelo governo transbordou as fronteiras do país, ameaça o mundo. O Brasil está isolado e Bolsonaro também.

    Finalmente forma-se o consenso, na maioria das autoridades, de que o governo tem que ser investigado, os responsáveis penalizados e Bolsonaro demitido.

  • Cheiro de renúncia na Praça dos Três Poderes

    Jair Bolsonaro diz que está com problema de saúde, decorrente da tal facada que levou no início da campanha, em 2018, e que terá que se submeter à quinta cirurgia. Será isso verdade ou mais uma mentira?

    Ele disse isso no mesmo dia em que foi anunciada a instalação da CPI do Genocídio;

    da determinação da ministra Cármem Lúcia, do STF, ao presidente da Câmara, Arthur Lira, para que em cinco dias responda qual o motivo do não acolhimento dos pedidos de impeatchment de Jair  Bolsonaro;

    e da decisão do STF que torna Moro suspeito, anula todos os processos contra o ex-presidente Lula e devolve a ele os direitos políticos para que possa se candidatar à presidência da República.

    Jair Bolsonaro sentiu o cerco se fechar e se aproximar muito da zona de descarte. A CPI em, no máximo, dois meses desconstrói o governo e o “mito” Bolsonaro. Ele sabe disso.

    A renúncia preserva os direitos políticos dele, o habilita para concorrer à presidência da República e a cargos eletivos que lhe proporcionem imunidade parlamentar como, por exemplo, a senador ou a deputado federal.

    Isso seria o último recurso para evitar a imediata cassação e a prisão, caso os delitos levem a sentenças extremas.

  • Ministro do STJ pevê busca e apreensão nas residências de procuradores da Lava-jato

    Pelo andar da carruagem, em breve podemos ver, na TV, os procuradores Deltan Dallagnol, Diogo Castor de Mattos, Januário Paludo e Orlando Martello Júnior, quem sabe, sendo conduzidos, coercitivamente, num camburão da PF, para prestar depoimentos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre crimes da Lava-jato.
    A ministra Rosa Weber, do STF, negou Habeas Corpus dos procuradores, que pediam a suspensão das investigações abertas pelo ministro Humberto Martins, do STJ, sobre possíveis crimes dos procuradores no âmbito da operação.
    Humberto Martins está com os arquivos da Operação Spoofing recheados de diálogos bárbaros entre procuradores, delegados e policiais da PF, e o ex-juiz Sérgio Moro.
    Segundo informações de O Globo, o ministro disse a pessoas do seu convívio que a operação prevê busca e apreensão nas residências e escritórios dos “semideuses”.
    Já pensou um pedido de prisão preventiva deles, com cenas combinadas com a imprensa, do mesmo jeito daquelas produzidas pela Lava-jato?
    Deve ser um espetáculo horroroso!
    Mas não gostaria que fosse assim. Justiça não é vingança. Eles precisam aprender isso. A lei deve ser respeitada.
    Gostaria que eles recebessem as sentenças, depois de um julgamento justo, na medida dos crimes que cometeram.
    Que paguem pelos danos causados às vidas das pessoas, pelas prisões com base em processos forjados, sem provas, como a do ex-presidente Lula.
  • Faz falta uma lei que interdite um presidente, por problemas de saúde mental

     

     

     

    As entidades de profissionais de saúde mental deviam  se manifestar sobre as anormalidades psíquicas, mentais e cognitivas de Jair Bolsonaro.
    Nos Estados Unidos, a 25a Emenda permite afastar um presidente considerado incapaz.
    Quem decide se a 25a Emenda pode ser aplicada é o gabinete do próprio presidente. O vice e maioria dos ministros  de Estado submetem uma declaração ao Congresso  de que o chefe do Executivo está incapacitado para o exercício da presidência da República. O afastamento só pode ser efetivado se 2/3 da Câmara e do Senado decidirem pelo afastamento.
    Segundo estudo de Marvin Swartz, professor do Departamento de Psiquiatria da Universidade Duke, quase metade dos presidentes dos Estados Unidos tinha algum problema mental.
    O pesquisa foi realizada com base nas biografias dos presidentes.
    Os profissionais de saúde mental podem alegar a questão da distância do paciente para se fazer um diagnóstico preciso do provável transtorno.
    Mas, com tantas evidências, seria necessário um exame de corpo presente?
  • O Brasil refém dos estúpidos

     

     

     

     

    O Brasil está preso por fios legais muito frágeis, refém dos estúpidos, dos marginais da sociedade cidadã, inimigos da democracia.

     

     

     

     

    As conhecidas instituições que se juntaram para garantir o golpe que derrubou a presidenta Dilma, e depois ajudou a eleger Bolsonaro, deixaram o país em escombros.

     

     

     

     

     

    Bolsonaro semeia o caos em plena pandemia com seu negacionismo, sabota a desesperada luta de cientistas, de profissionais de saúde, que atuam na linha de frente de combate ao vírus, na salvação de vidas.

     

     

     

     

    Parece apostar no caos para justificar o rompimento definitivo com “a lei e a ordem”, chefiar bandos armados e instaurar a ilegalidade.

     

  • Uma CPI acaba com um governo em menos de dois meses.

     

     

     

     

     

    Quando a elite econômica decide derrubar um governo os parlamentares instalam uma CPI.

     

     

    Os investigados são colocados diante das câmeras para depor e, como num porão de tortura, vão arrancando tudo que querem. Em no máximo dois meses o governo está liquidado.

     

     

    Isso quando não surge de repente no cenário político um dossiê revelando tenebrosas transações ou casos de alcova, do alvo escolhido.

     

     

    Esse método é muito usado pela CIA, quando quer descartar alguém que lhe serviu.

     

     

    O movimento no Senado para instalar a CPI da Pandemia ganhou força depois que Bolsonaro foi ao Ceará e fez seu drama de horror.

     

     

    No discurso ele mentiu, descaradamente,  com dados falsos sobre recursos da saúde transferidos aos estados e ainda ameaçou os governadores: “O governador que fechar o Estado não receberá Auxílio Emergencial.

     

     

    Os governadores estão a ponto de uma rebelião. As bancadas parlamentares têm compromissos com os governos nos estados. Os governadores, por sua vez, costumam controlar as bancadas federais. Isso pode evoluir para uma crise de governo.

     

     

    Pode ser também uma cartada do Centrão, para manter Bolsonaro a rédeas curtas, e assim aumentar o poder de extorsão.

     

     

    O senador do Ceará, Tasso Jereissati, grande empresário nordestino, numa entrevista à imprensa disse: “É preciso parar esse cara” se referindo a Bolsonaro.

     

     

    Ele disse também que ia conversar com os demais partidos para pedir ao presidente do Senado urgência na votação do requerimento da CPI.

     

     

    Mourão, que não conversa com Bolsonaro, estava sumido. Reapareceu hoje dizendo que a saída é vacinar todo mundo.

     

     

    Será que os parlamentares estão prontos para entrarem em ação?

     

     

  • O Brasil está a cara do Governo Bolsonaro

     

     

     

     


     

     

     

    Lava-jato na lama, desmascarada, uma organização criminosa que praticou crimes que vão de segurança nacional a falsificação de provas, manipulação de depoimentos, prisões ilegais. Tudo isso exposto na praça à luz do sol do meio dia.

     

     

     

     

     

    Aécio, Serra, Temer, Jucá, Eliseu Padilha, Moreira Franco, e outros bandidos golpistas, com todas as provas dos seus crimes, soltos, assobiando e andando, aguardando a prescrição dos seus processos, da Lava-jato.

     

     

     

     

     

    Financiamento do golpe com montanha de dinheiro vindo do exterior, para financiar máquinas de produção de fake news, organização de manifestações, com provas líquidas e certas apuradas pelo STF nas investigações da produção de notícias falsas, ataques às instituições da República e à democracia.

     

     

     

    Prejuízos bilionários da Petrobras, do Banco do Brasil, da Eletrobras, empresas estatais prestes a serem privatizadas, com queda brutal do preço das ações, por conta de uma manobra mal explicada de Jair Bolsonaro. O volume de dinheiro perdido num só dia é três vezes maior do que o destinado ao Auxílio Emergencial. Manobra muito parecida com a que aconteceu antes da venda das estatais de telecomunicações, no governo FHC.

     

     

     

     

     

    Disparada do dólar, dos preços dos combustíveis e da inflação, devido à fuga de capitais, exportação de alimentos, que causa desabastecimento no mercado interno, envio do petróleo do Pré-sal para ser refinado nos Estados Unidos, e dolarização dos combustíveis.

     

     

     

     

     

    O Brasil se aproxima de 250.000 mortes por Covid, por conta da sabotagem das ações de cientistas e profissionais de saúde pelo governo Bolsonaro, e da incompetência do general-ministro da Saúde, Eduardo Pazzuello, no combate à pandemia.

     

     

     

     

     

    O Congresso Nacional dominado pelo “Centrão”, uma conhecida organização criminosa que vive da extorsão de dinheiro e cargos públicos, e da prestação de trabalho legislativo a lobby de grandes corporações empresariais e bancárias.

     

     

     

     

     

    As Forças Armadas, atoladas na lama de leite condensado. Um escândalo a céu aberto de superfaturamento de compras e mordomias para a tropa, finalmente investigadas pelo Tribunal de Contas da União.

     

     

     

     

     

    As FFAA nunca passaram por um pente fino dos órgãos de fiscalização e controle. São centenas de contratos com empresas de compras, de prestação de serviços, que vão de faxina à manutenção de armamentos, tanques, aviões, navios. Contratos bilionários.

     

     

     

     

     

    Eis um rápido retrato do Brasil, em verde e amarelo, esse gigante com suas instituições republicanas sendo devoradas por saúvas golpistas.

     

     

     

     

     

    Os militares, salvo raras exceções, são inimigos da democracia. São uma casta, mantida com o dinheiro do contribuinte. Eles gostam mesmo é de ditaduras, salões engalanados, fardas com penduricalhos dourados, mordomias, uma boquinha nas tetas do Estado para esposas, filhos, genros, noras e outros parentes e aderentes. Sonham com palácios, reis e monarquias engolidas pelo tempo. Forças Armadas são filhas das cortes.

     

  • A novela e o espelho

     

     

     

     

     

    Longe de mim defender a Globo, sei muito bem o que ela já fez com o Brasil, com seu jornalismo de esgoto, mas ouvi de uma pessoa, com razoável capacidade de discernimento, que as novelas da Globo são péssimos exemplos para a educação da sociedade.

     

     

     

    Estou vendo A Força do Querer, escrita pela roteirista Gloria Peres, uma trama sensacional, que espelha muito bem o caráter da maioria das famílias brasileiras. Gostaria muito de ter escrito essa novela.

     

     

     

    Na conversa, percebi que essa pessoa não gosta de ver espelhadas na tela certas misérias comuns, principalmente da classe média.

     

     

     

    Notei que a preocupação dele é mais moral e de falta de compreensão do papel da dramaturgia, talvez até da literatura na cultura.

     

     

     

    Não se trata de comparar, mas, levando em consideração a opinião dessa pessoa, teríamos que deixar de ler, por exemplo, Dostoiévski, esconder dos adolescentes Raskólnikov, a velinha usurária Aliena Ivánovna, de Crime e Castigo? Não deixar que cheguem perto de Capitães da Areia, de Dona Flor e seus Dois Maridos, de Jorge Amado?

     

     

     

     

    O que dizer do comunista Dias Gomes e suas novelas de grande sucesso como o Bem Amado? Nela é exposta, em plena ditadura, a gênese do poder oligárquico, corrupto, com seus capangas milicianos, em conluio com a igreja católica, a polícia e a imprensa, apimentada com um bordel de prostitutas amáveis, respeitadas pela sociedade.

     

     

     

     

    A novela O Rei do Gado estreou na Globo dois meses depois da morte de 19 trabalhadores sem-terra no conflito de Eldorado dos Carajás, no Pará.

     

     

     

     

    A reforma agrária e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) foram abordados pela primeira vez numa telenovela com grande repercussão na mídia e na sociedade.

     

     

     

     

    Essa discussão sobre as novelas da Globo atravessa décadas a fio e é bom que isso aconteça. São muitos olhares. Não vale preconceito. Tem que ver.

     

     

     

    Não sou de ver novelas, mas, no confinamento estou vendendo A Força do Querer.

     

     

     

     

    Uma novela que botou na tela a questão da transgenia, do tráfico, da indigência moral da maioria da classe média, mal educada, com seus trambiques, mergulhada em preconceitos de toda natureza, e o drama que ela vive, tentando se equilibrar entre a ambição de ser rica e o pânico de cair na vala da pobreza.

     

     

     

     

    Nela, duas empregadas domésticas e um motorista travesti, fora do horário de trabalho, são quem segura, como esteios, a desestruturação das duas famílias ricas, decadentes. Isso é muito interessante.

     

     

     

     

    Pra finalizar, perguntei se o filho dele jogava jogos eletrônicos. Ele disse que o filho é viciado, que os jogos são de imagens perfeitas e de extrema violência.

     

     

    E então?

     

     

  • Tudo combinado

     

    Lembra do procurador Deltran Dallagnol, aquele personagem  sombrio da Lava-jato, de olhar a meia pálpebra, de perversidade interior aflorada?
    Ele fez até jejum e orações pela prisão do ex-presidente Lula.
    Em seguida o juiz da Lava-jato, Marcelo Bretas, publicou  twitter  se solidarizando com Dallagnol no jejum:
    “Caro irmão em Cristo, como cidadão brasileiro e temente a Deus, acompanhá-lo-ei em oração, em favor do nosso País e do nosso Povo”.
    Isso no dia 1° de abril, logo depois da Semana Santa, quando  se rememora a condenação de Jesus à tortura e à morte, por defender os pobres.
    Nesse mesmo momento, o general Villas Boas ralhou com o STF, ameaçou com um golpe militar, caso o tribunal concedesse Habeas Corpus a Lula barrando a condenação dele à prisão, em 1a. instância.
    O general não aceitava a candidatura do Lula.
  • O impeachment de Bolsonaro, fruto de um “acordão”, pode ser rápido e cirúrgico

     

     

     

     

     

     

     

    O impeachment de Bolsonaro já é assunto tratado nas reuniões que discutem as eleições das mesas da Câmara e do Senado. O presidente chegou muito perto da zona de descarte. Pode ser destituído num processo rápido e cirúrgico. Seis meses seria o suficiente.

     

     

     

     

    O vice-presidente Hamilton Mourão voltou ao trabalho, depois do tratamento da Covid-19, com declarações contrárias ao que disse recentemente Jair Bolsonaro, desfazendo os disparates do titular. Mourão disse que tanto Baleia Rossi quanto Lira são governistas, que vai se vacinar por ser uma questão coletiva e não individual e defendeu a lisura das eleições nos Estados Unidos. Declarações num momento em que o impeachment entra na pauta de debate nacional.

     

     

     

     

    No vale-tudo da crise, a hipótese de um acordão no âmbito das eleições da Câmara e do Senado, para o impeachment de Jair Bolsonaro, empossar o vice-presidente Hamilton Mourão e fazer uma ampla reforma ministerial não pode ser descartada. Esses momentos são feitos de conspirações, de ações subterrâneas.

     

     

     

     

    Nesse acordão, Paulo Guedes e seu staf pode ser substituído. Paulo Guedes, posto à prova, deu chabu, demonstrou ser um fundamentalista ultraliberal superado e incompetente. O Brasil está queimando suas reservas para conter a alta do dólar, voltando à perigosa vulnerabilidade externa, sujeito a ataques especulativos como os que ocorreram com o país quebrado, no período FHC. A explosão do desemprego, da quantidade de moradores em situação de rua não sensibiliza o ministro da economia. Ele acredita que as empresas vão resolver todos os problemas do país. A desistência da Ford de produzir no Brasil é um caso inconteste de que a política econômica de Paulo Guedes é um desastre.

     

     

     

     

    Ernesto Araújo, um vexame internacional, envergonha a diplomacia brasileira mundo afora, posicionou-se politicamente de forma submissa aos Estados Unidos e afrontosa contra parceiros comerciais. O obtuso ministro Ricardo Salles, com sua estupidez ancestral, não cabe no século XXI. O ministro da Saúde, um burocrata paquidérmico, até o momento não fez um plano nacional de enfrentamento da pandemia. O país já ultrapassou a marca de 200 mil mortos. Uma tragédia, por absoluta incompetência. Sem falar nos outros trambolhos ministeriais.

     

     

     

     

    Está claro que além de desastrado e beligerante, Bolsonaro e seu governo não dispõem de condições mínimas para enfrentar a grave crise econômica, social e política do país. O aumento do desemprego estrutural, da inflação, sem rede de proteção social, sem projeto consistente capaz de apontar uma saída para a crise, levou o país a uma situação dramática, com penosa deterioração das condições de vida da população.

     

     

     

     

    A fuga recorde de capitais, com o dólar a mais de R$ 5,50, tem favorecido as exportações de produtos agrícolas, mas fazendo disparar a inflação de gêneros de primeira necessidade, afetando de forma perversa principalmente a população pobre, o fim do Auxílio Emergencial, e outros fatores, certamente fará com que a popularidade de Bolsonaro desabe muito rápido.

     

     

     

     

    O disparo em massa de fake news, um recurso de comunicação criminoso, que ajudou Bolsonaro a garantir cerca de 40% de “bom e ótimo” nas pesquisas deve perder força à medida que a realidade bater à porta da população e fizer o contraponto com as noticias falsas das redes sociais.

     

     

     

     

     

    Senadores e deputados já perceberam que a popularidade de Bolsonaro deve cair nos próximos meses com o agravamento da crise. Ele levou um susto quando soube que a bancada ruralista descolou do governo, apoia o candidato Baleia Rossi.

     

     

     

     

     

    Para parlamentares oportunistas, que são muitos, este ano é considerado “véspera do ano eleitoral” (2022), quando é feita avaliação do desempenho e da popularidade do governo. Se estiver em alta, os oportunistas acompanham o governo, mas, se estiver caindo ou em baixa começam a pular do barco e se juntar à oposição, para salvarem suas reeleições. O “ano véspera” é um divisor na política do Congresso Nacional e isso deve ser levado em consideração.

     

     

     

     

     

    Há crimes de sobra para instauração do processo de impeachment. O Supremo Tribunal Federal e outras instâncias da justiça, Câmara e Senado, têm sido coniventes com todos os crimes de Bolsonaro. Afinal, são instituições parceiras do golpe. O problema é que o fruto do golpe está envenenando o projeto neoliberal. Eles apostaram em Geraldo Alkmin, que também deu chabu nas eleições. Tiveram que se pendurar em Bolsonaro e em Paulo Guedes. Deu num desastre político e econômico.

     

     

     

     

     

    No cenário de escombros do golpe, num Congresso de mais baixo nível dos últimos tempos, Rodrigo Maia, com a ajuda clemente da mídia oligárquica, despontou como articulador político nas eleições municipais e conseguiu um resultado que repercutiu no Congresso Nacional e fortaleceu a centro-direita.

     

     

     

     

    Rodrigo Maia tem demonstrado trabalhar na perspectiva de dar liga a um espectro de forças políticas de perfil bastante semelhante ao que deu sustentação aos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso e isolar a extrema direita e a esquerda. Só que, precisou formar uma chapa hegemônica para as eleições da Mesa da Câmara e do Senado. Sem outra alternativa, teve que agregar os partidos de esquerda.

     

     

     

     

     

    Com a vitória de Joe Binden nas eleições dos Estados Unidos e o tombo espetacular de Donald Trump, do pódio das fake news, a tendência dessas forças políticas é de se alinharem ao governo de Joe Biden. Já Bolsonaro, seus seguidores e de Donald Trump, entre eles o guru Olavo de Carvalho, estão perdidos, sem rumo, não têm mais onde se agarrar.

     

     

     

     

     

    Por outro lado, o pilar mais importante de sustentação de Bolsonaro, as máquinas de produção e impulsionamento de fake news estão sofrendo um forte revés. Depois da invasão do Capitólio, as gigantes Twitter, Instagran,Google, Facebook, Amazon, Apple e outras plataformas bloquearam temporariamente Donald Trump. Resolveram agir nos Estados Unidos, começaram a fazer um pente fino e banir de suas redes sites, blogs e grupos de postagens de ódio.

     

     

     

     

     

    Trump recomendou aos seus militantes a migração para a plataforma Parler e aqui Bolsonaro indicou aos seus seguidores o mesmo caminho. Isso é um sintoma de que vem restrições por aí e que ele sentiu o baque.

     

     

     

     

     

    Existe ainda a investigação do STF de grupos de extrema direita, que usam sistematicamente fake news para atacar a instituição, ministros da corte, a democracia e pregam golpe o militar. O ministro Alexandre de Moraes, que coordena a investigação, ordenou a prisão de alguns. Responderão em liberdade, mas o caso deve voltar ao noticiário após decisão definitiva do tribunal. Alexandre de Moraes prorrogou, em dezembro, por 90 dias inquéritos que fecham o cerco sobre o Planalto.

     

     

     

     

     

    Além disso, os filhos de Bolsonaro estão sendo investigados tanto pelo disparo de fake newscomo pelo escândalo das “rachadinhas”. Os processos devem ser concluídos ainda neste semestre e levado aos tribunais. Os filhos podem ser cassados e presos, agravando ainda mais a situação de Bolsonaro.

     

     

     

     

     

    A invasão do Capitólio mexeu com o mundo, causou indignação por ser um atentado à democracia. A reação nos países com democracia consolidada deve ter desdobramentos no sentido de conter o avanço do fascismo em todo o mundo. Chefes de estado condenaram o atentado e devem propor medidas para enquadrar quem vandaliza a democracia.

     

     

     

     

     

    Além de Trump, Bolsonaro é outro que deve ser contido e o país resgatado do fascismo. Não há impeachment sem povo na rua. Talvez por isso Bolsonaro sabota todas as iniciativas das autoridades sanitárias de controle da pandemia. Ele sabe que tem um grito da população amordaçado pelas máscaras. Mas a situação é tão grave que a destituição dele pode ocorrer em tempo recorde com ou sem o povo na rua.

     

     

     

     

     

     

    A cúpula dos militares não tem demonstrado disposição de arcar com o ônus de dar sustentação a Bolsonaro, ao seu desgoverno e às ações criminosas dos seus filhos. Seria um estrago muito grande na imagem das Forças Armadas. Recentemente o comandante do Exército, Edson Pujol, numa palestra com a presença de Bolsonaro, disse claramente que “… as Forças Armadas são uma instituição de Estado e não de governo.”

     

     

     

     

     

    Jair Bolsonaro segue o mesmo caminho de Donald Trump, ameaçando as instituições, colocando em risco a população e deve chagar ao mesmo destino: o impeachment